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O Filho Que Ele Nunca Conheceu

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Blurb

Aos 19 anos, acreditou ter encontrado o homem da sua vida.Ele prometeu amá-la para sempre, prometeu casamento, um futuro juntos e uma família feliz.Mas tudo desmoronou quando ela descobriu que ele nunca tinha deixado a outra mulher.Sem uma única explicação, ele desapareceu da sua vida, bloqueando-a em todas as redes sociais.Dias depois, veio a notícia que mudaria o seu destino para sempre…Ela estava grávida.Abandonada, julgada pela própria família e obrigada a crescer antes do tempo, escolheu criar o filho sozinha enquanto lutava para realizar o sonho de se tornar uma escritora de sucesso.Três anos mais tarde, o destino coloca novamente aquele homem no seu caminho.Mas desta vez ela já não é a jovem ingénua que acreditava em promessas.Agora é uma mãe.E ele terá de enfrentar a verdade mais dolorosa da sua vida…O filho que ele nunca conheceu.

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Antes de Tudo Mudar .
Esta história é para todas as mulheres que, um dia, sonharam ser amadas… intensamente. Para aquelas garotas que sonhavam alto. Que amavam os estudos. Que acreditavam que o amor podia mudar uma vida. Mas, de repente… Tudo deu errado. E uma gravidez inesperada apareceu. É para aquelas que, mesmo destruídas por dentro, nunca desistiram dos próprios sonhos. Que continuaram a levantar-se todos os dias. Que choraram em silêncio. Mas nunca deixaram de acreditar que um amanhã melhor existia. Yilma Martin entregou o corpo, a alma e tudo o que tinha por amor. Recebeu promessas. Recebeu ilusões. E, no fim… Foi deixada sozinha para enfrentar a maior batalha da sua vida. Mas algumas mulheres não nascem para ser derrotadas. Elas renascem. E escrevem a própria história. Newark, New Jersey — Estados Unidos. Aos 19 anos, Yilma Martin era uma jovem doce, inteligente e determinada. Sonhadora por natureza, acreditava que o amor verdadeiro ainda existia. Amava estudar e fazia parte das melhores alunas do último ano do ensino secundário. Para muitos, o seu futuro já estava traçado. Ser médica. Esse era o sonho dos seus pais. Filha única de Ricardo Martin e Violeta Martin, Yilma carregava nos ombros todas as expectativas da família. Os seus pais acreditavam que ela seria uma grande doutora e depositavam nela toda a esperança que tinham. Medicina. Eles queriam vê-la de bata branca, salvar vidas e tornar-se uma das melhores doutoras do país. E Yilma… sorria. Sempre sorria. Porque não queria desiludi-los. Era educada, respeitadora e dona de uma beleza delicada. Os longos cabelos negros desciam até à cintura, os olhos transmitiam calma e o sorriso iluminava qualquer lugar por onde passava. Na escola, não tinha amigas de verdade. Apenas colegas. Preferia o silêncio. Preferia os livros. Preferia sonhar. Preferia sentar-se sozinha durante o intervalo, ouvindo música enquanto escrevia discretamente num pequeno caderno que nunca saía da sua mochila. Ninguém sabia o que havia ali. Nem mesmo os seus pais. Quando chegava a casa, subia diretamente para o quarto. Esperava todos dormirem e só então ligava o portátil. Os dedos começavam a correr pelo teclado. Palavra após palavra. Capítulo após capítulo. Ali… ela podia respirar. Ali… a pressão desaparecia. Ali… a ansiedade deixava de apertar o peito. Nos dias em que o coração parecia apertar e o mundo pesava sobre os seus ombros, ela encontrava refúgio na única coisa que realmente a fazia sentir-se viva. Escrever. À noite, escondida no quarto, criava histórias de amor que faziam o seu coração acreditar que, um dia, alguém a amaria da mesma forma que os protagonistas dos seus livros. Escrever era a única coisa que a fazia sentir-se livre. O verdadeiro sonho de Yilma nunca foi vestir uma bata de médica. O verdadeiro sonho era ver o seu nome estampado na capa de um livro. Ser uma autora de sucesso. Um sonho que escondia até da própria família. Porque sabia que, se os seus pais descobrissem, jamais aceitariam que a filha trocasse a Medicina pelas palavras. Ela só não imaginava que, muito em breve, a própria vida lhe daria uma história muito maior do que qualquer romance que já tinha escrito. 08h00 da manhã — Ah… que cansaço… Yilma abriu lentamente os olhos. Sentou-se na cama e espreguiçou-se, deixando escapar um pequeno bocejo. — Ainda bem que hoje é sábado. Aos sábados posso acordar mais tarde… Ando tão cansada durante a semana. Olhou para a janela. O sol já iluminava completamente o quarto. — Primeiro… um banho. Levantou-se calmamente e entrou na casa de banho. Yilma adorava banhos demorados. Não importava se fazia frio ou calor. A água tinha sempre de estar quente. Enquanto a água escorria pelo seu corpo, fechou os olhos e sorriu sozinha. — Eu quero ser tão amada… Apoiou a cabeça na parede. — Tenho a certeza de que um dia vou encontrar o homem da minha vida. Respirou fundo. — Meu Deus… envia-me a pessoa certa, por favor. Depois de terminar o banho, vestiu uma roupa confortável, penteou os longos cabelos negros e desceu as escadas. Yilma nunca corria. Era calma em tudo o que fazia. Assim que entrou na cozinha, encontrou os pais a tomar o pequeno-almoço. Violeta olhou imediatamente para o relógio. — Vejam só a hora que a mais linda decidiu acordar… Nove horas! Yilma sorriu. — Mãe… ainda são oito e quarenta. Violeta fez uma careta. — Tanto faz, senhorita. Faltam apenas vinte minutos. Yilma aproximou-se da mesa sem discutir. Serviu-se de café, ovos e pão. Comer era uma das coisas que mais gostava de fazer. Ricardo olhou para a esposa. — Qual é o teu problema? Deixa a minha filha em paz. Violeta levou uma mão ao peito. — Ah, eu nem lhe fiz nada! Ricardo apenas abanou a cabeça. Depois levantou-se, beijou a testa da filha e sorriu. — Come tranquila, minha princesa. Violeta riu. — Tu dás mimo demais a essa menina. Pegou na bolsa. — Vou trabalhar. Até logo, meus amores. Yilma levantou-se para abraçá-la. — Está bem, mamã. Amo-te. — Eu também te amo… minha comilona. As duas riram. Violeta despediu-se também do marido com um beijo e saiu de casa. A cozinha voltou a ficar em silêncio. Pai e filha continuaram o pequeno-almoço tranquilamente. Foi Ricardo quem quebrou o silêncio. — Então… como está a correr a escola? Yilma bebeu um gole do seu sumo de manga favorito. — Muito bem. Na segunda-feira tenho um teste importante. Espero que corra tudo bem. Ricardo sorriu com orgulho. — Vai correr, filha. Eu confio em ti. Yilma retribuiu o sorriso. — Obrigada, pai. Fez uma pequena pausa. — Amo-te. Ricardo segurou-lhe a mão por alguns segundos. — Eu também te amo, minha filha. E nunca te esqueças disso.

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