Se sentindo encomodada

1141 Words
Annabel narrando Cheguei na empresa e percebi várias pessoas lançando alguns olhares para nós dois. Senti-me muito incomodada, pois as pessoas ficavam olhando e cochichando sobre eu estar aqui para dar o golpe ou que sou uma caipira ridícula. Mesmo sendo muito bem resolvida comigo mesma e tendo uma boa autoestima, isso me fez ficar um pouco m*l e cabisbaixa. — Não é essa a caipira que se tornou noiva do Senhor Benton? — uma moça loira comentou. — Ela não é digna dele — a outra comentou. Tentei ignorar tudo o que estava ouvindo para não parar no caminho e xingar a todos e cometer alguma loucura, porque, mesmo sendo educada, adoro uma boa briga e, se achar uma, não saio assim tão fácil, viu? Mas o ódio que eu estava sentindo de tudo aquilo era enorme, e o desrespeito daqueles que nem me deram a oportunidade de me apresentar adequadamente e já estavam me julgando sem me conhecer. Rupert e eu chegamos até o quarto andar e ele foi em direção a uma sala que talvez seria minha. Ao chegarmos lá, havia várias mulheres sentadas sobre a mesa conversando e soltando muitas gargalhadas; então ficamos apenas ouvindo a conversa das três. — Essa garota do campo surgiu de onde? — disse Berenice com um olhar de deboche. — Ela não merece ser noiva de Rupert! Nem bonita ela é, pode apostar comigo — falou Nina rindo alto. Não consegui ouvir tudo isso e ficar calada, tinha que responder à altura. Mas essa fulana nem mesmo merecia que eu me dirigisse a ela. Claro que não iria deixar essas afrontas por isso mesmo e entrei rapidamente na sala para respondê-las. — E por acaso quem seria adequado para ser noiva dele? Você? Me faça o favor e se olhe no espelho, pois você não chega aos meus pés, sabia, ratazana — falei muito irritada, olhando com um olhar mortal para Nina. — Quem você pensa que é, garota? — Nina perguntou. — Sou Annabel, a futura senhora Benton — estendi a mão para Nina. Claro, vou converter o trecho narrado para a primeira pessoa e corrigir os diálogos com travessões. Aqui está o texto revisado: — Nina Narrando Eu não podia aceitar uma caipira daquelas com toda essa ousadia. Quem ela pensa que é? Não podia negar, ela não era feia nem nada, mas não merecia Rupert. Eu merecia. Depois de tantos anos de devoção, qualquer uma chegava e o roubava de mim. Olhei para Annabel com uma cara de desgosto, desaprovando totalmente a garota. Neste momento, Annabel me tirou dos meus pensamentos. — Você é surda ou não ouviu? — gritou Annabel. — Saia logo daí para que eu possa me ajeitar nesta salinha. — falou com um olhar mortal sobre mim. — A sua... — fui interrompida assim que Rupert entrou na sala, olhando para mim com um olhar gelado e sombrio. — Senhor Benton, como posso lhe ajudar? — gaguejei, olhando com rosto assustado. — Posso saber por que não acomodou Annabel? — perguntou Rupert. — Eu estava fazendo isso agora, senhor. — tentei reverter a situação. Annabel interferiu na hora, desmentindo o que eu estava falando. Não permitiu que eu continuasse a mentir dessa forma descarada. — Deixa de ser mentirosa, você não estava fazendo nada. — gritou Annabel. Rupert olhou assustado para ela enquanto ela falava. Essa menina não parecia uma qualquer caipira como todos falavam. — A única coisa que você fez até agora foi querer me afrontar. Não sei mesmo como contratam pessoas como você, que ainda se diz chefe de um setor. Você é uma desocupada, isso sim. — falou com muito ódio, olhando para mim. — Escuta aqui, senhor maravilhoso Benton, eu exijo respeito dessas mulherzinhas enquanto estiver aqui. Você entendeu? — falou olhando para Rupert com um olhar ameaçador. — Annabel, na minha sala agora. E Nina, depois resolvo com você. — falou Rupert em um tom rude. Fiquei toda animada, achando que Annabel iria ser logo enxotada, e isso seria uma maravilha para os meus planos. Era nítido no rosto do meu amado que ele não queria nada com aquela mulherzinha ridícula, então fiquei observando enquanto os dois se afastaram. --- — Rupert benton narrando Annabel não falou nada, somente saiu e foi em direção ao elevador mantendo o silêncio, mas era nítida a decepção e o ódio que ela demonstrou em seu rosto. Mas eu não poderia deixar ela simplesmente gritar com todos dentro da minha empresa, então iria explicar isso para ela. Saí logo atrás dela, mas olha, essa baixinha voa quando está brava. Fiquei perdido em meus pensamentos e, quando percebi, já estávamos os dois dentro do elevador indo para a minha sala no último andar. Chegando lá, abri a porta e dei passagem para que ela entrasse. Estávamos os dois sozinhos e isso me causou um nervosismo estranho, uma vontade de tomá-la em meus braços. Tratei de espantar esses pensamentos, precisava ver se ela estava bem com essa situação. — Você está bem? — perguntei a Annabel. — O que você acha? Fui humilhada na sua casa e agora na empresa. Isto só porque vim do campo? Você acha que não tenho valor nenhum ou simplesmente sou burra por ter vindo de uma fazenda? — respondeu amargamente. — Eu peço desculpas, sinceramente, não escolhi me casar com você! Mas também não vou permitir que te tratem m*l por conta disto. Sei que você não queria estar aqui também — falei com um tom doce e arrependido. Annabel ficou sem palavras com a forma como a tratei. Ela se sentiu estranha e gostou do modo doce e amoroso que eu estava falando com ela. Por um impulso, ela se aproximou de mim e ficou muito próxima aos meus lábios. Sem pensar, grudou um beijo quente e rápido, cheio de desejo, em mim. Quando percebeu o que estava fazendo, se afastou rapidamente, sem saber o que dizer. — Me desculpe... — Annabel falou toda vermelha de vergonha. — Você não precisa se desculpar, aliás, pode fazer mais vezes. Eu sou seu noivo, não é? — falei com um olhar safado. Logo me aproximei novamente de Annabel, a prendi contra a parede e a beijei intensamente, um beijo cheio de paixão e desejo. — Vamos almoçar comigo hoje — falei bem perto do ouvido de Annabel, ela se arrepiou toda. — Eu... — Annabel não conseguiu falar. — Não aceito não como resposta, ok? — falei firme para ela. — Ok, então eu vou almoçar com você! — disse ela, erguendo as mãos como se estivesse se rendendo. Eu a beijei novamente e a liberei. Vi ela dar um lindo sorriso e sair da minha sala. Não podia explicar o que estava acontecendo comigo, mas sabia que ficaria completamente rendido a essa mulher se continuasse assim. Continua... ---
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