capítulo 13

1208 Words
Desde o início imaginei que o meu interesse naquela mulher acabaria assim que eu soubesse quem ela era, como erasua aparência e como vivia.Também achei que tudo que elahaviame dito durante nossas conversas, fossem mentiras.Entretanto, foi só olhar em seus olhos para encontrar a garota machucada que ela sempre demonstrou ser. Algo que me deixou tanto alegre, por saber que não fui enganado, e triste, por saber que Samantha era essa pessoa. Pensei que o meu passado fosse r**m, porém descobri que existia quem tivesse mais traumas que eu, e que isso me tornava um privilegiado. Desde o dia anterior não parava de pensar nela, de desejar ouvir sua voz ou ver seu sorriso que tanto me encantou. Ao me levantar da cama, mais cedo, fiquei tão atormentado, que passei mais de meia hora— meu tempo comum— na academia, achando que bater em um saco ou correr duas vezes mais que o normal me ajudaria a manter a minha mente sã e limpa para o trabalho. Eali estava eu, sentado na cadeira macia do meu escritório, tentando ler os papéis e falhando.Não queria pensar que, de alguma forma, eu me interessava por ela. Samantha não era uma mulher fácil, e relacionamentos eram um gatilho do qual ela fugia como se fossem o diabo.Além disso, prometi a mim mesmo que algo do tipo não me aconteceria, muito menos naquele experimento i****a. Contudo, não tentaria levar esse ódio até o fim e, talvez, perder minha única oportunidade de encontrar a mulher com quem poderia realmente ter um amor verdadeiro.No entanto, ela não teria como ser a Samantha. Ela era boa demais, pura demais, e, com certeza, eu estragaria isso nela. Por sorte, Ian me mandou uma mensagem. Sairíamos para beber algo e tagarelar. Talvez isso me fizesse esquecer dela. Durante o trajeto, estava tão distraído e calado, que Taylor teve que me chamar à realidade para que eu percebesse que já tínhamos chegado ao destino. — Você está bem? —ele perguntou antes que eu pudesse sair do carro. — Desde ontem você está... — Estou bem.São só burocracias do trabalho. —menti. —Humm. Desci antes que ele dissesse mais alguma coisa. Ele não era i****a, e eu não queria ser confrontado. O lugar em que eu estavaera frequentado por muitos empresários, e eu conhecia a maioria deles. Odiava ter que cumprimentar a todos, tendo em vista que os sorrisos nos rostos deles não eram tão verdadeiros. Avistei Ian no lugar de sempre, cumprimentei-o antes de me sentar e pedi uma dose dupla do melhor e mais forte whisky. — Pelo visto, o dia foi bem cheio para você. —Ele me observou por cimado copo em que bebia. — Ontem foi seu último encontro com a mulher misteriosa. — Ela não é mais misteriosa.E vim aqui para me distrair disso. —Agradeci a agilidade do garçom. Ian me encarou com um sorriso.No fundo, eu sabia que ele não iria parar de falar no assunto. —Eu sabia que, ao pisar neste lugar, você não esconderia o seu “bomhumor” em relação a isso e que eu não iria perdoar. —Respirei fundo, bebi um grande gole da bebida e esperei mais falatórios. — Como ela é?E o mais importante: por que deixou você assim? —É sério? —questionei sem paciência. — Quer mesmo me importunar com essas perguntas? — Se essa mulher te deixou desse jeito, com certeza quero saber o que aconteceu. Eu estava um pouco chateado por não a ter visto de novoe conversado com ela sobre o meu dia de merda, que só foi assim por causa dela. — Ela é uma mulher comum, como sempre soube. Tem olhos castanhos, um estilo despojado,é bem mais baixa que eu efica irritada quase sempre.É esquentadinha.Eu não a vi, nem soube sobre ela hoje, e talvez esteja, sim, irritado por conta disso. —Enquanto falava,lembrava-me da noite anterior. Eu nem pude levá-la para casa.Ela foi difícil, como eu já esperava. A única coisa que tinha dela era o seu telefone, contudoestava com medo de parecer desesperado se marcasse algo logo. Quando voltei à realidade, Ian estava me encarando como se alguma coisa em mim fosse uma piada. — Eu disse que iria acontecer. — O que iria acontecer? —Estreitei os olhos. — Seja claro. —Mesmo repetindo fielmente que não, gosta dela.O tempo que passaram juntos, sem se verem, foi o bastante para trazer de volta o homem romântico dedentro de você. —acusou-me. Acho que foi uma péssima ideia ter vindo até aqui. —Eu vim aqui para não ficar irritado, e as coisas ridículas que você está falando estão me irritando. —falei sério. — Pare de criar ideias absurdas. — Joseph...— Ele não se importou em nada com o que eudisse. — Olhe você agora; não para de falar nela.Está a imaginando e se irrita por saber disso. Mente para si próprio quando diz que nada aconteceu. — Nada aconteceu, seu idiota.Somos só amigos. — E eu sou o presidente dos Estados Unidos. —debochou. — Pare de mentir para si mesmo.Está ficando distraído. Acredite: já passei por isso. — Não é a mesma coisa. — Não, porque eu não entrei em uma sala escura e conversei com a minha garota.Na verdade, foi ela quem começou.Conversamos por muito tempo como amigos e, depois, tudo mudou, pois comecei a notar que queria vê-la, ouvi-la e a sentir bem perto de mim. — Não é o mesmo caso. —reafirmei entre os dentes. — Samantha e eu passamos por muitas coisas e nossos passados nos uniram de uma forma única, porém não conhecemos um ao outro de verdade.Ela é bonita e muito atraente, mas temos apenas uma amizade entre um homem e uma mulher.Nada além disso. Ele revirou os olhos. Desejei jogar no seu rostoo restante do líquido do meu copo, só que optei por beber tudo de uma vez.Coloquei o recipiente, com uma força considerável,sobre a mesa de vidro e me levantei. — Está fugindo, é? — Estou indo embora antes que eu quebre a sua cara. —respondi ríspido. — Ok, amigo.Se você diz que não gosta dela, não serei eu quem vou plantar esse pensamento na sua cabeça. —Levanto as mãos ao ar. —Me desculpe se estraguei a sua noite,mas, antes que vá, pense no que está sentindo. Se for uma amizade, continue com ela, e se for outra coisa, não deixe que a mulher escape e outro a ganhe. — Ela não tem interesse romântico em ninguém.É provável que nunca tente nada com um homem. —O que não a impede de t*****r com eles. —argumentou, deixando-me mais irritado. — Acha que ela é uma puritana que nunca fez sexo? Imagina você, completamente apaixonado pela mulher que decidiu deixar no campo da amizade, por medo, vendo e ouvindo histórias dela com outros caras ou mulheres. — Está testando os meus limites, Ian?—Quase não notei que me aproximei dele com os punhos fechados, praticamenteo socando de verdade. Perceber essa reação me causou uma confusão enorme. — Como seu amigo, estou te dando uma visão do futuro. —Levantou-se. — Mas, como você disse, é só uma amizade entre um homem e uma mulher.
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