Apesar de ser descendente de gregos, Nikole tinha muito da cultura italiana onde nasceu e foi criada. Sua aparência natural e exuberante, eram naturalmente gregas, com um metro e setenta de altura. Tinha cintura fina e os quadris alargados, bumbum avantajado e s***s tamanho G.
Seu temperamento era o oposto, talvez por nascer na Itália. Nikole era dócil com as pessoas próximas e fria com outras. Sentimental e romântica, acreditava no amor verdadeiro e fiel. Seus pais eram a prova viva de amor profundo.
- Nikole, você voltou!
Ela se aproximou da avó e depositou um beijo em sua face.
- Eu disse que voltaria! Está tudo bem?
- Está sim! Você comeu alguma coisa?
- Acabei de tomar café. Vou tomar um banho e descansar um pouco.
Deliberadamente ela ignorou as pessoas a volta.
- Venha, vou te levar para casa.
- Obrigada Zacary! Vou ficar aqui com minha avó. Vocês podem ir agora, eu assumo aqui.
- Nikole, a gente precisa conversar.
- Não é um bom momento Sr Smiths. Estou realmente cansada, se puderem nos dar licença. Minha avó também precisa descansar.
Sem dizer mais nada, pegou suas coisas e foi para o banheiro. Quando saiu minutos mais tarde, sua avó estava sozinha. No entanto pode ver pelo vidro da porta, seu avô e Dominico estavam do lado de fora.
- Nikole!
Alessa a chamou.
- O que precisa vovó?
- Vá para casa descansar filha. Eu vou ficar bem.
- Tudo bem vovó, estou acostumada. Não vou te deixar sozinha aqui!
- O Sr Smiths vai mandar uma enfermeira para me acompanhar, assim você não fica sobrecarregada.
- Não é nada demais. Passei meses cuidando da mamãe no hospital, nunca deixei ela uma noite sozinha. E olha que eu trabalhava o dia todo e ainda ia para a faculdade pelo menos duas vezes na semana.
- Não foi fácil para você, deve ter sido muito cansativo.
- Não era fácil para ela. Não tive coragem de deixar ela sozinha no hospital. Mamãe foi uma guerreira!
- Eu sinto muito, Nikole!
- Já passou vovó, não adianta ficar lembrando coisas tristes. A alma deles não vai descansar se a gente ficar lamentando.
- Você não perguntou o porquê de eles irem embora.
Nikole olhou para a avó com um sentimento de pena. Aquela mulher suportou muita coisa para um dia encontrar a filha. Devia ter sido duro para ela permanecer na casa onde sua filha foi expulsa.
- Não preciso perguntar, sei o que importa. O que meus pais acharam que eu deveria saber, eles me disseram. A Sra não precisa continuar mais naquela casa.
- Não é tão r**m assim. Também não quero ser um fardo para você.
- Vovó, você é tudo que tenho na vida, nunca será um fardo para mim. Agora descanse um pouco.
Nikole deitou na cama auxiliar e sem se dar conta, dormiu por mais de uma hora.
Dominico observava pelo vidro, não cansava de admirar a mulher que parece um anjo dormindo.
Quando acordou, a primeira pessoa que viu foi Dominico parado junto a porta. Seus olhos a fitavam com uma expressão estranha.
- Não ia para Mykonos, Sr Zaffari?
Ela olhou o relógio e viu que dormiu menos de duas horas.
- Adiei meus compromissos. Estou preocupado com você e Alessa.
- Se realmente se preocupasse com minha avó, não teria deixado as coisas irem tão longe. Não consigo sequer imaginar o que a vovó passa naquela casa.
- Alessa não é m*l tratada, se é o que está insinuando.
- Não estou insinuando, estou afirmando o que vi com meus próprios olhos.
- Vocês dois parem com isso agora!
Alessa acabou acordando com as vozes dos dois, embora não fossem altas.
- Desculpe Alessa, sua neta é uma cabeça dura.
Nikole olhou para ela com fogo saindo pelos olhos.
- Durante o tempo em que eu ficar com minha avó, não quero contato com vocês. Se puder fazer a gentileza de nos deixar a sós.
- Nikole!!!
A voz de Alessa saiu um tanto chocada. Para ela, Dom também era seu patrão.
- Desculpe Dom!
Nikole olhou para ela com desgosto. Porque sua avó permitia que eles a tratassem daquele jeito?
- Estou falando sério vovó. Não vou te acompanhar se essa gente estiver aqui o tempo todo. Se não fosse por aquela patricinha mimada, você não estaria aqui.
Depois de deixar essas palavras, Nikole saiu do quarto indignada. Porém, não foi muito longe, sentiu seu braço ser agarrado pelas enormes mãos de Dominico.
- Me solta!
Ele não soltou. Com uma mão em sua cintura, a empurrou para um quarto vazio. Assim que fechou a porta, seus lábios buscaram os dela sem nenhum aviso.
O beijo começou violento, mas logo se tornou prazeroso. A língua de Dom explorando sua boca de forma que não deixava recusa.
- O que você está fazendo!
Nikole estava mole e sem fôlego.
- Não sei, é mais forte que eu.
Essa resposta a desarmou completamente, o mesmo acontecia com ela. Tinha ódio dele, mas queria estar em seus braços e sentir o seu calor mesmo assim.
- Nikole, eu não consegui ir trabalhar. Não consegui sair daqui e te deixar, tenho medo de não te encontrar quando voltar.
A voz rouca e o corpo trêmulo colado ao seu, dava a Nikole a certeza de que ele não estava mentindo. Era muito complicado para ela o jeito que Dom a tratava.
Um beijo suave e cheio de paixão caiu em seus lábios e ela se deixou levar. Relaxada, aceitou o carinho e passou os braços pelo pescoço dele. Suas mãos se enterraram nos cabelos curtos e macios.
Sentiu o aperto em sua cintura virar um doce carinho enquanto era puxada para junto do corpo quente de Dominico. Só voltou a si quando a porta se abriu e vozes invadiram o quarto.
- Saiam!
Chocada, ela escutou a voz de Dominico dar a ordem, enquanto a protegia dos olhos dos recém chegados com seu corpo.
Logo estavam sozinhos novamente e Nikole tentou sair do abraço.
- Me solta Sr Zaffari!
- Diga meu nome Nikole.
- Me solta! Não sei o que pensa que está fazendo.
- Não pode negar que não está acontecendo nada, seu corpo responde rápido ao meu toque.
- Besteira!
- Vamos dar uma trégua Nikole. Vamos entender essa atração que nos consome. Eu te quero muito e não vou desistir!