O pacote família

1052 Words
Quando Alessa desceu com sua bagagem, Surya e Leandro já haviam partido. Dominico sabia como espantar as pessoas. - Vamos indo, vovó. A senhora deve estar cansada. Ela queria muito se livrar logo de Dominico, por mais que negasse, sua atração por ele era forte e tinha medo de se deixar levar. Dominico dirigiu como se conhecesse bem a cidade. Em nenhum momento perguntou que caminho seguir. Menos de meia hora estavam na porta da casa de Nikole. - Obrigada por nos trazer. - Quero falar com você, Nikole. Ela olhou as horas e até tentou se livrar dele. - Já é tarde, melhor deixar para depois. - Só preciso de dez minutos. Por favor Alessa, se puder nos dar um momento. Como viu que não iria se livrar dele tão fácil, virou para abrir a porta para a avó. - Espere lá dentro, não me demoro. Tão logo fechou a porta sentiu os braços de Dominico em sua cintura. - O que pensa que está fazendo? - Esperei por toda noite, está me evitando Nikole? - Não tenho porque te evitar, também não quero ficar perto de você. - O que está planejando, Nikole? - Do que você está falando? Ela realmente não entendeu qual era o ponto. - Vejo que você tem se preparado para algo grande. Nunca acreditei que você apareceu em Milos por coincidência. Nikole estava cansada de tudo, primeira ele a acusou de ser uma impostora. Agora ela sequer conseguiu adivinhar de que ele estava falando. - Devia procurar um psiquiatra Sr Zaffari. Sua mente vai além da imaginação. - Você escondeu que era formada em administração. O padrinho pode ter engolido sua história, eu não. - Certo! Então, me explique o que você supõe que estou fazendo? - Para mim, claramente você se preparou para assumir o grupo Smiths. Chocada era pouco para descrever o estado de Nikole. Ela sequer sabia da existência de Arturo Smiths até ser manobrada por sua mãe. - Eu vou entrar e descansar, nada que eu disser é crível para você. - Estou de olho em você! Não pense que as coisas vão ser tão fáceis. - Faça o que quiser, sua opinião não me interessa. - Eu posso te dar uma boa vida, não precisa se esforçar tanto, nem usar de artimanhas para conseguir o que quer. Nikole já estava exasperada com tanta desconfiança. - Boa noite Sr Zaffari. Seu braço foi puxado no momento em que se virava para entrar em casa. - Ainda não terminamos! - Não tenho mais nada a falar com você e não estou interessada em seus delírios de... Antes que terminasse, foi tomada em um beijo urgente. Dominico tinha o dom de não deixar espaço para ela escapar. - Nikole, não tem noção do inferno que tem sido sem você. - Para com isso! Inferno foi os dias que passei, sendo intimidada por você. - Você gostou tanto quanto eu. Não tente negar. - Você é muito descarado. Não estou interessada em nada que tenha para falar. Agora se me der licença, minha avó está me esperando. - Você é minha baby, não vai escapar de novo. - Você é maluco. Não vai conseguir me obrigar a fazer o que não quero. - Seu corpo não fala a mesma língua que você. Ele reage rápido a quer cada toque meu, porque resistir ao inevitável? Nikole estava sem palavras. O jeito arrogante e possessivo dele a deixava muito irritada. - Estou cansada Dominico, se não tem mais nada a dizer, vou dormir agora. - Vamos ter essa conversa mais cedo ou tarde, não adianta fugir. Nikole não respondeu nem se despediu. Abriu a porta, entrou e trancou na cara dele dando a noite por encerrada. - Desculpa vovó. Falou para Alessa que estava sentada paciente no sofá da pequena sala. - Não se preocupe querida, Estou bem e feliz de estar com você. Alessa já tinha corrido os olhos pela parte de baixo da casa. Esse tinha sido o lar de sua filha até alguns meses atrás, ela estava emocionada. - Sua casa e muito bonita, Nikole. Apesar de ter poucos cômodos, tinha uma estética bonita. A sala de jantar, conjugada com jantar, a cozinha, lavanderia, banheiro, uma pequena área gourmet e a garagem compunha o primeiro andar. Já o segundo eram duas suítes e uma varanda. A casa era toda branca por fora e os espaços internos tinham cores destintas. - Obrigada vovó. Gosto dessa casa. Quando mudamos para cá, meus pais me deixaram escolher parte da mobília e decoração. Eram lembranças dos dias felizes com os pais, na época não imaginaria que seis anos depois nenhum dos dois estariam alí. - Venha, vou mostrar os quartos. Subiram as escadas e Alessa não se segurou mais. - E o bebê Nikole, para quando é? - Estou com pouco mais de dois meses de gravidez. no meio do ano que vem ele deve nascer. - É o pai? Vocês vão se casar? Era compreensível a preocupação da avó, um tanto conservadora, para ela filhos tinham que ser gerados dentro do casamento. - Não vovó! Esse bebê não foi planejado. Pretendo criar ele sozinha. - É muito difícil criar uma criança sozinha. Eu fiquei viúva cedo, sua mãe só tinha onze anos. Não é fácil. - Eu sei vovó. Por outro lado, estou feliz com a chegada dele, já não me sinto tão sozinha nesse mundo. Eu, a senhora e o bebê somos uma família. Vocês são tudo que tenho nesse mundo e vou dar o melhor para que sejamos felizes. Alessa queria saber quem era o pai. Mas, preferiu não insistir, ela deixou claro que o pai não estava incluído no pacote família. - E seu avô Arturo? Ele está feliz com sua chegada e um bisneto será uma grande alegria para ele. - Vovó, eu não tenho raiva do avô. Mas não vou negar que tenho uma mágoa. A forma como tratou meus pais não foi correta, não vou deixar espaço para fazer o mesmo comigo ou com meu bebê. - Eu não entendo filha. Você parece aceitar ele bem atualmente. - Vamos manter os pés no chão, no primeiro problema que tivemos, ele me mandou sair de sua casa. Sequer me perguntou o que aconteceu, não quero e nem preciso passar por isso.
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