O amigo do avô

1040 Words
Na manhã seguinte, Nikole acordou cedo e foi preparar o café para a avó. Iria ao trabalho e depois tinha que comprar uma roupa para usar no baile. A campainha tocou no momento em que ela colocou a água para fazer café. - Bom dia! Nicole se surpreendeu com a família em sua porta às seis e meia da manhã. - Bom dia! Porque estão aqui tão cedo? - Fizemos questão de vir tomar o café da manhã com você. Arturo entrou na casa, seus olhos percorrendo tudo com atenção. - Então essa é sua casa? - Sim. Sejam bem vindos! Os três homens mais jovens entraram carregados de sacolas. - Trouxemos o café da manhã. - Deixa que eu coloco a mesa. Sofia já foi pegando as sacolas e levando para a mesa de jantar. Sua atividade surpreendeu Nikole. - Obrigada, Sofia! Pouco depois, Alessa entrou na sala. Cumprimentou a todos se dirigindo em seguida à cozinha. Nikole logo a fez voltar à sala. - Vovó, pode se sentar e esperar. Eu passo o café e levo até a mesa. Enquanto falava, ela estava tirando as xícaras e pratos do armário. - Eu faço, Nikole. Até Sofia está fazendo alguma coisa. - Sofia é jovem, faz bem se movimentar um pouco. Já a senhora, eu quero que descanse. - Mas, eu vou me sentar na mesa com eles? Nikole que já ia saindo da cozinha, voltou e falou em Tom médio. Não se importava se eles escutassem. - Aqui, a senhora é minha avó, não uma empregada. Essa casa é sua, então faça tudo que tiver vontade. A avó era muito servil e não se sentia bem em sentar a mesa com os patrões. Sua humildade era grande, mas para Nikole, a senhora de já com idade avançada, não tinha que trabalhar tanto. O café da manhã correu de forma agradável com todos conversando animados, Sofia era outra pessoa. A menina ranzinza e m*l educada, tinha desaparecido totalmente. - Nikole, eu queria conhecer o seu trabalho. O susto estava estampado no rosto de Nikole. - Não é que eu não queira te levar, Sofia. Quando eu entrar, só saio de novo na hora do almoço. Não posso te dar atenção. - Zacary e Zander podem me acompanhar, depois vamos conhecer Madrid juntos. Os três irmãos, estavam incluídos nos planos de Sofia. Já os avós e Dominico, ela deixou de fora, Nikole não pôde deixar de pensar o quão egoísta ela era. Ainda iria tentar tirar os dias de férias, assim levaria os avós para passear. - Talvez devesse planejar um passeio que inclua o vovô. - Já estou velho para essas aventuras. Deixe os jovens se divertirem. - Não sei se conseguirei ser liberada, Surya vai cuidar de vocês por enquanto. - Não se preocupe comigo. Já entreguei em contato com um amigo, ele deve estar chegando e passaremos um tempo juntos. Admirada, Nikole percebeu que só sobraram Dominico e Alessa. Claro, para Dominico não seria difícil se virar, já a avó era outra história. - Vou ligar para Surya e ver se já está vindo. Em uma hora ela teria que sair e queria deixar todos organizados para passar o dia. Enquanto falava com Surya, a campainha tocou e ela foi se dirigindo a porta enquanto despedia da amiga. - Sr Ferraz? Nikole se espantou ao abrir a porta e dar de cara com seu patrão. - Bom dia, Nikole! Olhou para dentro da sala com várias pessoas e perguntou intrigado: - O que faz aqui? - Essa é minha casa! Como veio parar aqui? - Um amigo me enviou essa localização para encontrá-lo. Carlos Ferraz era um homem na casa dos quase setenta anos. Um empresário de destaque em toda a Espanha, Nikole nunca iria imaginar que o homem era o amigo de seu avô. - O Sr é o amigo de Arturo Smiths? - Sim. Ele está me esperando! Gesticulando com a mão, Nikole se afastou para ele entrar. Ainda estava surpresa com a chegada de Carlos. " Como esse mundo é pequeno" Ela pensou enquanto fechava a porta. - Arturo, a quanto tempo! Carlos cumprimentou seu avô com um firme aperto de mão. Em seguida apontou o restante das pessoas na sala. - Meus sobrinhos, os gêmeos Zacary e Zander. Sofia, meu afilhado Dominico Zaffari. Um por um veio apertando a mão de Carlos enquanto Arturo falava seus nomes. - Zaffari? o filho de Giulia e Francisco? - O próprio. Um prazer Sr Ferraz. - E, essa é minha neta, Nikole. Um sorriso aflorou nos lábios de Carlos. - Trabalho ao lado de sua neta há anos e não tinha noção de quem ela era. Agora, o avô e os outros é que ficaram surpresos. - Nikole trabalha com você? - É minha assistente administrativa há anos. Sempre tive a sensação de que ela não me era estranha. Enquanto Nikole observava em silêncio, Dominico a olhavam com olhos curiosos, sem deixar transparecer o que pensava. - Ela é a cópia fiel de minha esposa. Você deveria ter notado a semelhança. - São mais de vinte anos, a mente já não ajuda tanto. Novamente a porta se abre, agora é Surya que entra na sala. - Vou deixar vocês a vontade, Sr Ferraz, sinta-se em casa. Tenho que ir trabalhar. Virou para a avó e antes que pudesse informar a ela que Surya a acompanharia, a voz de Carlo se elevou. - Vai deixar seu avô e ir trabalhar? Assim, ele vai achar que estou te explorando. - Na verdade eu vou ao departamento pessoal, tenho uns dias na casa. Vou ver se consigo ser liberada. - Tire o tempo que precisar, Avise ao DP que eu autorizei. - Muito obrigada, Sr Ferraz. Surya passou o braço pelo braço da amiga. - Que ótimo! Agora podemos arrumar as coisas para a noite com calma. Vamos ao shopping escolher um belo vestido. Arturo olhou para ela e disse surpreendendo a todos. - Já pedi ao Dom para cuidar desse assunto. Surpresa, Nikole olhou para o avô. - Não tem necessidade, é só um vestido. Arrumo isso rapidinho. - Sua roupa e a equipe para arrumar vocês já estão a caminho. Estejam no hotel as quatro da tarde.
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