Virou e andou alguns passos, antes de ser suspensa nos braços de Dominico.
- Não vai a lugar nenhum baby!
- Me ponha no chão ou vou começar a gritar.
- Pode gritar amor, ninguém vai ouvir você.
Elevando a voz, ele falou a todos com um sorriso enorme no rosto.
- Está tudo bem. São os hormônios da gravidez.
Nikole ficou sem palavras diante das palavras dele. Ele tornou público sua gravidez como se fosse a coisa mais banal do mundo.
- Eu te odeio Dominico Zaffari.
Assim que desceu no estacionamento do hotel, Nikole saiu do carro e para surpresa de Dominico, foi direto para dentro e depois para o elevador. Em silêncio, ele foi atrás sem dizer uma palavra. Seus lábios se abriram em um grande sorriso quando viu ela apertar para descer no andar de sua suíte.
A seu ver ela estava aceitando os fatos. No entanto, Nikole desceu e foi direto para a suíte do avô. Bateu e não demorou para a porta se abrir.
- Não se atreva a me seguir!
Nikole falou antes de entrar no quarto. Sorrindo, ele entrou em sua própria suíte e aguardou sem pressa.
Na frente do avô, Nikole estava furiosa.
- Dominico teve a audácia de me fazer perder o emprego. O Sr é o único que pode consertar isso.
- Nikole, Dom está certo. Você não pode se esforçar. É hora de descansar e se preocupar apenas com a chegada do meu bisneto.
Sem palavras, Nikole suspirou pesadamente até se controlar.
- Ele não está certo, a minha vida quem decide é somente eu.
- É o melhor a fazer, Nikole. Não tem que se estressar com nada agora. Depois que o bebê nascer, você pode assumir um cargo na empresa, ou pode ficar em casa e cuidar dele. Não tem que se preocupar com trabalho.
- Eu não concordo, quero meu emprego de volta imediatamente.
- Eu não vou te ajudar com isso. Me peça qualquer coisa, menos isso. Confie em mim, é para o seu bem.
- Então pode esquecer que tem uma neta. Eu até tentei me aproximar de vocês, mas é um esforço que não vale apena. Não vou viver sobre a mesma tirania que meu pai enfrentou.
O rosto de Arturo ficou pálido, mas ela não percebeu. Estava tão irritada que saiu do quarto, se sentindo sufocada, andou em direção ao elevador quase correndo, tinha necessidade de sair dali rapidamente. O ar estava cada vez mais pesado e Nikole m*l se mantinha de pé.
Dominico abriu a porta da suíte e saiu atrás dela no momento em que saiu do quarto do avô. Notou que ela andava cambaleando e apressou o passo. Estendeu a mão a tempo para evitar que ela caísse no chão. Nikole desmaiou em seus braços.
Quando Nikole voltou a si, estava deitada na cama do hospital. A primeira pessoa que viu foi Dominico.
- Você acordou!
Sem dizer nada, ela olhou em volta, depois virou para o lado e exigiu secamente.
- Saía!
- Nikole, por favor, vamos acabar com isso. Pelo bem do bebê, nós precisamos chegar em um acordo.
Dom sentou ao lado da cama acariciando seus cabelos.
- Vamos baby, vamos resolver tudo e cuidar do nosso filho juntos.
Nada que ela fazia o afastava, ele não escutava nada e ela só tinha vontade de chorar. Então se entregou aos prantos, incapaz de se controlar.
Dominico não conseguiu acalma- la e não teve outro jeito, chamou o médico.
- Ela não para de chorar Dr. Já não sei o que fazer.
Ele estava ansioso com a fragilidade dela e tinha medo de que isso afetasse o bebê.
- Sr Zaffari, a paciente está com um grau de stress elevado. Eu disse que ela precisa desacelerar um pouco, emoções fortes podem fazer com que prejudique o bebê. Ela pode até mesmo sofrer um aborto espontâneo.
Dessa vez Dominico sentiu medo. Talvez ele tivesse pressionado demais e ela desabou. Ele não sabia como lidar com a situação e o médico continuou:
- O problema com insônia, a perda dos pais e agora a gravidez, tem sido um fardo muito pesado para ela. O corpo está tão rígido que se continuar assim, não vai levar a gravidez adiante.
Preocupado com as palavras do médico, ele teve que recuar. Ligou para Surya e pediu que viesse ao hospital.
- Por favor cuide dela. Minha presença parece aumentar seu stress, não vou me perdoar se ela perder nosso filho.
- Ela não vai te perdoar se isso acontecer. Depois que seus pais faleceram, Nikole praticamente perdeu a alegria de viver. Essa criança é seu porto seguro, se algo der errado não sei o que pode acontecer com ela.
Arrasado, Dominico saiu do hospital e voltou para o hotel. Arturo também não estava bem depois de discutir com Nikole.
- Como ela está agora?
- Precisa descansar. Surya está com ela, mandei levar Alessa para lhe fazer companhia.
- Não vou suportar perder a única neta que tenho Dom. Ela e o filho é tudo que restou.
- Vamos dar espaço para ela. Quando estiver estável, volto a falar com ela.
- Melhor deixar ela em paz. Nikole tem o gênio do pai e vai se afastar se for pressionada.
- Eu a amo padrinho. Vou conquistar seu amor e me casar com ela.
Arturo olhou para ele com receio.
- E o que vai fazer com Catarina? vocês ainda estão noivos.
- Eu nunca quis esse noivado, meus pais e que insistiram nessa união. Depois de conhecer Nikole, eu tive certeza que seria um erro insistir nesse casamento.
- Resolva isso Dom. Não quero que Nikole se magoe com nada. Você está correndo atrás dela, mas ainda é noivo de outra mulher. Não é atoa que ela te quer distante.
- Eu disse a ela que estou resolvendo. Mas Catarina se recusa a aceitar o rompimento. Na noite que passei com Nikole, decidi romper o noivado. A procurei no dia seguinte e ela se recusou aceitar terminar, depois escapou para sua casa. Tenho certeza que iria confrontar Nikole.
- Ela não disse nada, quando chegou Nikole já estava de partida. Catarina só foi embora após o almoço.
- Ela saiu antes que eu chegasse.
Essa informação deixou ele aliviado. Já havia perguntado aos empregados, mas ninguém havia visto Catarina conversar a sós com Nikole. Todos afirmavam que o breve contato que tiveram foi na presença de Arturo.