Nikole não sentia pena, a garota era arrogante e merecia uma boa lição. Ela não iria amaciar.
- Para começar, tire a mesada dela. Ela terá que se ocupar de coisas úteis, assim aprende a valorizar o trabalho das outras pessoas.
- Tio, eu não sei fazer nada.
- Não sabe porque se acha melhor que todo mundo. É hora de aprender e sem fazer corpo mole.
- Eu vou arrumar uma ocupação para ela.
Arturo falou sem sequer olhar para ela.
- Ela pode fazer o trabalho da minha avó.
- Impossível!
- Nada é impossível! Minha avó está incapacitada por sua causa.
Ou então, fico satisfeita se for olho por olho.
Nem Zacary ou Zander se manifestaram até então. Zacary estralou a língua enquanto Zander deixou escapar:
- Isso é loucura!
Nikole olhou feio para ele, não se deixou intimidar.
- Ela agredir e machucar minha avó é normal, se o mesmo acontecer com ela é loucura? Onde está a igualdade e o respeito?
- Foi um acidente que ela se envolveu em um momento de raiva.
- Nossa! Então se eu estiver estressada e matar alguém é acidente? Podemos acionar a polícia e comprovar se é uma tese válida.
Acuada, Sofia se levantou na hora.
- Eu vou fazer!
- Ótimo! Não esqueça de entregar os cartões ao Sr Arturo.
Virou para o avô e perguntou em tom respeitoso.
- Mais alguma coisa que queira me dizer?
- Estou feliz que esteja de volta.
- Não estou de volta, só estou aqui pela minha avó. Mas, não abro mão de fazer justiça por ela. Espero que Sofia cumpra o combinado ou não vou ter misericórdia.
Imediatamente depois de sair da sala, Nikole foi para a cozinha fazer as refeições para a avó, preparou o café da tarde e em seguida voltou para fazer o jantar.
- A menina Sofia está aguardando para aprender a cozinhar.
Não era intensão de Nikole ensinar a ela, seu objetivo era dar-lhe uma lição.
- Não tenho tempo para isso. Por favor Ivana, organize para alguém ensinar a ela. Mas ela é quem deve fazer.
- Srta Smiths, é estranho colocar a pequena patroa na cozinha.
- Não só na cozinha, Sofia deve realizar outras tarefas da casa. Só assim ela vai respeitar as pessoas. O que ela fez com minha avó, poderia ser com qualquer um de vocês.
- Penso que você tem razão, mas não acho que vai dar certo.
- Se não der não tenho outra alternativa a não ser processar ela.
Claro, Sofia escutou tudo e estava morrendo de medo. Ela praticamente implorou para alguém ensinar a ela.
- Eu vou fazer tudo direitinho. Vou me esforçar ao máximo.
- Ótimo! Se ficar em dúvida, pode sempre buscar receitas na internet. Tem de tudo por lá.
Enquanto fazia a comida para Alessa, Nikole viu Sofia de forma desajeitada se aventurar na cozinha.
- O que está fazendo Ivana?
Ao ver que a governanta estava piscando a carne, ela não gostou.
- Ensine ela a picar e deixe ela fazer. Como ela vai aprender se fizer por ela?
- Desculpe!
Um tanto sem graça, Ivana passou para Sofia fazer e ficou olhando.
- A refeição da vovó está pronta. Por favor, Ivana mande alguém levar para ela às sete e depois dê a medicação. Já deixei tudo separado com os horários.
- Você vai sair?
- Tenho algumas coisas para resolver.
Depois de acomodar a avó, ela saiu sem ser percebida e voltou para o hotel.
Dominico chegou e foi tomar um banho rápido antes de descer para jantar. A primeira coisa que percebeu foi que Nikole não estava a mesa.
- Nikole não vem jantar?
- Não. A Srta saiu pouco depois das seis.
- Onde foi?
- Não sei, disse que tinha coisas a resolver.
Depois de pensar por um tempo, ele se levantou e foi ao quarto de Alessa. Nikole estava alí de passagem, não tem muito que resolver a menos que esteja se preparando para ir embora.
A ideia de não encontrar ela o deixou impaciente.
- Como está Alessa?
- Vou me recuperando bem, com os remédios não sinto dor.
- Que bom! Sabe onde está Nikole?
- Foi descansar, coitada ela está exausta cuidando de mim.
- Então está no quarto? Vou pedir para levar alguma coisa para ela comer.
- Ela não está na casa. Preferiu ir para um hotel.
- Como você deixou ela fazer isso!
- Eu não tive como impedir. Ela disse que não ia ficar aqui, não iria esperar ser expulsa outra vez.
- Descanse Alessa, vou resolver isso.
Não era difícil para ele descobrir onde ela estava. Ligou para seu assessor e se preparou para sair.
- Alex, descubra em que hotel Nikole se hospedou.
Ao passar pela sala de jantar, Sofia estava ansiosa para que ele se sentasse.
- Dom, venha jantar, eu quem fiz a comida.
- Tenho um assunto urgente para resolver, fica para a próxima.
Arturo vendo a decepção de Sofia interveio deixando Dominico surpreso.
- Por ser a primeira vez que ela cozinha, não está r**m.
- Você fez o jantar?
- Nikole exigiu que ela se ocupasse com tarefas domésticas.
Zacary explicou e ele olhou para Arturo que estava com um semblante tranquilo. Não foi difícil deduzir o que aconteceu alí. Nikole estava castigando Sofia.
Seu telefone recebeu uma mensagem e ele agora sabe onde está Nikole. Sem dizer mais nada, pegou a chave do carro e saiu.
Depois de bater na porta por um tempo e não ser atendido, Dom pressentiu que algo estava errado.
- Abra a porta do quarto 505.
- Sr Zaffari, não posso fazer isso.
O gerente estava suando frio com o pedido.
- Eu assumo a responsabilidade. Nikole pode estar com problemas.
Em cinco minutos, muitos pensamentos passaram pela cabeça do rapaz. Ele tinha que ver o que estava acontecendo ou não sairia dali por nada.
Entrou no quarto deixando o gerente do lado de fora sem saber o que fazer
- Você espera aqui!
Deitada atravessada na cama, Nikole dormia profundamente. Seu corpo só tinha uma calcinha formando um pequeno triângulo em seu bumbum arrebitado.
Dom esqueceu de respirar por uns minutos, ele não estava preparado para a visão a sua frente.
Nunca viu a moça com os cabelos soltos, agora a vasta cabeleira n***a estava esparramada pela cama, dando ao seu corpo semi nú, uma visão única da beleza feminina.
Como a respiração pesada, ele engoliu seco várias vezes, sentindo seu corpo se inflamar.