Sebastian Zane soltou uma risadinha baixa, lenta e cansada, como se soubesse que eu o tinha pego em meio a uma manobra. "Você está mais afiado", ele disse, enfiando as mãos nos bolsos do casaco enquanto nos dirigíamos à porta da frente. A casa estava quieta—quieta demais. O tipo de silêncio que te faz escutar ainda mais atentamente, caso o passado decidisse ecoar. Ele continuou, agora com a voz mais suave. "A avó da Cecília trabalhou para a minha família anos atrás. A mãe dela ficou conosco por um tempo também—ela era só uma criança naquela época." "O engraçado é que eu não me dei conta disso até encontrar a Cecília no supermercado no mês passado. Foi como se o passado tivesse estendido a mão e me dado um tapinha no ombro." Levantei a sobrancelha. "Esther Moore—essa é a

