2 Capítulo

842 Words
Marina 🥰 A festa continuava em pleno andamento, mas eu não conseguia me concentrar em nada além de Artur. Mesmo com a música alta e as risadas dos meus familiares ao fundo, minha mente estava presa àquele momento no jardim. O que deveria ser uma conversa simples entre padrinho e afilhada havia se transformado em algo muito mais intenso e confuso. Quando voltei para a sala, vi a avó cercada por parentes, recebendo cumprimentos e elogios. O clima era alegre, mas eu não conseguia me livrar de um peso no peito. O olhar de Artur, intenso e penetrante, parecia me seguir a cada passo. Era como se ele estivesse tentando decifrar meus pensamentos, e isso me deixava inquieta. A festa começou a diminuir, e a música foi se suavizando, dando lugar a conversas mais tranquilas. Decidi que precisava de um tempo sozinha para clarear a mente. Saí para o jardim novamente, onde a brisa fresca da noite me envolveu. O silêncio era reconfortante, mas não demorou muito até que Artur aparecesse, seu jeito protetor quebrando a tranquilidade. Artur: "Você está bem?" – ele perguntou, com a preocupação estampada no rosto. O tom da sua voz, suave e firme, fez meu coração acelerar. Era difícil encontrar palavras que pudessem expressar o turbilhão de emoções que eu sentia. Marina: "Apenas... pensando." Ele se aproximou, e o cheiro familiar do seu perfume me envolveu. A proximidade dele era eletrizante, e, por um instante, tudo o que eu queria era estar mais perto. Mas havia algo mais — um limite que, em nossas circunstâncias, não poderíamos cruzar. Artur: "Você sabe que estou sempre aqui para você, certo?" – ele disse, seu olhar fixo no meu. Aquelas palavras, que sempre me proporcionaram conforto, agora traziam um peso diferente. Era um lembrete de que nossa relação era complexa, cheia de responsabilidades e expectativas. Eu era sua afilhada, e ele, meu padrinho. Deveríamos ser um apoio um para o outro, mas, em vez disso, havia uma tensão que pulsava entre nós. Marina: "Sim, eu sei." – respondi, tentando manter a calma, mesmo que as emoções estivessem à flor da pele. Artur: "Então, o que está acontecendo?" – ele perguntou, a preocupação se transformando em curiosidade -"Você parece distante." Eu hesitei. As palavras estavam na ponta da língua, mas o medo do que isso significaria me paralisava. Como eu poderia explicar o que sentia sem arriscar tudo? A amizade, a confiança, a família? Marina: "Só estou tentando entender as coisas." Ele se aproximou um pouco mais, e eu pude sentir a energia entre nós se intensificar. O olhar de Artur era tão intenso que eu quase não consegui suportar. Era como se, naquele momento, tudo ao nosso redor tivesse desaparecido. Artur: "Você não precisa entender tudo de uma vez. A vida é complicada, e as coisas nem sempre são simples." – ele disse, seu tom de voz baixo e reconfortante. - "Mas quero que saiba que estarei ao seu lado, independentemente do que acontecer." Aquelas palavras me aqueceram, mas, ao mesmo tempo, me deixaram confusa. Eu queria acreditar que ele estava certo, que podíamos encontrar um caminho, mas a verdade era que o que sentíamos não era algo fácil de lidar. O que havia entre nós era forte e inegável, mas também era perigoso. Marina: "Artur, você é uma parte importante da minha vida. E eu não quero que nada mude entre nós." Artur: "Nem eu. Mas temos que ser cuidadosos." – ele respondeu, e, por um momento, a expressão em seu rosto se suavizou, revelando um lado mais vulnerável. - "Sempre me preocupei com você como uma filha." Ouvir isso me fez sentir um misto de conforto e tristeza. Eu o via como mais do que um padrinho, mas também sabia que ele tinha sua própria vida, suas próprias obrigações. E, embora houvesse um desejo ardente entre nós, eu não queria ser a causa de sua infelicidade. Marina: "Prometo que vou ser forte. Vou tentar não deixar que isso nos afete." Ele sorriu levemente, mas o sorriso não chegou aos olhos. Era como se ambos soubéssemos que era um esforço em vão, mas ainda assim, estávamos ali, lutando para manter as coisas em ordem. Artur: "Só quero que você seja feliz, Marina. Essa é a única coisa que realmente importa." O momento parecia suspenso no ar. Estávamos próximos, e a distância entre nós parecia diminuir a cada segundo. Eu queria estender a mão e tocar seu rosto, mas a razão me impedia. Em vez disso, fiquei ali, respirando o mesmo ar que ele, sentindo a conexão que nos unia. Marina: "Vamos voltar para a festa?" – sugeri, quebrando o silêncio que nos envolvia. Artur: "Sim." – ele concordou, mas o olhar dele ainda me prendia, prometendo que isso não tinha terminado. Nós sabíamos que a luta estava apenas começando. O desejo oculto pairava no ar, pesado e inegável, prometendo complicações que ambos não estávamos preparados para enfrentar. Mas, por ora, resistir era o melhor que podíamos fazer. --------------------∆∆∆∆∆----------------------- Oii Meus amores Meu i********: : historia _telegram tchau meus amores
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD