1 Capítulo
Marina 🥰
Eu entrei na casa cheia de convidados, tentando passar despercebida. Era o aniversário da minha avó, e a família estava reunida, como sempre. Mas, naquela noite, havia algo diferente, uma tensão que eu não conseguia ignorar.
No canto da sala, vi Artur conversando com meus pais. Com 35 anos, ele exibia um ar de poder e segurança que sempre o acompanhou. Rico, influente e respeitado, Artur era mais do que um padrinho para mim; ele sempre fora uma referência de proteção e apoio em minha vida. No entanto, agora, aos 23 anos, sentia algo que desafiava essa relação. O que eu deveria sentir por ele havia mudado, e eu não sabia como lidar com isso.
Tentei desviar o olhar, mas Artur me notou e caminhou até mim, o sorriso tranquilo contrastando com a intensidade do seu olhar. Ao se aproximar, senti meu coração disparar, um misto de ansiedade e expectativa.
Artur: "Marina! Como você está?" – ele perguntou, estendendo a mão.
Eu estremeço levemente com o toque, disfarçando o nervosismo com um sorriso contido.
Marina: "Bem, e você?"
A resposta foi breve, mas o silêncio que se seguiu entre nós foi denso, carregado de significados não ditos. Artur segurou meu olhar por um segundo a mais, e aquele gesto simples dizia tudo. Desviei os olhos, tentando controlar o turbilhão de emoções que me consumia.
Mais tarde, sentindo-me sufocada pela presença dele, decidi que precisava de ar. Afastei-me do grupo, buscando o alívio que vinha com a solidão do jardim. Precisava organizar os pensamentos e controlar as emoções que pareciam fora de controle sempre que Artur estava por perto. Mas o destino parecia não querer dar-me essa chance.
Artur apareceu logo atrás, cruzando o jardim com passos lentos e calculados, o olhar penetrante. A presença dele era como uma tempestade, intensa e inevitável.
Artur: "Gostando da festa?"
Meu coração acelerou novamente. Por que ele estava ali? Olhei para ele e senti aquele poder e segurança, mas agora misturados com algo perigoso, algo que me fazia querer ficar e, ao mesmo tempo, fugir.
Marina: "Só precisava de um pouco de ar..."
Artur: "Você mudou, Marina." – ele disse, a voz baixa e carregada de um tom que eu nunca tinha ouvido antes.
Tentei responder, mas o olhar dele era como um convite e uma ameaça ao mesmo tempo. Ali, no silêncio do jardim, sentia que a qualquer momento poderia cruzar uma linha da qual não teria volta. Mas, ao final, dei um passo atrás, sem forças para ir além.
Artur: "Deveríamos voltar." – ele disse, a voz hesitante, mas os olhos ainda fixos em mim.
Assenti, mas, ao dar meia-volta, sabia que aquele seria apenas o início de algo que não poderia ser ignorado. O desejo oculto entre nós pairava no ar, pesado e inegável, prometendo complicações que ambos não estávamos preparados para enfrentar.
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Oii
meus amores 💓💓
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vocês vão saber o rumo do meu sogro
tchau meus amores ❣️