Capítulo 1
- Fecha pra mim hoje Clary? - Kim, o gerente da loja onde trabalho diz.
Só faço um aceno com a cabeça pois não iria gritar no meio da cliente.
- Algo mais? - Pergunto gentilmente a mulher que aparentemente parece ter minha idade.
- Oque você me recomenda pra usa com essa calça? - Ela estende a calça que ela tinha escolhido, Era uma calça Branca quase azul de cintura alta e oque chamava atenção era os dois botões na frente.
- E pra que evento?
- Aniversário de uma amiga.
- Te recomendo um salto alto aberto se você for acustumada a usar, Se não um tênis baixo. - Ela sorrir pensando
- Pode me amostra os saltos? - Assinto fazendo um aceno pra ela me seguir
Fomos pra uma parte da loja onde havia uma vitrine repleta de saltos altos.
Fico em silêncio enquanto ela descute sobre qual pegar com seu namorado, Deduzi ser seu namorado pois ela a chama de "Mô" a todo estante.
- Esse! - Ela aponta pra um na cor preta.
- Thais me ve a chave dessa vetrini! - Eu digo casualmente
- Qual? - Ela pergunta
- Esse salto alto aberto! - Eu digo, Ela abre a vitrini pegando o salto.
- Somente? - Pergunto
- Agora sim! - Sorrir casualmente
Até porque se eu ficar de cara fecha e capaz do cliente reclamar pra o gerente.
Fomos pra o caixa, Dei o meu papelzinho pra ela ir no caixa e entregar pra mim sair com o lucro.
- Boa festa! - Digo pra ela
- Obrigada - Ela sorrir.
Uma nova cliente apareceu na loja e eu fui atender e assim foi o resto da tarde.
(...)
- Tou indo Kim! - Pâmela diz
- Não deu seu horário ainda! - Kim diz
- Olha Kim eu tenho que pegar ônibus depois o metrô e depois outro metro pra poder chegar em casa e com essa greve geral que tá tendo os ônibus vai demorar muito pra chegar então Boa noite! - Ela diz arrumando a bolsa no ombro e saindo.
Eu olho pra Kim.
- Eu to vendo a hora de sentar a mão na cara dessa menina! - Ele diz com as mãos na cintura me fazendo rir e continuar passando o pano no chão.
Onze e meia eu estava sozinha na loja, Kim ja tinha ido e os outros vendedores tambem.
Saiu da loja vendo nenhum movimento.
Amarro meus cabelos num coque e arrumo a mochila nas minhas costas, Fecho a porta que é de vidro e deixo as luzes la dentro ligadas.
Assim que faço menção em me virar, Sinto uma mão em meu braço aperta com força, Iria gritar pra o segurança que esta fazendo a ronda ao redor da loja mais a pessoa tampa minha boca.
- Calada! - Voz masculina.., Assinto ele me vira e eu dou de cara com Derick.
A não...
- Me larga! - Eu tento me soltar
- Tava com saudades amor, Agora vem comigo! - Ele segura meu braço com força, Não havia ninguém naquela maldita rua.
Ando com ele até a esquina onde é movimentada somente por carros de frente havia um enorme prédio mais não tinha um sequer segurança.
Tento correr mais ele passa o braço ao redor do meu ombro.
- Se você correr você vai sofrer consequências amorzinho - Ele me ameaça - Tava com saudade desse teu corpo! - Ele me olha de cima a baixo me encostando no começo de um parede de um beco frio e molhado.
- Me larga!! - Digo mais alto e tendo chutar o meio das suas pernas mais ele se afasta logo me colocando de costa pra ele. - Sai Derick, seu e******o eu não gosto mais de você! Eu não sei como na minha vida eu gostei de você! Você é um maníaco!
- Cala boca Clary! - Ele diz levando as mãos ao meus s***s e apertando por cima da camiseta.
- SOCORRO! - Eu grito, Ele bate minha cabeça na parede me fazendo sentir uma dor enorme na buchecha e no olho, Engulo as lágrimas, Eu ja passei por coisas piores.
- Calada! - Ele aperta minha b***a e desse a metade do meu legging.
Eu começo a me debater, tento grita denovo mais ele tampa minha boca, Continuo gritando e mordo sua mão mais ele não soltava.
- Solta a garota Derick, qual é a sua? - Ouço uma voz grave e alta dizer, Logo Derick não está mais atrás de mim, arrumo meu legging
Olho pra o cara e depois pra derick.
- Samuel? p**a que pariu vei, tu sempre chegando dando um a super herói ne? - O tal Samuel pega ele pela camiseta e o empurra contra a parede
- TU TEM QUE ENTENDER QUE SE A MINA NÃO QUER TU NÃO ENSISTE FILHO DA p**a! - Samuel vira um soco na cara dele - Vai pro carro desgraçada tu vai voltar pra a casa do c*****o onde tu saiu hoje! - Ele joga ele no chão da calçada do beco.
- Desgraçado! - Ele diz se levantando meio tonto, Olha pra mim e sorrir com os dentes todo vermelho de sangue.
Viro o rosto, Eu so queria poder chegar logo em casa.
- Ei - O tal Samuel diz, Olho pra frente e ele está na minha frente,Recuo - Não vou tocar em você, so que você ta machucada! - Ele aponta pra o seu próprio rosto.
Toco minha buchecha e vejo o sangue saindo.
- Obrigada - Murmuro baixinho - Eu vou indo.. - Digo me afastando
- Não! - Ele diz alto, estranho e olho pra seu rosto - Deixa eu cuidar desses machucados que o Derick fez, Sua família não vai gosta de te ver machucada. - Ele se aproxima
- Eu não te conheço, é você é alguma coisa do Derick, então me deixa ir! - Eu digo atravessando a rua
- A gente vai na farmácia 24 horas aqui do lado! - Ele diz atravessando a rua
- Muito obrigado mais não! - Pego um lenço da minha mochila e limpo o sangue da minha buchecha
- Vai ser rápido! - Ele aparece na minha frente - E não vamos estar sozinhos, Os vendedores estaram na farmácia! - Diz olhando pra mim - A farmácia é aqui do lado! - Ele aponta pra o lado onde estava a vaga de carros e um pouco a frente a farmácia.
- Você ta insistindo muito, alguma coisa você quer! Então eu continuo com a minha resposta, Não!
Ele respira fundo cruzando os braços.
- Samuel cara! - Um carro preto com os vidros abaixados onde tocava um som meio alto, com duas mulheres atrás e um homem dirigindo. - Entra ai cara, Tua namorada te ligo cinco vezes ja.
Ele olha pra os amigos e eu vejo uma brecha de escapar, Saiu andando.
- Ei.. Morena - Ele chama - Qual seu nome?
- Não te interessa! - Digo em um tom alto sem olhar pra trás.
Caminho até o ponto de ônibus que estata movimentado, as pessoas olha pra mim que estava com a buchecha e a pálpebra sangrando.
Eu passo o lenço o olho tirando um pouco do sangue.
- Ta tudo bem mocinha? - Uma senhora pergunta
- Sim - Sorrir - Obrigado por pergunta.
Passo meia hora esperando o ônibus, Assim que consigo pegar ele, Salto na avenida aclimação e ando até o meu prédio que é do lado do ponto.
O porteiro me vê e abre o portão automático.
- Boa noite! - Ele diz
- Boa noite Sr.Antonio! - Contribuir o sorriso fechando o portão.
Caminho até o hall de entrada e pego o elevador, Apertando no décimo andar.
O prédio que eu morava não era nada disso tudo, Era um prédio simples de 14 andares, Nada muito chique, Mais humilde e aconchegante.
Eu morava com minha mãe e minha irmã, Valentina, De apenas 13 anos, Que é um caos.
Entro em casa, Olho no relagio de parede e são meia noite e quinze, Fecho a porta.
Passo pela cozinha e vejo a porta da varanda aberta, Vou ate la e fecho pegando a caixinha de primeiro socorros.
Vou pra a sala e sigo reto, Entro na primeira porta a minha frente onde tem meu quarto e o de Valentina que era dividido por dois guardas roupas.
Um guarda roupa branco virado pra o seu lado e outro pra o meu, Em cada lado continha uma cama de solteirão com uma comoda com nossas coisas. Do lado da parte do quarto da Valentina tinha uma parede onde tem uma janela que da pra a rua.
Do lado da porta tem uma escrivaninha pra nós duas e do outro um espelho grande deitado com uma prateleira enorme cheia de maquiagem minhas e da Tina, E embaixo tinha secador,Babyliss, Chapinha.. essas coisas.
Tina dormia enquanto seu celular vibrava diversas vezes no criado mudo.
Aquele assobio de notificação da Samsung, é um cu!
Vou ate la e coloco seu celular no silêncio.
Volto pra o meu lado e tiro minha roupa ficando somente com a minha calcinha e uma regata roxa escura.
Saiu pra fora e vou até o banheiro, Me olho no espelho e vejo o machucado,Faço uma careta.
Pego o algodão e passo com Metholate nos machucados, Coloco ban-ainds daqueles pequenos na minha buchecha e na minha testa.
Escovo os dentes e vou guarda a caixinha.
Passo pelo quarto de mamãe e ela dormia, Mais esqueceu a janela aberta,Vou la e fecho.
Entro no meu quarto entrando embaixo da minha coberta tentando esquecer oque aconteceu hoje a noite.