Tranquilizar.

1066 Words
Em casa, Maya estava no escritório de Vicent, já que ele não estava ali usaria o escritório dele. Freya estava na escola e Audrey no quarto, tinha acabado de chegar da escola também. Matriculou as duas em uma escola, não adiou mais aquela decisão, e além disso as duas já estavam precisando. Como Audrey já tinha uma educação avançada até demais para a sua idade, estava estudando com alunos mais velhos. Maya teve medo de que ela não se acostumasse e até conversou com a diretora, mas deu tudo certo. Audrey era uma aluna excelente, e tinha boas amizades na escola, poucas e sinceras. Não quis de maneira alguma se juntar aos colegas que não tinham interesse em estudar ou que não lhe acrescentasse. Para Audrey só valia a pena ter amizades que poderiam acrescentar a sua vida. Não bem materiais, mas bem que não poderiam ser comprados de forma alguma. E isso deixava Maya muito feliz, tinha orgulho da criança incrível que Audrey ela. Pensando atentamente em que personagens poderia fazer, Audrey apareceu. Andou até Maya e olhou para o que ela estava desenhando, ficou impressionado com a habilidade dela. --- É designer? --- Sim, tenho potencial? --- Seus traços são diferentes de todos que já vi, se dará bem nesse trabalho. --- Esse é o problema Audrey, não sei se consigo, faz tempo que não trabalho na minha área de formação. --- E no que trabalhava? --- Onde eu estava não tinha o direito de trabalhar. --- Entendo. Audrey ficou pensativa, tinha curiosidade em saber o que havia acontecido com Maya no passado. Tinha certeza que era devido ao passado que ela estava ali, queria descobrir o que ela escondia. --- Pare de pensar em descobrir como era minha vida antes de estar aqui Audrey, você não irá conseguir ainda, é só uma criança para descobrir faces tão terríveis de um ser humano. --- Eu sou uma criança, mas sei muito bem que um ser humano pode ser o pior monstro. --- Tudo bem, ainda assim, eu contarei a você, mas quando estiver preparada para isso, ou seja daqui alguns anos. --- O que está tentando desenhar? --- Exato, não sei o que quero desenhar, estou em dúvida e perdida. --- Para que seria o desenho? --- Um jogo, uma nova atualização e querem adicionar novos personagens, preciso criar os personagens mais atrativos que eu conseguir, mas até agora, não tenho ideia do que posso fazer. --- Nossa, eles passaram para você a pior tarefa que um iniciante pode ter. --- E você acha que não sei disso? Hiana está me testando, ela quer saber se realmente mereço trabalhar lá. --- É compreensível, se ela contratasse um funcionário sem habilidade ou sem que seja um grande profissional, ela seria despedida pelo meu pai. --- Sim, eu entendo ela. --- Já que é um jogo de uma idade passada , por que não adicionar uma personagem, que tenha vida dupla, e um personagem rigoroso e muito chato. --- Vida dupla qual seria o conceito? --- Algo como, de dia ela trabalha no seu restaurante, a noite ela é uma caçadora de criminosos. --- E em relação ao personagem rigoroso e chato? --- Como o meu pai na empresa, ele é um CEO super habilidoso, mas muito rigoroso, e fechado, algo assim. --- Audrey, já pensou em ser designer? --- Não, eu nunca pensei no que quero ser. --- Comece a pensar nisso Audrey, pode parecer cedo, mas é sempre bom pensar com antecedência. --- Como descobriu que queria ser designer? Maya sorriu ao se lembrar do passado, sobre como descobriu que queria ser uma designer. Quem fez ela descobrir o que queria ser na verdade foi Felicia, era grata a sua amiga por muitas coisas. --- Felicia me ajudou a descobrir. --- Ela parece incrível. --- Por isso é minha amiga. --- Você se gaba muito. --- Claro que não, como está indo na escola? --- Não é r**m, não como eu esperava. --- Sei, acho que você está gostando demais. --- Também, eu só não tive oportunidade de estudar em uma antes. Maya viu Audrey ficar pensativa, ela estava se lembrando do passado, é claro. Foi até ela, segurou a mão de Audrey e se abaixou para ficar na altura dela. Sorriu enquanto fazia carinho na mão dela, era uma forma de conforto para aquele coração. Coração jovem, pequeno, mas que estava sofrendo, e que sofreu por muito tempo. --- Você já pode acalmar esse coração Audrey, estou aqui por você sempre, não só por você mas por Freya também, vocês não estão sozinhas, e se depender de mim, jamais estarão sozinhas novamente. --- Obrigada Maya, você está fazendo muito por nós. --- Não agradeça, só quero ver vocês felizes, e sendo as crianças que são, combinado? --- Combinado. Audrey já não odiava tanto Maya, na verdade, antes só tinha medo de quem ela era. Ao menos por enquanto tinha certeza de que ela era uma ótima pessoa, por enquanto. A incerteza do futuro ainda deixava seu coração apertado, mas decidiu se tranquilizar ao menos por enquanto. Um tempo depois Audrey foi para o seu quarto e Felicia apareceu para ver Maya. Ainda tinha que ir sempre visitar sua amiga, já que ela ainda não poderia sair de casa. Pensar nisso ainda era um problema para Felicia, queria que sua amiga tivesse ainda mais liberdade. Seu desejo era que Maya saísse de casa sem se preocupar se poderia se encontrar com aquele homem indesejado. Sabia que Maya saía de casa, mas era assustada, e não queria que sua amiga vivesse a vida toda assim. --- Quando mudará isso? --- Não faço ideia Felicia. --- Amiga, você só precisa ir a uma delegacia. --- Mas como Felicia? Eles pedirão provas, e eu não tenho, sabe que ele é prevenido e jamais deixou rastros. --- Ele com certeza deixou alguma rastro, por que não pede a ajuda de Vicent? --- Vicent ainda não decidiu, e não está interessado nesse casamento, eu quero contar isso, mas quando ele decidir. --- E se ele não decidir? Aquela era uma boa pergunta, e Maya não tinha uma resposta para ela, nem sabia o que faria. Talvez fosse uma alternativa passar uma vida inteira assustada, não teria outra saída. Mas ainda não era o fim, tinha esperança de que em algum momento, Vicent desejasse tornar aquele casamento o mais feliz.
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