Ponto de Vista: Greco A quinta-feira de madrugada chegou acompanhada por uma tempestade torrencial sobre o litoral. Os trovões ecoavam pela montanha como o rugido de um animal faminto, e a chuva espessa transformava as ruelas do morro em pequenos rios de lama. Eu estava na sala de monitoramento do quartel-general, observando as telas que exibiam a chegada dos dois primeiros navios de insumos ao porto seco no asfalto. A operação acordada com Donato estava sendo executada com uma precisão cirúrgica: os contêineres desembarcavam sob a escolta velada dos meus homens e de pequenos comboios fracionados organizados por Enzo. Ao meu lado, Breno conferia o relatório de carga enquanto secava o rosto com uma toalha. — A frota do sul tá entrando sem nenhuma interferência, chefe — relatou Breno

