Ponto de Vista: Greco A tempestade caiu sobre o Rio de Janeiro com uma violência súbita, transformando a noite de domingo num cenário de sombras e trovões ecoantes. Do pátio da mansão, o cheiro de ozônio e terra molhada era cortado pelo som constante da chuva que açoitava as telhas de cerâmica. Tudo parecia calmo até que o rádio tático preso ao meu colete estalou com a voz esbaforida e trêmula de Breno. — Chefe! Emboscada na barreira três! Caminhões não identificados furaram o bloqueio sul! Tão armados com fuzis de alto calibre... não é o asfalto, são os remanescentes do cartel do sul! O som seco de rajadas de fuzil e explosões ecoou ao fundo da transmissão antes de a frequência virar puro chiado. O meu sangue gelou e evaporou no mesmo segundo, substituído por uma descarga fureza d

