Júlia Fernandez Acordo como se estivesse flutuando num pesadelo escuro. Meus olhos m*l conseguem focar alguma coisa. Minha cabeça gira, meu corpo dói — e não é só a dor física. É a alma… É o coração despedaçado. A droga ainda pulsa em mim como uma maldição líquida nas veias. Sinto os lábios rachados, o gosto metálico na boca e o cheiro de podridão impregnado na pele. — Mamãe… mamãe… Abro os olhos num sobressalto. — Noah?! — minha voz sai fraca, mas desesperada. — Meu amor?! Cadê você?! Olho ao redor, mas ele não está aqui. É só mais uma alucinação c***l. Ele me chamou… Ou será que foi só minha mente tentando me manter viva? Minhas lágrimas queimam enquanto escorrem. Quero morrer. Mas a voz do meu filho ecoando na minha cabeça me obriga a respirar. — Allonso… — sussurro co

