JÚLIA FERNANDES QUATRO ANOS DEPOIS — Mamãe… papai… acorda! Acorda! Sou desperta com pulinhos em cima da cama. Noah, com toda a energia do mundo, pula entre mim e Heitor, animado como se fossem oito da manhã. Mas ao olhar no relógio… são seis. Seis horas da madrugada de um domingo. — Oi, meu amor… o que aconteceu? — pergunto sonolenta, coçando os olhos. — Vamos mamãe, vamos papai! Vocês prometeram! — ele balança meu braço com as mãozinhas pequenas. — Prometemos o quê, filho? — olho para o Heitor, que só ri, ainda entre o sono e a realidade. — Ver os peixes, mamãe! Hoje é o dia dos peixinhos! — Ah, é mesmo… — diz Heitor, esfregando os olhos. — A gente prometeu. — Então vamos logo! — Calma, pequeno tornado! — brinco. — A mamãe já vai levantar. Vamos todos ver os peixinhos, prometo.

