— Como não tem móveis, trouxe um dinheiro ‘pra gente comer algo na rua. — Yuri disse, olhando para Dara, preocupado em vê-la dirigindo usando seu único braço hábil. Ele e Naval desceram com a roupa de cama que Ana destacara para ceder a Dara. O amigo também lhe entregou um dinheiro, apesar de assentir quando Yuri lhe pediu: “Vai lá em casa pegar no cofre”, ele não o faria — como sempre! — O que lembra de ter feito hoje, Yuri? — Dara perguntou. Já estavam relativamente próximos da garagem do bloco. — O que fiz!? Saímos… Alexandre… O mulato franziu o cenho, sentindo uma leve dor na cabeça. — Voltamos… subi, mas apaguei… não sei bem quando. ‘Cê parece preocupada… tem certeza que não machuquei ninguém? — Há quanto tempo isso acontece? — O quê!? — Você ter apagões, ‘ué! — Sei lá. Hoje

