Ângelo não fora comunicado que Dara estava no hospital. Tinha certeza que, num futuro próximo, numa ronda qualquer, encontraria o corpo da parceira largado num valão qualquer, ou num ponto aleatório da linha do trem. Frente a Yuri, citando-a, ele silenciou, surpreso. — Minha parceira!? — O policial indagou. — ‘Cês tão com ela!? Por favor, a mina acabou de entrar… não ‘tá envolvida com nenhuma merdä — pediu, mantendo a voz baixa e a discrição. — ‘Tá no Hospital da Polícia. Um amigo disse que vão jogar a fl- — Nervoso, Yuri engoliu seco. — Que vão jogar ela no morro ‘pra encenar a porrä de um resgate! Ângelo riu da fala absurda. — Como!? — indagou. — Não é possível que eu tenha prestado uma putä burocracia do caralhö ‘pra atestar que ela ‘tava sumida ‘pra, de repente, ela não ‘tá. — E

