Yuri chegou apressado na frente da casa do chefe. Naval estava à porta, contava dinheiro, ocasionalmente passeando com os olhos pelo morro. — O filho da putä é da VK, a gente joga lá seguindo aquele esquema da parceria que ‘cê já conhece! — Naval disse. Ele terminou de contar os pouco mais de seiscentos reais e entregou na mão do amigo. — Precisa de papel e caneta. — Yuri disse, pondo o dinheiro no bolso. — Tenho nome de uns caras, envolvidos com uma miliciazinha de um tal de Cunha. O gerente assentiu, correu na casa e retornou para anotar todos os nomes citados por Yuri — felizmente, sua memória não tinha o hábito de falhar tanto. — Vi a cara de alguns… vou deitar alguns… ou a flor vai, tanto faz. Se deixar, eu quero ir junto. — Se for o mesmo Cunha da Trinta e Três, instrutor dos

