— Topa sair qualquer dia desse? — Tito convidava a moça. O tempo tendo-a como confidente, inevitavelmente lhe fez confundir as coisas. A cada dia era mais difícil lidar com Cunha e ele precisava de alguém para conversar, precisava daquela terapia de novo, mas confundiu com: “Preciso dessa mulher!” A moça costumava ceder seus serviços gratuitamente, em parceria com algumas ONGs. Ele já a procurava há alguns dias e finalmente conseguiu ir ao lugar onde estava. Era dia. “Saúde mental é coisa séria!”, dizia o slogan no uniforme branco, que estava limpo a ponto de reluzir no sol. — Não costumo sair com pacientes. Como está? — Ela sorriu, convidando-o a se sentar à cadeira na sua frente. — Te procurando há uns dias — riu. — Não vim para voltar a ser seu paciente, vim para tentar ser seu hom

