Capítulo 8

1111 Words
Park Tayung Estava cansado da convivência com a Eliza então decidi tirar umas férias dela, dando desculpa de ter uma viagem de negócio mas na verdade eu iria morar um tempo com a Ema que tinha aceitado, compramos o básico de roupas para mim para deixar na casa da Ema junto com uma mala que fiz quando saí de casa e me despedi da minha esposa para não parecer suspeito demais. Sem compromisso, sem nada, cortei a Netflix dela, tirei as recompensas pois havia perdido interesse na minha mulher e também tecnicamente de férias já que essa b***a fazia todo o meu trabalho, os dias que passei lá na Ema foram simplesmente maravilhoso mas logo terei que voltar para casa pois não havia viagem de negócio que passava mais de dois meses. Me despedi da Ema, pegando minha mala de volta para casa onde encontrei a minha esposa sentada no sofá, provavelmente me esperando. Chego lá, indo diretamente até meu quarto onde largo as minhas malas, pegando uns documentos “pendentes” para a Eliza que negou os documentos o que achei estranho no início, estranhei muito então achando que estava entendendo errado tentei novamente mas mais uma vez a minha esposa negou. Sem paciência nenhuma fecho os meus olhos tentando me acalmar, sentindo meu celular vibrar em meu bolso, pergunto o motivo dela está negando os documentos, sendo pego de surpresa ao descobrir que ela queria receber pelo trabalho feito por mim mas ainda mais surpreso ao saber que ela mesma passou a pagar a Netflix com seu próprio dinheiro que recebeu do seu antigo trabalho. Eu iria recusar mas aí se eu fizesse isso a probabilidade de ela parar de fazer meu trabalho no meu lugar seria grande então acabei aceitando só para poder continuar com minhas férias infinitas e ir nessas reuniões não existente na casa de Ema. - Quanto que você quer? — Dois mil e quinhentos— Responde ela - Não está muito abusada, não? — Não! Os documentos que você faz são complexos e requer muita atenção, caso não tivesse eu não teria percebido que dois deles eram falsos, sem contar que tem as tarefas de casa também que é óbvio que não vão se fazer sozinhas, sem esquecer das refeições, café da manhã, almoço e jantar… - Tá, tá, tá… Eu achava que o dinheiro que ela estava pedindo era muito, mas mesmo assim aceitei porque para eu ter a minha recompensa tinha que abrir mão de algumas coisas e o máximo que pudesse fazer para mantê-la longe de mim seria melhor para mim. Pedi sua conta bancária e assim que a Eliza Martins me passou, transferi para ela o salário dos meses que não tinha lhe pago mais do mês atual, mostrei cada comprovante para ela e assim a mesma pegou os documentos que havia lhe dado sem mais negação. Mais tarde no mesmo dia chego no trabalho onde sou chamado pelo meu chefe, dou duas batidas na porta dele e assim que ouço ele permitiu minha entrada, adentro na sala do escritório dele onde logo sou convidado a me sentar. — Os documentos que te pedi estão prontos? — Estão sim, aqui está, senhor! Pego os documentos em minha bolsa que logo entrego, meu chefe estranha por ser escrita com uma letra diferente então contei para o mesmo que eu havia arrumado uma nova secretária fora da empresa e que estava pagando salário mínimo para ela então meu chefe pediu minha conta em banco para que esse dinheiro não saísse do meu banco e me pagou novamente centavo por centavo todo o dinheiro que havia pagado para a Eliza que aceitei e agradeci-o por isso, saindo do seu escritório assim que fui liberado. Sentado de volta no meu escritório vendo essa mesa vazia, pegava os novos documentos que haviam colocado na minha estante, colocando em minha bolsa, mas um dos meus colegas de trabalho acabou vendo, vindo agora até minha direção de braços cruzados. —Por que você está guardando na sua mochila esses documentos? - posso te contar mesmo? —Conta, we! - Então a minha esposa faz o meu trabalho, ela acha que estou com serviço atrasados, só que na verdade está tudo em dia… — Falo sorrindo — Será que pode acrescentar os meus também? - Claro que posso, passa aí! Peguei seus documentos com medo que se não pegasse ele me entregasse para o meu chefe, colocamos em uma pasta diferente dos meus, botando depois em minha bolsa, o cara agradeceu e assim sai indo em direção até a minha casa onde fui recebido pela minha esposa, a casa permanecia arrumada, a janta pronta. Deixei minha bolsa no quarto e peguei os documentos que entreguei para a Eliza Martins explicando que ambos estavam “atrasados” e que era importantíssimo manter esses documentos guardados na pasta original e assim que entreguei para ela, passo os prazos que ela precisa me entregar. — Em tão pouco tempo assim? — Não disse que estava atrasado? — Está bem… Por pura diversão eu diminuía os prazos para dar dor de cabeça a ela era divertido vê-la estressada, sendo que na verdade tinha o dobro de tempo aí nesses dias de folga meu colega de trabalho e eu aproveitamos para fazer tudo que a gente quisesse, tendo absolutamente nada para fazer. Em um dos intervalos do almoços, esse meu colega de trabalho veio até mim com um sorriso no rosto, sentou ao meu lado perguntando do olhar se ficaria pronto logo então só concordei com a cabeça de uma maneira discreta. - Logo ficará pronto — Nossa, mas como? — Digamos que eu falei a ela que o prazo para entrega é de duas semanas invés de um mês… — Você é do m*l… A gente se olhou, começando a rir de repente, me fazendo descobrir que ele não era daquele certinho que sempre achei que fosse, nos tornamos ótimos amigos, sem esquecer de citar cúmplices para passar mais trabalhos para minha esposa, tendo direito a mais dias de descanso. Começamos a entregar o trabalho antes do prazo mas também não deixamos que mais ninguém suspeitasse para não criar problema. Descobri que meu colega de trabalho se chamava Fábio que sempre me ajudava para sair de situação complicada quando sempre apareciam e eu era muito agradecido por isso. Já a Eliza , não me importava mais que esteja bem ou não, com saúde ou doente, isso já não era problema meu só me importando com o simples fato que além de ter aceitado focar nas tarefas de casa, também estava fazendo meus trabalhos supostamente atrasados da empresa. O que era simplesmente maravilhoso.
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