Capítulo 9

1159 Words
Eliza Martins Vinha cada vez mais trabalhos o que estranhei, mesmo podendo sair novamente, estava completamente sem tempo entre os trabalhos “atrasados” do meu marido e as tarefas de casa, Park tayung não ficava muito em casa, volta e meio dizia ter uma viagem de negócio. Mas agora me deixou com uma cópia da chave do apartamento o que estranhei pois nunca havia feito algo assim, porém provavelmente tinha feito aquilo por saber que estarei sem tempo de sair com todos os compromissos que me manteria dentro de casa e sem esquecer o fato de ele também não estar tão presente. Em mais um dia que o Park veio com o assunto de viagem de negócio, cheguei a desconfiar mas aí ele levou em casa um colega de trabalho que m*l me apresentou que confirmou ter essa viagem que acreditei vindo de uma outra boca sem ser do meu marido. Antes que meu marido se retirasse, chamei ele a sós aproveitando o momento para entregar os documentos que estavam finalizados que pegou das minhas mãos sem nem sequer agradecer, avisando que teria direito a férias pois nessa viagem de negócio não receberia mais trabalho já que muitos dos funcionários se negasse a fazer essa viagem, achei meio estranho além de ser uma história m*l contado, sentindo que no fundo era mentira e como sempre, mais uma vez pegou suas malas,saindo junto com seu colega de trabalho que estaria aguardando-o ao lado de fora da nossa casa. Park tayung ao pegar seus pertences, saiu sem ao menos se despedir o que de fato já estava acostumada, me deixando completamente sozinha. A casa estava vazia, estava no tédio pois já tinha feito todas as tarefas de casa, os últimos documentos que tinham que terminar já estava finalizados, tendo só Netflix para me ocupar o que hoje não estava muito afim de assistir então fui até minha cama tendo feedback do meu passado com minha irmãzinha Samantha na época que brincamos ao ar livre, correndo de lá para cá, sentia muita saudade dela, me perguntando o que será dela, o que tinha se tornado essa minha irmãzinha que proteger a minha juventude inteira, não sabia a resposta mas queria saber, então disquei seu número e cai em um homem que desconhecia a sua voz. — A Samantha Martins se encontra? — perguntei para a voz desconhecida do outro lado d linha — Amor alguém pergunta por você! Só um momento senhora! — Está bem… — Alô? — Oi, Samy… — Irmã, e você…? — Samantha fala empolgada Conversamos muito, contei as novidades para ela deixando a minha Samantha pasma e preocupada, sabia que estava chorando do outro lado da linha mas que tentava abafar, tendo descoberto que o Park tayung havia contado um monte de mentira para minha irmãzinha e meu pai, levando a sua doença e ao seu falecimento, acreditando que eu tinha morrido. Receber essa verdade foi como receber um soco no estômago, desligamos a chamada após tanto conversar onde juramos de manter segredo o fato de ter voltado a conversar, precisava desabafar com alguém então liguei para quem achava que nunca ligaria, discando o número de Henrique que logo atendeu mesmo estando surpreso por eu ter entrando em contato com ele, explicando para o mesmo o básico do básico, desabafando sobre a mentira que meu marido havia me contado sobre minha irmãzinha. — Nossa, mas isso foi pesado…. _ Sim… — Você precisa de alguma coisa? — Não, vou continuar nessa farsa, eu tenho que continuar…Até o fim — Certo, mas se precisar de qualquer coisa me liga! — Obrigada…Henrique pode deixar que ligarei sim Desligo a chamada, me sentia um pouco mais leve mas ainda não estava acreditando, um ódio se criou em mim pelo meu marido, com único desejo de voltar no passado, tendo de volta a minha vida feliz que um dia já tive, começando a chorar todas as noite, sem apetite nenhum onde acabei perdendo peso por falta de alimentação mas as coisas foram só piorando quando estava arrumando a casa e no meio dos pertences do meu marido achei uma calcinha de seda vermelha, tendo agora certeza absoluta que o Park Tayung estava me traindo e estava disposta a fazer de tudo para descobrir quem era, mas por agora teria que me manter recolhida para ele não desconfiar que eu sabia, botando a calcinha no mesmo lugar que havia achado. Estava em choque, jamais tinha achado que teria descoberto sobre essa traição daquela forma, fazendo um monte de perguntas em minha cabeça como por exemplo o que será que ela tinha que eu não tinha, será que fazia isso apenas para me provocar e entre outras perguntas rodeando a minha cabeça. Com a única vontade de sumir e desaparecer deste mundo, sem conseguir acreditar que ele realmente estava me traindo com uma outra pessoa. Eu só não queria acreditar nisso. Também sei que nosso casamento não é verídico mas poxa somos um casal querendo ou não , porque não podemos viver pelo menos com uma amizade? Isso é tão frustrante. Precisava me distrair, mudar as ideias para ver se esquecia de tudo que havia acabado de descobrir em um só dia, para mim isso era muito para uma pessoa só então fui até a sala onde liguei a televisão porém não consegui acessar pois pedia uma senha de acesso, provavelmente era o Park Tayung que tinha posto quando não estava presente para que eu não pudesse assistir. O que não me deixou surpresa vindo do meu marido, me perguntando se poderia haver outras surpresas inesperados me aguardando pela casa, como essa da televisão, então peguei meu celular, começando a assistir pelo meu dispositivo que depois de algumas horas me avisou que estava sem bateria, peguei meu carregador e botei o celular para carregar, esperando dar cem por cento de bateria. Enquanto isso, me permitir chorar enquanto pensava em tudo o que eu estava vivendo. Acabando tirando uma soneca, quando acordei já era noite, meu celular estava carregado, peguei meu carregador que escondi no meio das minhas coisas com medo que o Park tayung pegasse ele e botasse em um lugar que não acharia, querendo me privar de usar meu celular já não confiando tanto nele como gostaria de confiar. Lágrimas começaram a escorregar sobre meu rosto, começando a perceber o monstro que ele era por não valorizar tudo que eu fazia pelo meu marido que tinha como perceber que não me via como uma pessoa mas sim uma escrava e não estava gostando nem um pouco de ser tratado assim, mas pelo respeito que eu tinha pelo meu pai não iria sair desse casamento por ter direito a tudo que eu tinha no contrato, depois disso não me envolveria em nenhum relacionamento por tão cedo. E assim começou a desgraça na minha vida, com o único desejo de recuperar o que me foi tirado após esse contrato de casamento, a minha liberdade.
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