Park Tayung
A vida já não era mais a mesma por mais que eu tentasse o máximo ser menos ogro com a Eliza Martins não significa que eu a amava, queria era mesmo estar nos braços da Ema mas sabia que isso seria pedir demais no momento por isso que eu simplesmente mentia para minha esposa que já não ligava mais e ficava um tempo com quem eu realmente me importava.
Estava perdido em meus pensamentos quando percebi que meu amigo Fábio estava conversando comigo, só percebi quando ele cutucou levemente meu ombro me fazendo voltar para a realidade, peço desculpas para o mesmo que não era b***a e percebeu que algo estava me atormentando.
— Você está muito calado hoje…
—E que estou confuso com um certo assunto…
—Mulher?
— Exato!
Com Fábio não precisava falar pois era como se me conhecesse a anos o que de fato era de um certo modo engraçado, fazendo-me perguntar se também havia passado por algo similar. A vontade de lhe perguntar era grande porém não sabia se estávamos próximos o suficiente para perguntar algo como isso. Os dias se passaram, nunca mais tocamos nesse assunto, o trabalho estava tranquilo, recebendo um documento aqui outro ali mas nada que atrasaria muito o que era maravilhoso e logo eu iria pegar minhas férias de um mês e estava ansioso para isso já planejando uma viagem com a Ema que estava toda animada mas para isso acontecer eu teria que despistar a Eliza tendo que mantê-la bastante ocupada e inclusive já tinha uma ideia em como fazer isso acontecer.
Peguei meu celular e começei fazer uns telefonemas de lá para cá mas ninguém tinha serviços ou ocupação para entreter minha esposa então resolvi marcar um jantar com Ema e Eliza para hoje a noite afim de começar a deixar as coisas visíveis por mais que minha esposa não gostasse eu não me importava nem um pouco com a opinião dela, pois já estava ficando desgastante em ter que ficar sobre o mesmo teto, eu não via a hora desse contrato acabar.
O expediente acabou mais cedo que o previsto então sem pensar nem duas vezes lá fui eu até a casa da Ema onde assim que cheguei logo estranhei a não acha-la, rodei a casa toda mas mesmo assim foi em vão, peguei meu celular preocupado ligando para a mesma que demorou para atender mas após três tentativas Ema finalmente atendeu a ligação.
- Aconteceu alguma coisa? — Perguntou
— Está na minha casa? — Ela diz
— Estou!
— Eu j estou chegando
Ema desligou a chamada em seguida me deixando curioso da maneira que atendeu a ligação portanto que achei de uma certa maneira sexy, deixando um sorriso despertar sobre meu rosto, parecendo um bobo apaixonado, algo que não sentia a anos.
Duas horas depois Ema chegou em sua casa onde me recebeu com um selinho, abrindo a porta, me convidando a entrar. Sua casa estava cheirosa, bem arrumada mas ali algo não estava certo que me deixava um tanto inquieto porém não sabia o que era naquele momento, querendo apenas curtir o momento, me fazendo esquecer que eu era casado.
Seu toque, seu beijo, sua voz gemendo em meus ouvidos, tudo na Ema me deixava doido, com ela era como se o mundo parasse, os problemas sumissem, existindo apenas ela mas sabia que logo uma bomba iria ser solta pois Ema estava muito estranha assim que chegou. Dava para notar que estava querendo falar algo mas era como se estivesse hesitando o que não era algo que normalmente faria, separo a minha boca da dela, me afastando um pouco para conseguir voltar a respirar , olhando agora diretamente para a mesma que parecia um tanto desconfortável.
- Fala?—;Digo
— Quando vai deixar a Eliza?
— Logo eu espero… Só vestiu esperando completar um ano, falta poucos meses.
Algo nessa pergunta me deixou preocupado, fazendo-me perguntar se havia uma possibilidade da Ema começar a criar sentimentos por mim, se isso fosse o caso eu teria que terminar nosso envolvimento o quanto antes para não machucar os seus sentimentos portanto eu não queria que essa situação desagradável acontecesse e esperava estar muito enganado sobre o assunto.
Após essa pergunta o clima ficou um pouco esquisito, Ema já não estava me atraindo mais, estava perdendo interesse nela mas que era boa de cama era, não sabia se arriscava em ficar com a mesma ou seria melhor não correr o risco e larga-la para achar uma outra , estava confuso.
Sem mais palavras naquela noite levantei da cama indo em direção das minhas roupas que vesti e assim saí daquela casa deixando-a sozinha, algo entre Ema e eu tinha mudado porém não sabia o que exatamente era mas por via das dúvidas preferi ir embora e assim o fiz.
Estava um trânsito danada, pessoas buzinando, reclamando, não sabia onde ir, estava completamente sem destino, trabalho? Estava fechado! Casa? Nem pensar! Então onde que eu poderia ficar essa noite? Não tinha uma resposta então dirigi até sem rumo onde assim que adentrei em uma rua sem saída, parei o carro e ali fiquei, sentindo meu celular vibrar em meu bolso que nesse exato momento decidi ignorar.
Desliguei a chave no carro, deixando uma porta entreaberta, fechei meus olhos por uns instantes, aproveitando o momento de silêncio, onde não tinha que fingir não ser eu, sem dar satisfação para ninguém que seja a Ema ou a minha esposa. Não queria que esse momento chegasse ao fim, mas sabia que daqui eu tinha que sair.
Dei ré de carro, tomando cuidado para não bater em nada, virei a direita, logo a esquerda e estava novamente na estrada onde peguei o sinaleiro vermelho, parei o carro esperando ficar verde e assim liguei para o Fábio perguntar se podia ficar em sua casa nessas “férias” que o mesmo aceitou, feliz por não ter que voltar para casa.
Dirigi mais um pouco e logo cheguei na casa do Fábio que me recebeu super educado, me ajudou com minhas malas estranhando assim que as viu então sem perder tempo contei para ele sobre a viagem, convidando-o para ir comigo no lugar da Ema, Fábio ficou super feliz pelo convite e assim começou a fazer as suas malas também após me levar até o quarto onde eu iria ficar hospedado em sua casa.
— Deve ser difícil estar casado com alguém que não amamos, né?
— É de mais.— Falo simplista.