Capítulo 15

1066 Words
Eliza Martins No chão na calçada, fraca para levantar e sem acreditar que o Park tayung havia me deixado ali mesmo, não havia muitas gente passando mas o primeiro que apareceu pedi com dificuldade por ajuda que sem nem pensar duas vezes me ajudasse a levantar daquela calçada fria que estava agora a pouco, me levando até o banco da praça que não estava tão distante onde me sentei. O moço pediu para eu aguardar e assim se retirou, achando que tinha ido embora. Segundos depois o mesmo voltou com um copo descartável em sua mão, segurando na outra alguma comida que estendeu para mim, no início não estava entendendo absolutamente nada, então ele me explicou que foi lá na padaria comprar para mim para que eu conseguisse recuperar a minha força para poder ficar boa logo. Sem graça agradeci-o sentindo minhas bochechas avermelhar, não estava mais acostumada a receber gentileza após ter casada com o Park tayung, fazendo o moço deixar escapar uma risada, acabando me pegando de surpresa. — E o normal a se fazer… - Porém não estou mais acostumada com esses atos de gentileza… O moço me olhou surpreso e curioso pelas minhas palavras que foram sincera, ainda fraca eu tinha que me arrumar para esse maldito jantar que não queria ir, a vontade era chamar aquele moço comigo pois sabia muito bem como iria ser tratada pelo meu marido mas minha consciência dizia para não botar esse pobre coitado no meio, ainda mais por cima de ele ter sido tão bom para mim e não seria justo coloca-lo no meio disso tudo. Com dificuldade tento levantar mas o moço tenta me impedir, dizendo que ainda não estava completamente boa para fazer tanto esforço físico o que de fato não era mentira mas sabia muito bem que não tinha opção então tentei forçar um sorriso para o mesmo tentando enganar nos dois que eu estava bem, o moço me olha com um olhar triste e iria retrucar, tinha como ver pela a sua cara mas uma moça aproximadamente da mesma idade que a gente apareceu, agora vindo caminhando até ele. —Amor, temos que ir ou vamos nos atrasar… — Eu sei meu bem mas estou só tentando dizer para ela que nesse estado que está não deveria se esforçar tanto… A moça se virou pra mim, vendo que seu namorado estava certo ao meu respeito, estando pálida, fraca e com falta de ar mas a mesma não disse mais nada pois apenas com um troca de olhar ela entendeu que eu precisava ir, mesmo contra minha vontade então sem mais palavras a moça veio até mim oferecendo seu braço para me ajudar a levantar, indo até o apartamento de onde eu havia sido jogada para fora, agradeci-a e quando iria adentrar ouço alguém me chamar que logo reconheço a voz. Me viro para trás vendo o Juliano em minha frente, parecia incomodado com algo que não deixou escapar para o jovem casal que havia me ajudado e ainda estava presente, olhando curiosos pela situação que estava acontecendo. Juliano estava hesitante mas se firmou, caminhando até a minha direção, levando sua mão até a sua mochila onde saiu um envelope que me entregou em minhas mãos. — Seu marido me pagou para me sumir se não deixou claro que iria me matar, demorei a criar coragem mas aqui estou te entregando o dinheiro que é seu por direito, espero que consiga sair dessa vida Eliza, pois você merece coisa muito melhor do que isso… Peguei a envelope ouvindo suas palavras, lágrimas começaram a escorrer onde Juliano me acolheu em um abraço aconchegante, me deixando um cartão de contato caso eu precisasse de qualquer coisa e assim foi embora novamente, agradeci o casal que foram embora logo em seguida onde subi até o apartamento, adentrando em casa. Fui diretamente até o banheiro, tomei um bom banho, relaxando por alguns instantes e assim que saí, fui até meu armário para escolher o que vestir. Camisa e sapatilha amarela com saia e bolsa preta, fiz um coque no cabelo, sem se preocupar com maquiagem, certificando que não estava esquecendo nada e assim sai de casa, trancando a porta atrás de mim, indo em direção até o restaurante que ao chegar chamei logo o garçom pedindo que me levasse até a mesa reservado no nome do Park tayung. Seguindo o mesmo, deixo a minha bolsa pendurada em meu assento, tomo lugar ajeitando a minha saia, esperando pelo Park tayung que logo chegou acompanhada dessa tal da Ema que havia me comentado que iremos jantar que havia algo que não parecia estar certo. Era como se essa tal da Ema e meu marido Park tayung estava acontecendo entre eles, um sentimento estranho despertou em mim, como se estava a onde não devia estar, me sentindo incomodada, como se eu fosse parte da decoração. Park tayung m*l olhava para mim, ficando de conversa com a Ema como se eu não existisse, era uma sensação r**m que eu queria que sumisse apesar que também queria receber um pouco de atenção do meu marido, pelo menos. Park tayung estava pela primeira vez rindo, se divertido mas não era comigo e sim com ela, quando tentava falar alguma coisa com ele, seu sorriso desaparecia no mesmo instante que eu abria a boca enquanto a Ema continuava conversando com ele sem um pingo de educação como se eu era de menos, tendo que segurar a vontade de chorar que apareceu de repente. Toda a janta ficou assim, estava me sentindo agoniada, com vontade de eu ir embora mas sabia que se fizesse isso na primeira oportunidade Park tayung iria berrar em mim aqui mesmo no restaurante sem se importar se estava me humilhando ou não então fiquei ali parada que nem uma b***a porém sem aproveitar nem um pouco do momento. Minutos depois o garçom veio para acertar a conta que Park tayung pagou, estranhei achando que tinha até para mim mas logo voltei a realidade assim que o garçom se virou até mim, segurando a máquina direcionado em minha direção, sem mais palavras paguei minha parte com o resto do dinheiro que eu tinha e sem hesitação sai de lá enquanto ouvia o meu marido berrar meu nome para eu voltar mas que continuei caminho decidindo ignora-lo depois do que tinha feito comigo mais cedo, tomando caminho de volta para casa.
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