Capítulo 2

1718 Words
Capítulo 2 Um dia meu pai estava jogado no sofá, assistindo uma série que m*l sabia qual era então aproveitei essa oportunidade em que estava “calmo” para botar meu plano em ação, me aproximei dele onde chamei a atenção do mesmo, citei o nome do meu irmão gêmeo que claro ele se irritou, gritou, jogando um vaso na parede e assim que se acalmou então aproveitei e falei toda a ideia que eu tinha em mente. A ideia era “usar” o Tayhiung para troca de lugar, em lugares “chique” que eu não pudesse entrar, ele pegaria meu lugar, claro em troca de dinheiro, uma boa quantia e óbvio, assim não precisava “sujar” as minhas próprias mãos, meu pai se surpreendeu com minha ideia e estava orgulhoso em ver o resultado positivo que eu tinha me tornado já ao meu ver eu era um ser humano repugnante, me achava a coisa mais patética e horrível, odiando em quem eu me tornei mas ainda assim esse meu lado “puro” não tinha sumido cem porcento, pois tendo o Tayhiung ao meu lado, eu via isso de uma forma possitiva e esperança em ser salvo por ele como a Samantha foi salva pela senhorita Eliza Martins. Eliza Martins… Seu nome soava na minha cabeça, me lembrando do seu olhar protetor com a Samantha, da sua bravura, algo nela me atraia, quebrava tudo que meu pai se dedicou a me ensinar, queria tê-la ao meu lado, não queria dividir ela com mais ninguém e quem se aproximasse dela com segunda intenções ou fazê-la chorar, mereceria morrer. Por ela daria minha vida, por ela lutaria até esgotar minha energia, por ela iria até o fim do mundo mas infelizmente esse casamento iria acontecer apenas quando ela iria completar seus dezoito anos e nesse meio tempo meu pai percebeu que eu estava me apaixonando de verdade por ela, me mandando para estudar novamente lá no exterior, contra a minha vontade mas não tinha voz para reclamar e só voltaria para cá quando o dia do casamento se aproximasse. E nessa “viagem” o meu verdadeiro eu desapareceu junto com a pureza que um dia já tive, como se todas as portas se fechasse e desaparecesse, impossibilitando a possibilidade de eu conseguir ser salvo da educação que meu pai me passou durante todos esses anos. E onde o amor que um dia senti pela Eliza Martins, simplesmente se foi, também. ANOS DEPOIS Park Tayung Anos se passaram e eu estava finalmente de volta de onde eu nunca deveria ter saído , me pergunto se Eliza já havia completado dezoito anos e se ainda se lembrava de mim, faltava pouco para que nosso casamento acontecesse e de verdade? Não fazia a mínima vontade de me casar com ela, aquela paixão que um dia senti pela Eliza Martins havia sumido por completo e não deixava de ser mais uma para mim mas pelo dever e a responsabilidade tive que me casar com ela . Minha vida era sem graça, ou como disse sem sal, apenas ficar com qualquer uma e descartar logo em seguida, sair em bar para beber , cobrar dívida e matar se fosse preciso e assim ia... Nojo de segurar uma arma ou ver sangue? Que nada pelo contrário eu amava, afinal eu fui educado assim. Meu pai criou um sentimento de ódio dentro de m contra a minha mãe que sempre que ela falava comigo me tirava fora de mim a um ponto de poder machucá-la se fosse preciso, eu não tinha toda aquela frescura de meu deus tadinho e blá blá blá, não mesmo, como dizia meu pai isso era para os fracos e não para os vencedores, a lembrar disso um sentimento se fez presente em meu peito, a saudade. Não fazia muito tempo que meu pai havia falecido e deixou todo seu império para mim, tendo muitas coisas a se fazer e para ser bem sincero não sabia nem por onde começar. Burocracia, documentação, casamento e entre mil outras coisas para fazer, de fato eu iria ficar maluco mas parece que a vida estava do meu lado quando meu celular começou a tocar, peguei o pequeno aparelho e atendi sem mais delongas. Após uns minutos em ligação desliguei a chamada, feliz por ter uma coisa a menos a cuidar, Eliza havia acabado de me ligar e se ofereceu a ser responsável pelo nosso casamento que obviamente aceitei, disponibilizando todo orçamento que ela for precisar e feliz por não ter que sair muito da minha realidade. As coisas aqui no escritório estavam tensas, tudo estava em desordem que dava dor de cabeça, conversava com um e com outro que me chamava e assim ia, sem contar que tinha que arranjar o funeral do meu falecido pai já sabendo que poucas pessoas iriam para se despedir dele, por ele ter mais inimigos que amigos , com certeza os inimigos iriam comemorar sua morte do que amigos que iriam chorar pela sua perda. Meu celular não parou de tocar nem um segundo depois de receber a chamada da Eliza, que seja para apoio ou ameaça era algo desgastante que dava vontade de tacar o celular na parede, se soubesse que meu pai iria partir me deixando toda aquela bagunça aqui, teria ficado onde eu estava por mais que quisesse voltado, ainda mais que lá eu tinha deixado amizade que havia feito que nunca me abandonariam, sabendo da minha verdadeira personalidade e jeito de ser. Segundos depois meu celular começou a tocar indicando ser um dos meus amigos de lá o que de certa forma me deixou um tanto feliz. — Fala aí? — Digo — Chegou bem? — Ele quis saber — Sim e…. QUANTAS VEZES EU DISSE PARA TOMAR CUIDADO, POR UM ACASO VOCÊ M NÃO ME OUVIO?— Grito imfurecido — Me… me … desculpa… senhor, irei concertar isso agora mesmo — VAI LOGO ANDA, TÁ ESPERANDO O QUE! — Delicado e doce como sempre…Tayung — O que posso fazer se estou no meio de incompetentes que não faz o seu trabalho direito. Rimos juntos pelo comentário que meu amigo fez logo em seguida e assim pedi licença para ele e desliguei a chamada, me viro até a janela observando a vista que tinha daqui, vendo quase o bairro inteiro, era algo lindo de se ver, fechei os olhos por alguns instantes tentando manter a calma por mais que não fosse o meu forte e assim voltei aos meus afazeres. Os dias foram passando e chegou o grande dia, como meu pai já tinha assinado o contrato com o pai de Eliza eu não podia voltar atrás, nem mesmo com sua morte. Meu me casei com ela em uma reunião simples apenas para amigos e alguns familiares, aqueles que gostam de ir apenas para fofocar da vida dos outros. Depois do casamento eu vi que Eliza não estava feliz, ela estava com uma cara como se quisesse chorar, me aproximo dela e falo em seu ouvido. — Vê se coloca um sorriso no seu rosto, antes que o pessoal vá embora com medo dessa sua cara feia. — Me desculpa — fala ela — que seja.— Ficamos alí curtindo até que chegou a vez de irmos para a lua de mel, e posso dizer que Eliza foi uma das piores pessoa que eu me deitei, ela só sabia chorar , foi decepcionante e isso só serviu para me fazer tratá-la mais feio ainda. (...) O dia acabou passando rápido demais, já era de noite e m*l havia percebido, todos os funcionários já tinha indo embora, estando sozinho em meu escritório, arrumei as coisas rapidamente e assim tomei caminho para casa após fechar a empresa. Indo até o estacionamento onde adentrei em meu carro e pouco tempo depois havia finalmente chegado em casa, estaciono o carro, tranco-o após sair do mesmo, adentrando em casa onde encontro a Eliza que estava vestida em seu pijama de seda sentada em frente a televisão, olhei a hora, vendo que estava tarde para ela ficar acordada e passando por ela , dei uma boa noite deixando-a lá sozinha sem nem cumprimentar ela direito, tomei um banho rápido, troquei de roupa, fui até a cozinha para comer alguma coisa, estava morrendo de fome. (... Depois que terminei largo tudo dentro da pia, pego meu celular que estava sobre a mesa que eu havia deixado mais cedo, e entro em minhas redes sociais e mexendo um pouco fico surpreso ao reencontrar o perfil de uma ex-amiga que chegamos a ficar e por razões complicados acabamos nos afastando, envio uma solicitação de amizade que não demorou a aceitar, iniciando uma conversa via Messenger com ela, descobrindo que estava ainda solteira e morando não tão longe de mim. Com um sorriso no rosto , combino um horário e um local para marcar para nós encontrar e assim tendo um encontro com ela, mais uma vez, fazendo perguntas nasceram em minha cabeça. - como será que ela está agora, será que mudou de visual de novo? Tanto anos sem vê-la , tantas perguntas, estava feliz por ter achado ela novamente, Ema, como queria sentir seu cheiro, tirar seu sutiã, ouvir sua voz, nossa como mexia comigo e o melhor era que como eu, não queria compromisso, não queria me prender apenas queria uma noite cheio de prazeres e alguém para me satisfazer. Eu poderia fazer isso com Eliza, mais não é a mesma coisa, ela é muito certinha e isso acaba com meu t***o. E com a Ema eu não precisava me preocupar em dar satisfação explicando por que eu fazia isso ou aquilo e é por causa disso que nós dois nos damos bem. Por isso que eu era alérgico ao ouvir três palavras, sendo elas comprometimento, namorando e casamento, fazia-me sentir como se tivesse preso em uma gaiola. Tiro print da nossa conversa, salvo na nuvem e arquivo elas na pasta onde só com senha pode acessar, apago o rastro da nossa conversa após dar boa noite para ela, coloco o celular no lugar de sempre para carregar, colocando-o no modo avião, em seguida subo as escadas me dirigindo até meu quarto onde me deitei em minha cama me ajeitando em uma posição confortável e logo acabei adormecendo.
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