Segunda chance

1207 Words
Juliana Tomo um banho e troco de roupa, colocando um short jeans novo que o Bruno comprou, junto com um guarda-roupa novinho só pra mim. Visto um body branco, penteio meu cabelo, e coloco um arco de pérolas na cabeça. Passo hidratante, perfume, pego minha rasteirinha e coloco no pé. Passo uma maquiagem leve no rosto, mesmo já estando quase de noite, e desço as escadas. - Meu Deus, você ainda está aí?.- falo vendo Bruno sentado no sofá, de banho tomado e de roupa trocada. Ele me encara, e sorri. - Eu falei que não ia sair do teu pé, achou que eu tava brincando?.- ele fala guardando o celular que estava mechendo no bolso, e levantando do sofá. Eu reviro meus olhos, e vou para o portão de casa. - Você sabia que eu sei pilotar moto?.- olho pra ele de r**o* de olho. - E o que eu tenho haver isso?.- ele pergunta montando, e puxando a moto pra trás. - Eu poderia muito bem ir sozinha até a quadra.- eu aviso e ele enruga a testa. - Eu posso te dá uma moto, aí tu vai do meu lado, sozinha eu já não posso te garantir.- ele vira a cabeça de lado torcendo os lábios, e liga a moto.- bora?. ... Bruno estaciona na entrada da quadra, que parece já está cheia. Tem muitos carros e motos no portão, o que me deixa nervosa. - Pra que tanta gente?.- pergunto descendo da moto, e a segurança para atrás de nós. - Ah mano, geral gosta de tu pô, os mano também sentiu tua falta.- ele da de ombros, e sai de cima da moto. Bruno segura na minha mão, e entra na quadra, com a segurança logo atrás. Olho ao redor do local, e vejo rostos conhecidos e encantados em ver eu e ele de mãos dadas. Vanessa coloca a mão no rosto, e fica com um sorriso bobo nos lábios. Eu sorrio para ela, e olho pro Bruno, que pela primeira vez na frente de todo mundo, mostra um sorriso que ele só mostrava para mim. - Irmã.- Caio me abraça, e me puxa para perto da namorada dele. - Essa aqui é a Jéssica.- ele me apresenta a uma menina com o cabelo bem pretinho*, liso até a b***a*. Ela é linda. - Oi, ouvi muito falar de você.- ela diz se levantando e me dando um abraço. - Também ouvi falar de você, está de quantos meses?.- pergunto olhando uma bola quase imperceptível em seu ventre. - Estou de 3 meses.- ela diz e eu sorrio. Uma pontada me atinge, e eu penso como seria se minha gravidez tivesse vingado. Se eu estava esperando um menino ou uma menina. - Qual foi?.- Caio pergunta, percebendo meu semblante mudar. - Não é nada, estou muito feliz por vocês.- eu respondo sincera, e ele dá um beijo na minha cabeça. - Amiga.- Vanessa me chama, e eu vou para perto dela.- como está se sentindo?.- ela pergunta, e eu enrugo a testa. - Não estou doente*.- falo sem entender sua pergunta. - Aí sei lá, as vezes eu não sei como agir com você, você tá tão diferente.- ela diz olhando nos meus olhos. - Vavá, eu sou a mesma. Você é a minha melhor amiga, e isso não vai mudar nunca, me trate normalmente.- dou um tapa leve na cabeça dela, e depois ela me abraçar forte. - Não sabe o quanto e bom ter você de volta.- diz ela me puxando pra perto do pessoal. Eu cumprimento todos, e começamos a conversar. Conto a eles um pouco das coisas que eu e Ryan fizemos pelo Terror, e uma saudade cresce no meu peito*, mas eu a reprimo logo depois. ... Um tempo se passa, a menina que eu vi na garupa da moto do Bruno chega na quadra, e meu corpo todo se arrepia. - Relaxa Ju, é irmã dele.- Vanessa avisa, vendo que eu fecho a cara quando a menina vai se aproximando. Tá, agora eu sei que ela é irmã dele, mas eu fiquei muito tempo odiando* a imagem dessa menina, e agora ver ela assim na minha frente, me dá uma coisa estranha. Ela cumprimenta todo mundo educadamente, como se já fosse íntima de todos, e o Bruno abraça ela forte, e beija sua bochecha. Eu fico um pouco com ciúmes, mas tentando explicar para mim mesmo que eles são apenas irmão. - Coe nega.- Bruno chega mais perto de mim, e traz a menina junto com ele.- essa aqui é a Camila, minha piveta.- ele me apresenta a menina, e eu estendo a mão pra ela, e nesse meio tempo, o Bruno se afasta para deixar a gente se conhecer. - Oi.- sorrio o mais simpática que eu consigo ser. - Como você é linda.- ela diz me abraçando.- eu ouvi muito falar do você.- ela diz toda simpática, e eu começo a me sentir envergonhada. Eu julgando a menina esse tempo todo, e agora ela me parece ser um amor de pessoa. Me condeno por dentro. - Como você está?.- ela pergunta olhando dentro dos meus olhos. - Estou bem, agora estou bem né.- eu respondo meio sem graça. - Eu nem imagino o que você passou, mas eu vi o quando o Bruno estava m*l*, e para o Eduardo ir me buscar, eu sabia que deveria ser coisa séria.- ela fala, e eu fico curiosa. - O Bruno nunca tinha me falado que tinha uma irmã.- confesso para ela, e ela ri. - É, é complicado, muito tempo que a gente não se falava. Eu pensei que nunca mais fosse ver ele de novo.- ela diz triste, e percebo que a história é muito mais embaixo do que eu esperava. - Olhando assim de perto, vocês até que se parecem.- eu falo reparando bem no rosto dela, e ela sorrindo fazendo eles se parecer ainda mais. - Somos irmãos de sangue.- ela dá de ombros e eu sorrio. Se ela soubesse o quanto eu xinguei ela por vários dias.- eu espero muito que vocês se acertem.- ela declara. - Eu e Bruno temos muita coisa para conversar, a muita mágoa, mas também tem muito carinho.- eu falo, e meu peito queima de lembra tudo que já vivemos. - Eu imagino. Nunca pensei que ele poderia gostar de alguém assim.- a menina me olha com olhos grandes. - Eu estou tão confusa.- confesso para ela o que está dentro. - É normal você está, depois de tudo que passou. Mas o Bruno não vai desistir, se você pudesse ver como ele estava, parecia que a alma dele tinha morrido, foi difícil trazer ele de volta.- ela fala.- vocês merecem uma segunda chance.- diz ela, e eu sorrio. Como eu ia imaginar isso, a irmã do Bruno me dando conselhos sobre nós dois. Que mundo maluco esse. - O que vamos fazer amanhã?.- Vanessa diz chegando perto de nós duas, junto com Jéssica, e nos engatamos em um assunto atrás do outro. Ficamos rindo igual hienas, lembrando de coisas, e contando algumas fofocas. Eu senti tanta falta disso, de conversas de meninas, descontrair, sem nenhum desgosto na boca, e medo* de algo acontecer a qualquer momento.
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