Carlos Narrando Dirigi sem rumo por um tempo, com a mandíbula travada e os dedos apertando o volante com força. O sangue fervia nas veias. Aquele desgraçado do Alexandro achava que mandava em tudo agora? Achava que podia me dar ordens, me dizer onde eu podia ou não estar? Bufei, passando a mão no rosto. Ele queria me intimidar, mas eu não ia deixar barato. O problema era que, por enquanto, ele tinha a vantagem. Eu tava sozinho nessa, sem apoio, sem ninguém pra me cobrir. A Franciele tava do lado dele. Até minha filha tava lá, cercada por aquele bando de criminosos. Senti o estômago embrulhar. Isso não podia continuar assim. Encostei o carro perto de um bar de esquina, desliguei o motor e respirei fundo. Precisava pensar, precisava de um plano. Puxei o celular e abri as mensagens da

