Carlos Narrando Continuação: Cheguei no beco atrás do bar com o coração acelerado, mas minha mente estava fria. Eu nunca fui homem de fugir de briga, ainda mais quando se trata da minha família. Encostei na parede, esperando. O silêncio do lugar era quebrado apenas pelo som distante do mar e das vozes das pessoas na avenida próxima. Então, ouvi passos. Alexandro apareceu na minha frente com aquele sorriso debochado, como se já tivesse ganhado. Ele era grande, todo tatuado, com aquele jeito de malandro que acha que pode tudo. — Bom que veio, parceiro — ele disse, cruzando os braços. — Pensei que ia amarelar. — Eu não corro de ninguém — respondi seco. — O que você quer com a minha mulher? Ele riu, balançando a cabeça. — Tua mulher? Sei não, hein… Porque pelo que eu vi, ela tá bem in

