Carlos Narrando Olhei para a Franciele, e algo dentro de mim apertou. O jeito como ela falava, como seus olhos brilhavam de incerteza e culpa, me deixava inquieto. Eu sempre fui bom em ler as pessoas, e com ela não era diferente. Tinha algo a mais ali, algo que ela ainda não estava me contando. Cruzei os braços e respirei fundo, tentando manter a calma. — Fala logo, Franciele. O que tá acontecendo? Ela desviou o olhar por um instante, como se estivesse buscando coragem para dizer algo que sabia que ia me atingir. — Carlos... eu tô confusa. Confusa? Essa palavra soou como um soco no estômago. — Confusa com o quê? — perguntei, sentindo um gosto amargo na boca. Ela hesitou antes de responder. — Com a gente. Com tudo. Passei a mão pelo rosto, frustrado. Eu sabia que nosso casamento

