Alexandro Narrando Eu tava bolado desde aquela noite no Dark Room. Nunca deixei mulher nenhuma ver meu rosto ali dentro, mas aquela mascarada abusou da sorte e me pegou desprevenido. O pior? Eu não consegui tirar ela da cabeça. O jeito que ela dançava, o olhar dela, o jeito que ficou assustada quando viu meu rosto... Tudo isso ficou martelando na minha mente. Eu podia ter seguido a vida, esquecido, mas alguma coisa em mim queria mais. Então, fiz o que qualquer homem que não aceita perder faria: contratei um detetive. O cara era bom, eficiente. Pegou as informações rápido. Uns dias depois, ele me ligou: — Achei tua gata. Meu peito acelerou. — Fala, cadê? — Tá na praia de Copacabana, com uma criança. Franzi a testa. Criança? Isso eu não esperava. — Tô indo pra lá. Desliguei, subi

