Carlos Narrando Depois da corrida, voltei pro hotel já suado, precisando de um banho. Subi pro quarto e dei de cara com ele vazio. Não demorou pra imaginar que Franciele e Luiza deviam estar na praia, aproveitando o dia. Desci e fui direto pra areia. Assim que vi as duas sentadas, fui chegando devagar, observando. Luiza tava toda animada, mexendo na areia, mas Franciele… Franciele tava estranha. Ela olhava pros lados, meio aérea, como se procurasse alguém ou estivesse esperando alguma coisa. O sorriso dela parecia forçado, e o jeito que mexia no cabelo denunciava que algo tava deixando ela inquieta. Cheguei mais perto, chamei pelo nome dela, e no mesmo instante ela se virou rápido demais, como se tivesse sido pega no pulo. — Tudo certo? — perguntei, franzindo a testa. Ela forçou um

