Franciele Narrando Meu coração batia acelerado. Eu sabia que precisava falar, mas as palavras pareciam presas na minha garganta. Carlos me olhava com aquela mistura de desconfiança e dor, esperando uma resposta que eu não sabia como dar. Respirei fundo, tentando organizar os pensamentos. — Eu… fiz algo que não devia — soltei, sem conseguir encará-lo. — O que você fez, Franciele? — a voz dele saiu mais baixa, mas carregada de tensão. Engoli em seco. Como eu ia explicar Alexandro sem causar um estrago ainda maior? Como eu ia falar que um homem que eu m*l conhecia agora parecia ter uma obsessão por mim? — Naquela noite… quando saí sozinha, eu bebi demais e acabei num lugar onde não devia estar — comecei, escolhendo as palavras com cuidado. — E… conheci alguém. Carlos fechou a cara na

