CAPÍTULO 12

864 Words
Hannah O carro para na porta da casa de Matteo e que casa! É muito linda. Paro de frente à porta de entrada, respiro fundo algumas vezes e toco o interfone. Depois de alguns segundos, a porta é aberta por uma senhora de mais ou menos 50 a 65 anos. — Boa tarde. A senhorita é a Hannah? — Sim, sou eu mesma. Prazer. — Prazer, sou a Carina. Entre O senhor Matteo pediu que, assim que a senhorita chegasse, eu a levasse ao escritório. Ele está à sua espera. Apenas confirmo com a cabeça e começo a segui-la até o escritório. Pelo caminho, vou admirando aquela enorme casa. Carina bate na porta e logo Matteo responde com um “entre”. Ela o avisa que eu já cheguei e, logo em seguida, me dá passagem. Entro, e ela pede licença e se retira. — Sente-se — ele aponta para a cadeira da mesa do escritório. Eu me sento, e ele me encara. — Queria falar com você sobre algumas coisas. — Ok. — Achei melhor conversarmos sobre isso, só nós dois. Meu coração dispara e começo a ficar nervosa. — Como você pode ver, a casa é grande. Tem três quartos além do meu, então você pode escolher qualquer um deles. Os três são suítes e têm closet. Você pode decorar como quiser, inclusive com os móveis. Estão todos vazios. — Eu vou ser bem direto: não gosto dessa história de casamento. — Então, por que aceitou? — Porque eu estudei e me formei para isso. Não vou deixar qualquer um tomar conta dos negócios da minha família. — Esse casamento é uma fachada mesmo, e não espere que eu seja fiel, porque não vou ser. E não haverá nada entre nós dois. Eu também não vou te mandar em nada; não sou seu pai nem sua babá. — Vou continuar com a minha vida de sempre. A única diferença é que, para todos, virei um homem casado. — A Carina vai te ajudar com o que precisar. Eu já terminei. Pode ir. Estou me controlando para não chorar. Levanto-me e saio sem dizer uma palavra. Carina está na sala com as minhas malas todas à sua volta. Ajudo com as malas e subimos as escadas até o corredor dos quartos. Ela me mostra os quartos, e decido ficar com o quarto de frente ao de Matteo. Começo a arrumar minhas roupas no closet. Quando termino, resolvo ir tomar banho. Assim que termino, me visto e desço para jantar. Ao descer as escadas, não vejo ninguém. Vou até a cozinha e encontro Carina terminando o jantar. — Oi, Dona Hannah. A senhorita quer jantar agora? O senhor Matteo pediu para avisar que não vai jantar. — Então não precisa colocar a mesa. Jantarei com você aqui, se não se importar. — De maneira alguma, mas a senhorita, jantar aqui na cozinha. — Por que não? Assim você me faz companhia. — Se a senhorita deseja assim. Carina é um amor de pessoa. Ela me lembra muito a Mary, que trabalha na casa dos meus pais. Fico conversando com ela na cozinha até ela terminar o jantar. Assim que termina, ela me serve e se senta na mesa comigo. — Carina, está magnífico o jantar. Parabéns! — Obrigada, Dona Hannah. — Por favor, sem o “Dona”. Só Hannah. — Sorrio. Carina dá um pulo da cadeira, assustada, olhando para a porta. — Senhor Matteo! O senhor precisa de alguma coisa? Quer jantar? Se quiser, coloco a mesa imediatamente. — Não precisa, Carina. Ele me encara e continua: — Como você ainda não comprou os móveis do seu quarto, pode dormir no meu. — Obrigada, mas não precisa. Levanto-me e saio da cozinha, indo para o meu quarto. Troco de roupa e coloco um baby doll preto de bolinhas brancas. Logo depois, alguém bate na porta. — Só um segundo! Abro a porta — é Carina. — A senhorita precisa de alguma coisa? — Na verdade, pode me arrumar edredom e travesseiros? — Quantos a senhorita precisa? — Quantos você conseguir. — m*l me pergunte, para que a senhora vai usá-los? — Vou fazer uma cama. — Certo, já volto. Carina sai e, depois de algum tempo, volta com algumas almofadas grandes e dois edredons. — São dos sofás. Acho que ficam melhores que os travesseiros. — Com certeza, Carina. Obrigada. Se quiser ir descansar. Ela me deseja boa noite e sai. Pego as almofadas, faço a minha cama e cubro-as com um dos edredons. Ficou melhor do que eu imaginava. Ouço batidas na porta novamente. Caminho até ela e a abro. — Esqueceu o travesseiro, Carina? Quando abro a porta, vejo Matteo com o travesseiro nas mãos. Ele o estende e me entrega, sem dizer nenhuma palavra. Pego o travesseiro da mão dele e falo: — Obrigada. Ele não responde, apenas me olha. — Por que não dorme no meu quarto e para com essa palhaçada aí? Eu não vou dormir em casa mesmo. — Não precisa, é só uma noite. Passa rápido. Ele não diz nada e sai. Deito-me e fico olhando para o teto até pegar no sono.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD