CAPÍTULO 18

858 Words
Hannah Desço e cumprimentei algumas pessoas que já haviam chegado. Vejo os meus, vamos dizer “sogros” e os cumprimentos. Matteo, como sempre, nunca está por perto, então continuo ali mesmo, conversando com os meus sogros. Logo, mamãe e papai chegam e se juntam a nós. Conversamos por mais algum tempo e eu vou cumprimentar mais algumas pessoas que chegaram. Não conheço quase ninguém; os que conheço já os vi em algumas reuniões com papai em sua casa. Com certeza há mais de dez pessoas. Fico preocupada e vou falar com Carina. — Carina? — Pois não, Hannah? O que posso ajudar a senhorita? — Lhe disse que o jantar era para umas dez pessoas, mas há bem mais que isso. Eu perguntei ao Matteo será que ele errou a conta? — Hannah, a senhorita não precisa se preocupar. Conheço os jantares que o senhor Matteo dá aos seus sócios, e sempre são bem mais de dez. Dez são apenas os sócios da empresa, mas sempre vêm mais dez ou vinte pessoas a mais , possíveis novos sócios. Está tudo bem, a senhorita não precisa se culpar. O senhor Matteo é de poucas palavras. — Obrigada, Carina — digo, suspirando e me sentando à mesa da cozinha, sentindo-me um peixe fora d’água. Se Carina não soubesse como são os jantares de Matteo e eu agradeço a Deus por isso eu estaria perdida, passaria a maior vergonha. Eu não sirvo pra essa vida. Por mais que eu ame o Matteo, ele não está facilitando as coisas está cada vez mais difícil. — A senhorita está bem? — Estou sim, Carina — digo, forçando um sorriso. — A senhorita logo, logo se acostuma. E o que precisar, eu ajudarei sem problema algum. — Obrigada, Carina. Ouvir isso é um alívio… tomará mesmo. — Bom, deixa eu voltar, né? — digo, abraçando-a rapidamente antes de sair da cozinha. Volto para a sala. Deve haver umas vinte pessoas alguns acompanhados, outras sozinhas. A maioria conversa em pequenos grupos de quatro ou cinco. Passo e cumprimento novamente algumas pessoas, vendo se está tudo bem. Mamãe e dona Carla conversam sentadas no sofá. Papai e o senhor Teodoro estão conversando com dois homens. Onde Matteo se meteu? Estou voltando para a cozinha para pedir à Carina que o procure das últimas vezes que tentei achá-lo, não foi muito agradável. Então, sinto alguém segurar meu braço. — Boa noite, senhorita. — Boa noite. — Acho que não a conheço. É sócia da empresa do Matteo? — Meu pai é. O Lorenzo. — Não sabia que Lorenzo tinha uma filha tão linda e encantadora assim. — Obrigada — digo envergonhada, sentindo meu rosto corar. — Me desculpe, não me apresentei. Lucas, prazer. — Ele estende a mão. — Hannah. — Pego em sua mão, cumprimentando-o. — Se me dá licença, Ele sorri, e eu vou até a cozinha. Pego um copo com água e bebo. Carina está numa correria só, coitada. — Carina, sabe onde Matteo está? — Ele estava no escritório. A senhorita quer que eu o chame? — Sim, por favor. — O que a senhorita está fazendo? Eu termino pra você. — Imagina, eu termino quando voltar. — Não, senhora. Eu vou te ajudar. — Estou terminando de arrumar a salada. É rápido, eu termino quando voltar. — Não, não. Eu termino, e você chama o Matteo pra mim, por favor. Então, Carina saiu da cozinha à procura de Matteo, e eu continuei terminando a salada. — Além de bonita, é prendada. Muitas qualidades a senhorita tem. Viro-me e vejo Lucas perto do balcão, com um copo de uísque nas mãos. — Obrigada. — Sei que não se deve perguntar isso a uma mulher, mas estou curioso quantos anos você tem? — Eu tenho dezessete anos. — Não parece. E o que está fazendo aqui? Veio acompanhar seu pai? — Não, ela é minha nora — diz dona Carla, entrando na cozinha com minha mãe. Ele a olha como se não acreditasse no que acabara de ouvir. — Não sabia que Matteo tinha se casado novamente. Achei que ele não se casaria mais depois da ex-esposa — diz ele, tomando um gole da bebida. — Se me dão licença, senhoritas. Ele sai da cozinha, e dona Carla está com uma expressão séria. — Dona Carla, se a senhora me permitir — hesito um pouco. — Eu me lembro de Matteo ter sido casado. O que aconteceu? — Hannah, meu anjo, na hora certa eu contarei. Mas não agora — diz ela com um leve sorriso. Apenas assinto com a cabeça. Nesse momento, Carina entra na cozinha. — Hannah, o senhor Matteo estava em reunião no escritório. — Obrigada, Carina. — Hannah, nos acompanhe com uma taça de vinho — pede mamãe. — Claro, mamãe. Pego uma taça e me sirvo com vinho. — Poderia servir o jantar daqui a uns vinte minutos, Carina — diz Matteo da porta da cozinha. Como sempre, está impecável em seu terno azul-escuro. — Vamos? — pergunta dona Carla. Mamãe olha para mim e sorri. Eu apenas as sigo. Matteo nos dá passagem, mas não diz nada.
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