Daniel
1988
Era de tarde, eu e papai chegamos mais cedo da viagem pra ver a mamãe, estava tão animado, mamãe deveria estar com saudades de mim, por que sou o príncipe dela. Olhei pra papai que dirigia sorrindo também animado. Papai é um homem muito gentil, ele tem pontinhos brancos na cabeça, disse que um dia vou ter também
Mamãe anda muito estranha, ela sai escondida e não conta pro papai e nem me leva, acho que ela tá triste comigo. Lá no hotel eu peguei um moooonte de flores bonitas no jardim pra deixar ela muuuuito feliz, papai disse que mulher só fica feliz quando ganha presente, então vô dar flor pra ela.
Mamãe é muito bonita, mas acho que está doente coitadinha, um dia desses eu cheguei cedo da escolinha e fui falar com ela, mas o quarto estava fechado, eu ia bater mas ouvi mamãe gritar lá dentro. Ela gritava muito e fiquei com medo, me escondi de baixo da cama, quando mamãe foi lá e me achou ela estava toda vermelha e suada.
O que será que está acontecendo com a mamãe? Será que fiz algo r**m? Ela tá me tratando m*l desde aquele dia, olha feio pra mim. Será que foi porque me escondi?
Mas hoje mamãe vai ficar feliz, vou dar flor pra ela. Papai parou o carro na frente de casa e eu tentei sair, mas o cinto não deixou. Papai riu e me soltou.
- quer que eu entre com você? - ele bagunçou meus cabelos como sempre fazia.
- não - ri e peguei as flores - é surpresa minha, Papai fica!
- tudo bem garotão - ele abriu a porta pra mim, eu saí e corri pra casa, olhei pra trás e dei tchau - tchau rapaz!
Vi papai sair com o carro e eu entrei correndo em casa. A casa estava toda escura, ouvi de novo os gritos, fiquei com medo, meu coração bateu rápido.
E se mamãe estivesse em perigo? Papai tinha saído e eu era o homem forte da casa. Iria proteger mamãe!
Fui devagar pro quarto dela que era de onde os gritos vinham. A porta estava aberta e entrei devagar. Mamãe estava na cama sentada de costas para mim, me aproximei e vi um homem.
- mamãe tá brincando de cavalinho? - perguntei ao me aproximar.
Mamãe virou pra mim assustada e levantou rápido, ela estava pelada, o homem também levantou e vi o piu piu dele.
- será que ele vai contar? - o homem perguntou, os olhei confuso, porque estavam pelados se estavam brincando de cavalinho?
- mamãe, quero brincar também! - eu disse dando pulinhos.
Mamãe veio até mim e me deu um tapa no rosto, eu cai no chão. Por que mamãe fez isso? - comecei a chorar sem parar. Mamãe foi m*l!
- ele só tem seis anos e age como se tivesse quatro - ela se ajoelhou perto de mim - você não vai contar pro seu pai não é?!
- mamãe tá doendo - passo a mão no meu rosto chorando.
- me responde Daniel, você vai contar? - ela falava como se estivesse com raiva e medo, me assustando.
- não mamãe, desculpa, não vô contar - mamãe me olhou, ela pegou o cinto e olhou para o seu amigo.
- se veste, vou prevenir que ele não conte nunca - ela disse ao homem e logo em seguida foi se levantando com o cinto na mão.
- não mamãe, não por favor - eu chorava e me encolhi ainda mais ali no meu lugar,
- é pro seu bem meu filho... pro seu bem - ela levantou o cinto para me bater.
Levantei de uma vez da cama, meu corpo estava suado e meus cabelos colado em minha testa, me levantei e fui até o banheiro jogar água em meu rosto, estava pálido e com aparência cansada. Olhei o relógio e Já eram 17:57h. Fui para o quarto e comecei a me vestir.
- já vai sair querido? - uma mulher se sentou na cama, tentei lembrar seu nome mas não consegui.
- tenho coisas para fazer - a olhei, seu belo corpo moreno ainda estava nu e suado, seus grandes e belos s***s com marcas de chupões.
Ela levantou da cama, sua pele morena brilhava levemente com a luz do sol do fim da tarde, com passos lentos ela andou até mim. Olhava para ela calado, era atraente, postura fina, um corpo de boneca, seus cabelos negros eram curtos, seus olhos azuis eram meio apagados, mas sexy.
Ela era gostosa, mas não o suficiente para que eu deixasse meus compromissos e ficasse ali com ela. Não estou desesperado e nem ela tem a b****a de Ouro, então quando a mesma colou seu corpo no meu a afastei pro lado e terminei de me vestir. Ela se sentou em uma cadeira bufando, o que não me afetou em nada. Se fica irritada fácil, f**a-se! Mulher é que não falta no mundo. E quem é que não vai me querer? Se eu fosse mulher eu me comeria.
Estava terminando de arrumar a minha gravata quando escutei batidas rápidas em minha porta me fazendo suspirar. Só queria um minuto de paz, era pedir muito senhor?
Ao abrir a porta me deparei com Geraldo, um de meus seguranças, ele parecia nervoso e isso significava que alguém tinha feito merda e seria demitido.
- senhor temos um problema... - ele não me olhava diretamente, seus olhos vasculhavam o chão do quarto.
- diga - o olhei sério, não tinha paciência para incompetência
- ela fugiu senhor, mais já foi recuperada - ele disse com certo medo no olhar me deixando com raiva.
- ela o quê? - o peguei pela gola do palito e o joguei de uma vez dentro do quarto. A mulher que estava comigo gritou de susto, tinha mais coisas pra fazer do que me importar com a sensibilidade dela.
- DEI APENAS UMA ORDEM À VOCÊS - gritei de raiva o pegando do chão e dando um soco em seu rosto, ele tentava falar alguma coisa, mas a raiva havia me consumido. Odiava incompetência e se Melanie tivesse fugido poderia estragar tudo. Para terminar joguei Geraldo em cima da escrivaninha fazendo cair tudo que estava em cima dela e a quebrando.
- não deixe-a fugir! Uma ordem, nada mais, és tão difícil assim? - ele estava ali se levantando com certa dificuldade.
- não senhor - ele praticamente gritou já ficando em pé - mais uma coisa senhor
- o que mais? - perguntei já apertando as mãos em punho.
- foi.... foi ele que a trouxe - sua voz tremia, cheguei a pensar que ele iria chorar - aquele homem, ele está lá embaixo o esperando.
- limpe toda essa bagunça e leve a v***a imprestável pro buraco de onde ela veio... - respirei fundo para me acalmar enquanto passava as mãos em meu cabelo, saía do quarto quando parei na porta sem o olhar disse - e depois pegue suas coisas e saía de minha casa, você e seus amigos inúteis
Descendo a escada pude ouvir sua voz pomposa, seu sotaque britânico, a malícia em suas palavras. Aquele era o satanás em pessoa, o m*l inacabado.
- Daniel meu amigo - Thomas estava sentado com seu terno preto impecável como sempre, Melanie estava ao seu lado, seu rosto estava molhado e um pouco avermelhado e seu corpo tremia - achei seu brinquedinho novo!
Thomas passou a mão nos cabelos de Melanie, reparei que havia homens de preto com óculos parados pela minha sala e meus homens estavam ajoelhados em frente a eles.
- a que devo a honra de sua presença?
- ouvi falar que estava com um brinquedinho novo e queria experimentar, pelos velhos tempos - ele falava enquanto pegava uma espécie de punhal com um de seus homens, em seguida passou o mesmo pelo corpo de Melanie em direção a sua parte íntima. Aquele ato me fez trancar os dentes, porém mantive meu olhar indiferente já que não iria demonstrar meu ódio a ele.
- creio que será impossível - dei um passo em direção a eles, mas Thomas colocou o punhal no pescoço de Melanie - ela ainda não foi tocada, estou pensando em vendê-la para Arábia ou eu mesmo usá-la como minha escrava pessoal.
- você é um bom garoto Daniel, mas não tem a capacidade de escolher como eu, então para te livrar de um fardo levarei ela, as garotas de minha boate estão velhas, preciso trocar elas - ele passou a mão nas pernas de Melanie a fazendo fechar as pernas e me olhar com medo, cerrei os punhos.
- sei que é capaz de achar mulheres mais apropriadas, esta criança nem ao menos sabe andar de salto - tentei o fazer mudar de ideia, mas sem parecer desesperado.
- mas esses olhos, essa pele, a boca... tendo isso o resto se dá um jeito - ele me olhou e sorriu com dentes brancos perfeitos - está decidido, a levarei, me avise quando ela estiver pronta, aliás, a várias formas de aproveitar uma mulher sem tirar sua pureza - ele beijou o ombro de Melanie fazendo ela estremecer, tive que contar mentalmente até dez.
- mas Thomas... - tentei argumentar com ele.
- deixarei ela com você por um tempo. Faça o que quiser, ensine ela a ser uma mulher de verdade e logo logo ela será minha - ele se levantou, sua barriga estava maior do que eu me lembrava. Quando passou a mão nos cabelos negros lustrosos vi pela primeira vez que eram ensebados - até velho amigo - ele disse por fim e saiu junto de seus seguranças.
Suspirei e andei até Melanie que se encolheu, a puxei e abracei forte pousando o queixo em sua cabeça enquanto acariciava suas costas.
- nunca mais fuja de mim, há pessoas piores que eu nesse mundo, nem sempre elas vão ser boazinhas com você entendeu? - ela apenas confirmou com a cabeça, olhei para os seguranças que ainda estavam ajoelhados no chão - podem ir, estão liberados.
Levei Melanie para seu quarto a deitando na cama devagar, ela estava tremendo de medo, não sabia se era de mim ou de Thomas. Ao lembrar dele tocando nela, a ameaçando, faz meu corpo ferver de ódio. Ninguém iria tocar nela, ela era minha, minha mercadoria, meu objeto, a minha mulher. Só eu podia corromper aquele corpo e mataria qualquer um que a tocasse, até mesmo Thomas.
Mesmo ela parecendo aquela mulher....