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Entre Ângulos e Versos :A Arquitetura da Decoração

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Sinopse: Entre Ângulos e VersosA Arquitetura da DecoraçãoOlívia Duarte construiu seu império tijolo por tijolo. O que começou como um pequeno negócio de "pegue e monte" aos vinte anos, transformou-se em uma rede de lojas de festas de luxo e uma carteira de investimentos internacionais invejável. Aos trinta, ela é dona de sua própria mansão e de um destino que ninguém mais comanda. Doce e carismática, Olívia não se importa em colocar a mão na massa, mesmo que isso faça o mundo subestimar sua conta bancária.Sebastian Rossi é um homem de estruturas rígidas. Arquiteto renomado e presidente global, ele acredita que tudo na vida pode ser projetado e controlado. Traumatizado por um passado familiar sombrio e pela crueldade do pai, ele baniu o amor de seu vocabulário, tornando-se um homem frio e implacável que usa o dinheiro como escudo. Para ele, todos têm um preço.O primeiro encontro em Curitiba foi um desastre. Após Olívia salvar a vida de sua avó, Sebastian tentou pagá-la com um maço de dinheiro, recebendo em troca apenas o desprezo silencioso de uma mulher que não estava à venda. Ele nunca esqueceu o rosto daquela "pobre coitada" que teve a audácia de ignorar sua fortuna.O destino, porém, gosta de ironias. Quando Olívia viaja ao Rio de Janeiro para decorar a festa do pequeno Lorenzo — o xodó de Sebastian —, o reencontro explode em faíscas de ódio e atração. Entre brigas constantes e trocas de farpas, Sebastian se vê obcecado pela mulher que desafia sua autoridade e ignora seu poder.Ele luta contra o desejo para proteger seu coração de gelo. Ela luta para manter sua paz diante da arrogância dele. Mas, em um jogo onde os ângulos dele se perdem nos versos dela, a estrutura de Sebastian começará a ruir. Ele aprenderá que o amor não se projeta — ele acontece. E quando aceitar que Olívia é sua, o mundo entenderá que ninguém toca no que pertence a um Rossi.

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Capítulo 1: O Ouro Debaixo da Poeira
(POV: Olívia Duarte) Meus pés protestavam a cada passo que eu dava no asfalto frio de Curitiba, um ritmo constante de dor que parecia marcar o tempo de um dia que se recusava a acabar. Eu olhei para as minhas mãos por um breve segundo sob a luz amarelada dos postes; as unhas, que um dia já foram bem feitas, agora carregavam vestígios de glitter dourado, resquícios de fita adesiva e uma fina camada de poeira de madeira. Suspirei, mas não era um suspiro de tristeza ou derrota. Era aquela satisfação profunda, quase visceral, que só quem construiu o próprio castelo tijolo por tijolo — e muitas vezes carregando o cimento nas costas — consegue sentir. Aquele sábado tinha sido insano, até para os meus padrões. O cronômetro da minha vida parecia ter disparado às cinco da manhã, quando coordenei a chegada de três caminhões de flores frescas que perfumarão todo o depósito. De lá para cá, foram três contratos de decoração completa, dois buffets infantis temáticos e uma montagem de luxo para um casamento no campo que exigiu cada grama da minha paciência e criatividade. Como eu sempre digo para o meu irmão, o Gabriel: "Não importa o tamanho da sua conta bancária ou o prestígio da sua marca; o dono só conhece realmente o próprio negócio se souber exatamente como o chão é varrido". E hoje, eu varri muito chão. Subi em escadas de três metros para prender arranjos florais milimetricamente alinhados, carreguei caixas pesadas de cristais e lidei com fornecedores atrasados. Para os clientes que me viram trabalhando, eu era apenas a "menina da decoração". Alguém que vestia uma calça jeans escura já gasta nos joelhos, uma camiseta preta com o logo da Duarte Festas e o cabelo preso em um coque que, a essa altura da noite, era mais um ninho de fios rebeldes do que um penteado funcional. Eu estava suada, exausta e coberta por uma poeira de trabalho que eu ostentava como se fosse uma joia de família. Eu amava esse estado de entrega. Amava "pôr a mão na massa" e ver a mágica acontecer. O que ninguém ali sabia — e eu não fazia a menor questão de contar — é que aquela "menina simples" tinha acabado de fechar um investimento pesado na bolsa de valores internacional enquanto mastigava um sanduíche natural rápido no depósito. Aos trinta anos, eu tinha construído um império silencioso. Minha loja de dois andares no coração de Curitiba era apenas a ponta visível de uma vida financeira que eu planejei com a frieza de um estrategista, mas executei com o coração de uma sonhadora. — Você trabalha demais, Olívia. — A voz da minha mãe, Regina, ecoou na minha mente, carregada daquela preocupação doce que só as mães têm. Eu sorri sozinha enquanto estacionava minha caminhonete de trabalho — um veículo robusto, prático e cheio de adesivos da loja. Minha mãe não entendia que esse "trabalho demais" era o que mantinha nossa família naquela casa maravilhosa, o que garantia a tranquilidade do meu pai, Antônio, e o futuro da pequena Maya, minha sobrinha e meu xodó. Minha família era o meu combustível, meu porto seguro e o motivo de cada investimento que eu fazia. Desci do carro, sentindo o ar fresco da noite curitibana bater no meu rosto, aliviando um pouco o calor do corpo cansado. Olhei para a fachada da minha loja, com suas vitrines impecáveis exibindo o que havia de mais luxuoso em eventos. Aquele prédio era o meu santuário. Eu estava prestes a destravar a porta lateral quando um movimento à minha direita, perto de um dos grandes vasos de fícus e lavanda, me fez congelar. Uma senhora estava curvada, apoiando-se com dificuldade na parede de vidro da vitrine. Uma de suas mãos pressionava o peito com força, enquanto a outra tremia visivelmente. Instantaneamente, todo o meu cansaço físico evaporou, substituído por uma descarga violenta de adrenalina e empatia. — Senhora? — Me aproximei rápido, minha voz saindo em um tom suave, mas carregada de urgência. — A senhora está se sentindo bem? Consegue me ouvir? Ao chegar perto, percebi que não se tratava de uma senhora comum. Apesar da palidez assustadora e do suor frio que brotava em sua testa, ela exalava uma elegância que o dinheiro, por si só, não consegue comprar. O corte de cabelo era um chanel moderníssimo e impecável; ela usava um conjunto de linho que eu reconheceria em qualquer revista de alta costura e um relógio discreto no pulso que, eu sabia bem, custava mais do que muitos carros populares. Ela tinha uma aparência jovial, daquelas mulheres que parecem desafiar o tempo com graça, mas seus olhos azuis estavam apertados em uma agonia clara. — Eu... eu só perdi o fôlego — ela sussurrou, a voz saindo frágil como um cristal trincado. — Me desculpe, minha querida. Eu só precisava... parar um pouco. Está tudo girando. — Não peça desculpas por precisar de ajuda — respondi prontamente, envolvendo-a pelos ombros. Senti o tecido caro do casaco dela sob meus dedos ásperos do trabalho do dia todo. O contraste era gritante: a herdeira elegante e a decoradora coberta de glitter e poeira. Mas ali, naquele momento, nada disso importava. — Sou a Olívia. Vamos, tente se apoiar em mim. Sente dor ou apenas tontura? — Uma pressão... aqui no peito — ela admitiu, e minha preocupação dobrou de tamanho. Eu sabia que não podia ignorar aquilo. Em Curitiba, o frio as vezes enganava o coração, ou poderia ser algo muito mais sério. Minha família sempre me ensinou que a maior riqueza de um ser humano é a capacidade de estender a mão sem olhar a quem. Eu não via joias, não via linhagem; eu via uma mulher que poderia ser minha mãe ou minha avó precisando de socorro. — Eu vou levar a senhora para o hospital. É aqui perto, não vai levar dez minutos — afirmei com segurança, já começando a guiá-la em direção à caminhonete. — Não quero incomodar... você parece ter tido um dia tão longo... — Ela olhou para as minhas roupas, notando a mancha de tinta no meu braço e o meu estado geral de exaustão. — Eu posso chamar um táxi... Dei um sorriso pequeno, aquele que meu pai diz ser capaz de acalmar até tempestade no mar. — Meu dia só acaba de verdade quando eu tiver a certeza de que a senhora está em boas mãos. Por favor, confie em mim. Qual é o seu nome? — Vitória — ela respondeu, permitindo que eu a ajudasse a subir no banco do passageiro. — Vitória Rossi. Ao fechar a porta e contornar o carro, eu não fazia a menor ideia de que aquele sobrenome, Rossi, era o prelúdio de um furacão que viraria minha vida do avesso. Para mim, Vitória era apenas uma vida. Liguei o motor e saí pelas ruas de Curitiba, dirigindo com uma agilidade cautelosa. Olhei para ela pelo canto do olho enquanto trocava as marchas; ela estava de olhos fechados, lutando para controlar a respiração. — Você é muito doce, Olívia — Vitória murmurou, um fio de voz cruzando o espaço entre nós. — Hoje em dia, as pessoas têm pressa demais para notar quem está tropeçando no caminho. — O mundo pode ter pressa, Dona Vitória, mas eu sempre tenho tempo para o que realmente importa — respondi, apertando o volante com determinação. Eu era Olívia Duarte. Eu não tinha medo de crises financeiras, de noites sem dormir ou de grandes desafios. Eu era uma fortaleza construída com amor e trabalho duro. No entanto, o que eu não podia imaginar era que, em poucos minutos, dentro daquele hospital, eu enfrentaria algo para o qual nenhum investimento ou curso de decoração me preparou: o choque frontal com um homem que acreditava que o mundo inteiro tinha um código de barras, e que tentaria comprar minha humanidade com um maço de notas de cem reais. O destino estava traçando os ângulos de um encontro inevitável, e a poeira nas minhas mãos estava prestes a encontrar o gelo da alma de um Rossi.

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