A mansão parecia calma demais. Era o tipo de silêncio que não trazia paz. Trazia aviso. Dominic sentiu isso no instante em que entrou novamente no escritório. Não era algo visível. Não havia nada fora do lugar, nenhum alarme disparado, nenhum movimento suspeito. Mas havia algo. Errado. Ele fechou a porta atrás de si lentamente, os olhos percorrendo o ambiente com atenção cirúrgica. Nada. Ainda assim… não era nada. Dominic se aproximou da mesa, apoiando as mãos na superfície fria, o maxilar tensionando quase imperceptivelmente. Experiência. Instinto. Sobrevivência. Tudo gritava a mesma coisa. Algo tinha passado. E não deveria. A porta abriu. Matteo entrou. — Precisamos conversar. Dominic não se virou. — Já estamos. Matteo fechou a porta atrás de si, o rosto mais sério

