A mansão nunca tinha estado tão silenciosa. Mas não era um silêncio de paz. Era vigilância. Depois de Sergio, tudo mudou. Os seguranças estavam mais rígidos, os olhares mais atentos, os passos mais calculados. Cada porta verificada duas vezes. Cada acesso monitorado. Nada entrava. Nada saía. Dominic estava no escritório desde cedo, com Matteo e mais dois homens de confiança. Mapas abertos, telas acesas, nomes sendo cruzados. — Eu quero tudo — disse Dominic, a voz baixa, firme. — Quem entrou, quem saiu, quem teve contato com ele. Últimos três meses. — Já estamos levantando — respondeu Matteo. — Não. — Dominic ergueu o olhar. — Não estamos levantando. Já devia estar pronto. Silêncio. Matteo assentiu. — Vai estar. Dominic passou a mão pelo queixo, os olhos voltando para a tela.

