XLII

518 Words

Rowena despertou. O quarto ainda estava mergulhado em sombras frias, o ar denso do norte entrando pelas frestas de pedra. Ela virou-se por hábito e então percebeu. Ewan estava imóvel demais. A respiração, curta. A pele, úmida. Rowena levou a mão à testa dele. Quente. Quente demais. — Ewan… — chamou em voz baixa. Os olhos azuis se abriram lentamente, lúcidos, atentos demais para alguém doente. — Já estou acordado — murmurou. — Tenho reunião com o conselho. Ela não retirou a mão. — Tens febre. — Não é nada. — Não é uma pergunta. Ele tentou se erguer, mas Rowena pressionou o ombro dele com firmeza surpreendente. — Deita. Ewan a encarou, incrédulo. — Estás me dando ordens? — Estou te proibindo de trabalhar — respondeu ela, fria e precisa. — Como tua rainha. — Não preciso de—

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