Ewan seguiu direto para a sala de armas, o manto branco ainda manchado de sangue inimigo.
Ainda carregava a espada suja de sangue em mãos, apertando firme o cabo da espada. Chegou na sala de armas, pegou um pano e começou a limpar o sangue da espada com movimentos lentos, porém firmes. Enquanto limpava a lâmina minuciosamente, sua mente lhe levou de volta para o momento em que Rowena pediu que ele eliminasse o inimigo, e ele não hesitou, jamais hesitaria em matar um inimigo, tinha sangue frio para isso, foi treinado anos para isso. Mas não foi isso que o incomodou dessa vez, foi o fato de que com o pedido dela ele sentiu prazer em matar.
Ewan nunca foi o tipo de homem que sentisse prazer em matar, ele fazia isso por costume, por obrigação, pelo reino. Nunca sentiu prazer, nunca sentiu nada. Mas por Rowena sim, ele sentiu prazer em matar o homem que ousou ameaça-la, sentiu prazer em ver o sangue dele espirrar em sua roupa, gotas pequenas que celebraram o fim de um inimigo. Mas o que mais ficava na cabeça de Ewan, era a falta de medo dela. Rowena pediu que ele fizesse, olhou ele fazer, não sentiu medo dele, por que não ? Por que ela não temia o lado mais frio do homem mas temido das terras altas. Por que Rowena clamou por esse lado dele que todos na sala tinham medo de só ouvir o codinome?. Ewan foi tirado de seus pensamentos pelo som das grandes portas de ferro se abrindo. Se virou e viu Rowena, ainda com o vestido branco, coroa simples, semblante irritavelmente calmo. Ele parou o movimento de limpar o sangue da lâmina na hora.
— Meu rei — Rowena falou e se abaixou para fazer uma reverência.
Ewan caminhou até ela, ainda com a espada em mãos, levou a mão livre e levantou o rosto de Rowena com a ponta dos dedos.
— Rowena.
Ela levantou os olhos e encontrou os olhos de seu marido, claros, brilhantes de um jeito que ela não se recordava de já ter visto.
— Sim, Ewan? — A voz saiu baixa, Rowena estava presa no brilho dos olhos dele.
Ewan ajudou ela a se levantar apenas com uma mão.
— Não me temes, não é?
— Pensei que já soubesses disso, meu rei.
Ewan soltou uma risada nasal.
— Eu já sabia que não temes o rei, nem temes seu marido. Mas confesso que não pensei que não temia também o lobo.
Rowena inclinou levemente a cabeça, os cabelos longos e escuros caíram sobre o ombro.
— Eu não temo o lobo, eu..admiro ele, quero ele...desejo ele.
Ewan estreitou os olhos.
— Rowena, tens noção do que estás a falar ?
Rowena abriu a boca, fechou, hesitou.
— Não quero que me repreenda, Ewan.
Ewan rosnou levemente.
— Não estou, apenas lhe questionei se tens noção do que fala.
— Tenho.
Ewan jogou a espada que limpava no chão, o som não fez nem sequer Rowena piscar. Ele deu um passo longo e se aproximou dela quase colocando seus corpos.
— Vou lhe perguntar a última vez. Rowena MacAllister, tem noção do que me falou ? Tem certeza ?.
— Sim, Ewan MacAllister.— Rowena não hesitou, não piscou, não mudou o tom de voz.
Ewan soltou uma risada baixa, levou uma mão até o rosto dela e apertou seu rosto sem brutalidade, mas com força controlada, puxou seu rosto para perto do seu.
— Terá o lobo sob você hoje então, como deseja.
O coração de Rowena acelerou, batia tão forte que ela tinha certeza que Ewan conseguia ouvir, mas não era medo, era ansiedade crua.
Ewan puxou Rowena para um beijo firme, forte, sem espaço para respiração. Levou sua mão até seus cabelos e puxou com força para trás, fazendo ela arfar surpresa.
— Tire a roupa, agora.
Rowena fez o que ele mandou, começou a se despir lentamente, as peças iam caindo no chão, Ewan estava encostado na grande mesa de carvalho onde repousavam inúmeras armas de batalha, adagas, espadas, flechas.
Ewan mantinha os olhos nos movimentos dela, não demonstrava nada. Sua respiração era controlada, sua expressão neutra, porém seus olhos não. Os olhos claros de Ewan sempre frios e gélidos, estavam em chamas, como se consumisse Rowena apenas com o olhar. Rowena tirava as peças com movimentos lentos propositalmente, ele sabia, mas não disse nada.
Quando o vestido deslizou no chão, Rowena ficou nua, Ewan passou a língua nos lábios.
Rowena estava em pé, nua, cabelos longos caíam lisos até quase bater na b***a, s***s pequenos firmes, a curva da cintura definida.
Ewan ficou encarando até percebe Rowena ruborizar.
— Venha, deite aqui.— Ewan esticou a mão para ela segurar e indicou com a cabeça a mesa.
Rowena olhou para a mesa, viu as armas ali, espadas, escudos, adagas.
Segurou a mão dele, não teve medo, o que fez ele sorrir para ela.
Ewan guiou ela até a mesa, ergueu Rowena e colocou ela no centro da mesa, rodeada de suas armas. Feitas em grande maioria por ele mesmo, usadas em campo, para dor, sofrimento, medo.
Mas agora o papel delas não era esse, era apenas assistir ou talvez para Ewan, enfeitar Rowena.
Ela se deitou sem tirar os olhos dele. Ewan se deitou sob ela, controlando o peso para não a machucar.
Ajeitou as pernas de Rowena com os joelhos, se deitou e começou a beija-la.
Ewan passava a boca sobre todo o corpo dela, Rowena se mexia com a sensação, mas não era isso que ele queria. Ewan prendeu os braços dela em cima da cabeça com apenas uma mão, segurou firme ela ali.
— Quieta, Rowena.— Rosnou para ela.
Os beijos continuaram, ela mordia o lábio inferior tentando não soltar sons, mas era quase impossível.
Ewan se pressionou contra ela, Rowena podia sentir seu m****o duro contra sua coxa e isso estava quase a levando a loucura, ele sabia que estava a torturando.
— Pede.
Ela abriu os olhos.
— O que ? Ewan...eu—
— Vamos Rowena. Não é corajosa rainha ? Vamos. Me fala o que quer.
Ela respirou fundo, abriu a boca mas não saiu, tinha vergonha. Ewan pressionou mais seu corpo sob o dela, Rowena gemeu alto, mas não disse nada.
Ewan soltou um suspiro irritado e começou a se levantar de cima dela.
— Ewan...não, por favor.
Ele levantou a sobrancelha.
— O que você quer ?
— Você..— respondeu com os olhos fechados.
— Qual lado meu quer, Rowena?
Ela abriu os olhos.
— O lobo, eu...eu quero o lobo.
Ewan sorriu satisfeito.
— Isso, isso mesmo, rainha.