O vento ainda cortava forte no alto das muralhas, mas Rowena m*l o sentia.
Seus olhos permaneciam na vila, agora pontilhada por movimentos mais leves portas fechadas com cuidado, crianças correndo envoltas em lã, fumaça subindo das chaminés. Sinais simples de que aquela manhã mudara algo.
— Você fez o certo — disse ela, quebrando o silêncio. — Não como rei apenas… mas como homem.
Ewan manteve o olhar à frente.
— Foi uma decisão lógica.
Rowena soltou um leve suspiro, quase um riso contido.
— Você sempre tenta reduzir tudo à lógica — disse. — Mas não foi só isso.
Ele a encarou de lado.
— Explique.
Rowena virou-se para ele por completo, o manto balançando com o vento.
— Você poderia ter pesado custos, estoques, riscos políticos… e ainda assim ter escolhido esperar. Muitos fariam isso. — Ela hesitou um instante, escolhendo as palavras. — Mas você pensou primeiro nas pessoas. Mesmo sem dizer.
Ewan permaneceu em silêncio.
— Eu admiro isso em você — continuou ela, a voz mais baixa agora. — Sua disciplina. Sua capacidade de decidir sem hesitar quando todos tremem. Sua lealdade… até quando ninguém vê.
Ela deu um passo mais perto.
— E admiro o que poucos percebem. — Seus olhos encontraram os dele. — Que por trás do Lobo existe alguém que carrega o peso de cada escolha sozinho.
O vento soprou entre eles, mas nenhum dos dois se moveu.
— Você não precisa ser tão forte o tempo todo — disse Rowena, quase num sussurro. — Não comigo.
Por um instante, Ewan sentiu algo que nenhuma batalha lhe ensinara a enfrentar.
Não era medo.
Era exposição.
Ele levantou a mão lentamente, como se testasse o próprio gesto, e tocou o rosto dela com cuidado surpreendente para alguém conhecido pela frieza. Os dedos eram quentes, firmes.
Rowena não recuou.
— Rowena… — começou ele, mas não terminou.
Porque, pela primeira vez, nenhuma estratégia lhe pareceu necessária.
Ele a puxou para perto e a beijou.
Não foi um beijo impetuoso.
Nem dominador.
Foi contido no início, quase uma pergunta e então mais profundo quando ela correspondeu, segurando-o pelo manto, como se tivesse esperado por aquilo sem saber.
O mundo pareceu silenciar.
Quando se afastaram, suas testas permaneceram próximas, as respirações ainda descompassadas.
— O povo nos observa — murmurou Rowena a voz baixa.
Rowena sorriu, sem se afastar.
— Que vejam — respondeu. — Um rei que protege… e um homem que sente.
Rowena não respondeu com palavras, mas o sorriso que ofereceu a Ewan foi capazes de derreter o gelo que ainda restava em seu coração. Ele ficou a encarando nos olhos por um tempo, ela percebeu e ia questiona-lo.
— Ewa AHHHHH— o grito de Rowena soou alto e surpreso.
Ewan passou o braço por trás de Rowena e a levantou com facilidade.
— Ewan o que estás fazendo ?— ela o questionou com uma risada nervosa enquanto ele a carregava da sacada dos aposentos reais até a cama.
Ewan a deitou na cama com delicadeza surpreendente.
— Estas com frio ?
Rowena o olhou confusa.
— S-sim..
Ewan sorriu brevemente e se deitou sobre ela, segurando seu peso para não machuca-la.
Ela arregalou os olhos.
— O que estás fazendo ?
— Pretendo aquecer minha rainha, de um jeito... diferente.
Rowena riu alto e o som fez Ewan sorrir também, alto, como nunca tinha feito antes.
— Ewan... somos casados há sete meses, nunca me quis assim.— Rowena afirmou meio sem graça.
Ele levantou a sobrancelha incrédulo.
— Rowena.., eu..
— Não se justifique. Sei que não casou para isso.— ela o cortou.
Ewan soltou um suspiro resignado.
— Rowena, já te tenho como minha rainha, me permita te fazer minha mulher.— a voz de Ewan saiu baixa, porém firme.
Rowena não tirava os olhos de Ewan, ela estava confusa mas deseja ter ele como seu marido. Ela não disse nada, apenas assentiu e Ewan sorriu para ela.
Se abaixou e beijou ela novamente, dessa vez mais firme, profundo, como se quisesse marca-la como sua. Quando ele desceu a mão pela lateral do seu corpo e alcançou a mão para baixo do vestido Rowena enrijeceu o corpo e ele percebeu, sempre percebia cada mudança mesmo que minina.
— O que foi ? Não queres ?— a voz de Ewan soou magoada e ele já estava se levantando, mas Rowena apertou as unhas sem seu braço.
— Não é isso.. é que— ela parou envergonhada com a situação — eu..—
— Sou seu marido, seu primeiro homem. Sei que é virgem Rowena.
Ela mordeu o lábio sem graça.
— Minha rainha...confiei em mim, não é? No rei, no lobo, e em seu homem...se assim permitir.
Rowena suspirou profundamente.
— Sim, confio em ti em todas as versões.
Ewan se levantou e começou a se despedir na frente dela.
Ele tirou o manto, logo após a camisa, Rowena podia ver todos as cicatrizes presentes das guerras em que o lobo reinava em Ewan, as peças de roupa foram caindo, por fim sobrou apenas o último manto, que caiu no chão sem vergonha alguma.
Rowena passou os olhos pelo corpo de Ewan rapidamente.
Os ombros largos pelos treinos de espada, os braços fortes pelas incontáveis guerras lutadas, as cicatrizes que Ewan tinha pelo peito e abdômen, quando desceu mais os olhos...pode ver o m****o de Ewan e sua respiração falhou por um momento.
— Pe-pelos deuses...— ela corou violentamente desviando o olhar— Ewan... é tarde, está claro... nós.
— Não.— ele cortou — Confia em mim, deixarei você vestida para amenizar sua vergonha em respeito a sua primeira vez. Mas saiba que é só hoje, na próxima quero poder contemplar minha mulher nua para mim. — sua voz era firme mas não rígida. — Entendido...Rowena ?
— Sim...meu rei.
Ewan riu.
— Não precisamos de formalidades em nossos aposentos, aqui somos como no campo de batalha, iguais.
Ele se deitou novamento sobre ela, levou a mão no rosto dela e acariciou carinhosamente.
Ele percebeu que ela tremia levemente de nervoso. Começou a beija-la para acalma-la, acariciando seu rosto e seu cabelo com a ponta dos dedos, quando sentiu o corpo dela ceder quebrou o beijo.
Se ergueu e abriu as pernas de Rowena com os joelhos, puxou levemente o vestido dela até a cintura e deixou as pernas expostas para ele. Rowena fechou os olhos envergonhada. Ele se abaixou e beijou sua barriga, suas coxas, ela se mexia levemente sentindo o corpo arrepiar sob os lábios dele. Ewan desfez o laço do short que Rowena usava e o puxou para baixo. Ela apertou as mãos nos cobertores da cama.
— Está tudo bem...— ele disse baixo para ela.
Se deitou sobre ela novamente e apertou seu rosto com uma mão só.
— Abra os olhos, Rowena.
Ela negou com a cabeça.
— Abra, é uma ordem.— ele rosnou
Ela fez o que ele mandou e ele sorriu para ela.
Abaixou a cabeça e começou a beijar seu pescoço com beijos molhados que a fizeram arfar involuntariamente.
— Não és corajosa aqui, como é no campo de batalha, Rowena ? — ele levantou os olhos para encara-la— Lá você sempre me desafia.
Os olhos castanhos de Rowena escureceram com a provocação, ela estava pronta para rebater, mas sentiu Ewan passar o seu m****o em sua i********e e travou.
Ele sorriu rouco satisfeito.
— Vou lhe fazer minha, se doer...aperte as unhas em meu braço, sem hesitação.
Ele abriu mais um pouco as pernas dela.