O salão voltou a respirar aos poucos. A música retornou, hesitante no início, depois mais firme. Conversas retomaram seu curso como água tentando esconder a pedra que quase a desviou. Rowena se aproximou de Ewan, os olhos atentos demais para quem fingia tranquilidade. — Está tudo bem? — perguntou ela, baixo. — Está — respondeu ele, tocando de leve a mão dela. — Preciso apenas resolver um assunto breve. Ela sustentou o olhar dele por um segundo a mais. Rowena o conhecia. Mas assentiu. — Não demore. Ewan inclinou a cabeça e, sem olhar novamente para o conselheiro, caminhou em direção ao corredor lateral que levava à ala mais silenciosa do castelo. Não precisou chamá-lo. O velho veio. O corredor era de pedra fria, iluminado apenas por tochas espaçadas. O som do baile tornava-se dis

