Aron desceu a escadaria praticamente correndo. O coração dele batia tão forte que parecia querer saltar do peito. As palavras do rei ainda ecoavam na cabeça dele. “Venha ao pátio de treinamento amanhã ao amanhecer.” Ele atravessou o pátio iluminado pelas fogueiras, desviando de mesas, pessoas e músicos. A festa estava terminando, mas ainda havia gente cantando e conversando em pequenos grupos. Até que ele finalmente avistou quem procurava. Perto de uma das mesas mais simples, sentada em um banco de madeira, estava sua mãe. Ela segurava dois pequenos pela mão. Os gêmeos de cinco anos Felipe e Lira estavam meio sonolentos, com restos de doce no rosto e os olhos pesados de cansaço. A mãe de Aron era uma mulher jovem, mas o cansaço dos últimos anos era visível em seu rosto. As roupas e

