Os meses foram passando,decidi ficar sozinha até conhecer mais um rapaz.
Douglas era o seu nome.
Lindo, carinhoso, cheiroso, um amor de pessoa. Ele vivia correndo atrás de mim, era perfeito até demais, até eu descobrir que ele tinha namorada.
Por sorte, não cheguei a ficar apaixonada. Mas confesso que deu uma dorzinha no coração ao ter que "terminar" tudo com ele. Eu tinha pavor dessas coisas, e o que eu não queria para mim, não ia fazer com a namorada dele que nem sonhava que ele estava ficando com outras meninas.
Pus um ponto final naquilo tudo, e tchau!
Ele desmentiu até o último segundo ser comprometido, mas vi fotos dos dois nas redes sociais,e aquilo foi mais que o suficiente para eu não querer mais acordo com o Douglas.
Continuei sozinha, estudando, focando no teatro, e Joseph parecia arrependido de ter terminado. Ele me olhava de uma maneira diferente, mas nunca chegou a falar nada sobre.
Eu relevei, para mim todo encanto que cheguei a sentir no passado, se foi, e eu sentia amor, mas era como amiga. Joseph era meu confidente. E no momento, ele estava bem atraído por meninos.
Era estranho, alguém que você já namorou, te falar que gostava de meninos, ou até contar encontros que teve, como acontecia . Porém, eu não sou preconceituosa, o apoiava independente de qualquer coisa.
Os meses foram se arrastando, e eu fiquei hospitalizada com crises de pedra na vesícula.
Quando eu já estava bem, e quase de alta do hospital um amigo que conheci na época do namoro com Carlos Eduardo foi me visitar levando outro amigo junto.
Benício era o nome dele.
Cabelos castanhos, bem vestido, rosto afilado, confesso que fiquei encantada ali mesmo.
Conversa vai, conversa vem, Benício ficou falando coisas que tinha ouvido sobre mim, por terceiros.
Que ousadia!! Fiquei brava.
Eles me distraíram muito, e alguns dias depois eu já estava de volta em casa.
Quando recebi alta, os dois foram me visitar novamente.
Eu já havia adicionado Benício nas redes sociais, porém conversamos muito superficialmente, vi algumas fotos dele em festas, rodeado de amigos, e em todas elas, havia uma única mulher. Uma mulher claramente, mais velha.
Deixei pra lá, afinal o que eu tenho com isso? Nada!
Enfim, na visita pós alta do hospital, eles me chamaram para sair, comer um lanche, e eu aceitei. Estava com uma amiga em casa (Babih) e ela foi junto.
Na lanchonete foi muito bom, conversamos bastante, rimos muito, e Benício ficou fazendo carinho na minha cabeça.
Ué, faço o quê agora?? Pensei.
Deixei rolar, e nisso ficou. Após o lanche, eles foram deixar eu e minha amiga em casa, e o romance entre mim e Benício continuou,porém não nos beijamos nem nada.
Minha mãe ao perceber tudo, pediu para que eu tomasse bastante cuidado, pois aquele garoto tinha cara de que poderia me fazer sofrer.
Fiquei um pouco confusa, mas concordei.
Benício morava em outra cidade, e passou um tempo sem vir pra minha cidade. Passamos 4 meses conversando. Ele me ligava, nos falávamos pelas redes sociais, SMS, ou o que desse certo no momento.
Até o dia que ele veio me ver, após 4 meses de conversa.
Era um sábado á noite, e nós nos beijamos pela primeira vez em minha casa.
Foi ali, que eu percebi que poderia amar alguém de verdade, novamente.
Benício passou a vir me visitar com mais frequência,
de 15 em 15 dias, até começar a vir todos os fins de semana.
Até o dia, que ele me pediu em namoro. Foi lindo, foi mágico e eu aceitei!
Minha mãe aceitou nosso namoro rapidamente , e já gostava muito dele, então não houveram empecilhos.
Pelo menos eu achava que não haveria...