2° Capítulo
MAXIMILIANO
Antes de sair do meu carro o estaciono na garagem privada ligando logo após o alarme, seguindo para o elevador e rapidamente estou onde eu realmente deveria está a minutos atrás se o trânsito não estivesse tomado tanto do meu tempo, tendo a porta se entreabrindo.
— Olha isso... _Sussurro, semicerrando os olhos, colocando o pé dentro da movimentada boate enquanto quebro o pescoço para visualizar as pernas torneadas da loirinha acompanhada que passa ao meu lado.
— Max. O que faz aqui?
Coço a minha barba por fazer ao desviar os olhos para meu primo que crescemos juntos, Heitor, e estreito os mesmo para a perdição com a boquinha rosa que vejo atrás dele por cima dos seus ombros.
Suspiro, passando as mãos sobre os cabelos. Eu tinha lá o meu charme e mulher definitivamente era meu único vício.
— Esperando você me dizer como é que eu faço para subir com ela?_Dou um meio sorriso e aceno para a moça atrás dele que retribui com menear de cabeça.
Mesmo o som no último volume consigo ouvir o resmungo do meu primo quando disfarçadamente também olha para trás e volta a atenção para mim, no entanto, estou ocupado demais imaginando o que aquela boca pode me proporcionar.
— Quando o Allan disse que você precisava sair de Miami porque estava se acabando em b****a não achei que vinha para o Brasil virar sócio da boate e praticamente morar aqui.
Contínuo a sorrir para a moça que mexe nos cabelos e morde os lábios de forma esmagadora para meu m****o.
— Eu preciso transe*r. _Confesso, ignorando totalmente o meu primo e como eu deveria fazer para subir com ela, deixa comigo afinal de contas eu sabia bem como era que fazia para te-la rendida, hoje se eu quisesse ela colocaria a camisinha em mim, só que com a boca. Apresso os passos, caminhando até a beldade sozinha no balcão. — Agora entendo o motivo do meu coração está batendo tão depressa. _Comento bem próximo do seu ouvido, tendo pleno acesso dos seus olhos quentes acabo estudando-os de forma minuciosa, decifrando-os. Se tem uma coisa que eu era bom era em estudar, avaliar, analisar as pessoas e essa, há. Respiro convicto, eu tinha obtido êxito no decifrar "Ela está doida para dar". De repente, ela pousa no balcão a sua taça e estende a mão para mim. Pego imediatamente. — Encantado, és nova aqui caso contrario nós dois já teríamos experimentando cada parede desse lugar. _Ataco, mais só porque vislumbrava o desejo. Eu sabia os meus limites, entretanto o dela eu iria testar.
— Deveria tratar-me com mais respeito. _Arrancou sua mão da minha e voltou a pegar sua bebida, mexendo a cabeça na batida da música no fundo.
A visualizando, dou-me conta de uma coisa e isso me faz quase gargalhar.
— Você deveria se dar respeito. _Beijo meus dedos e os levo até o seu pescoço. — É casada? _Fixo o olhar no seu dedo. — É uma pena eu não ter ciúmes. _Pisco para ela lhe arrancando sorrisos.
— É sempre tão cafajeste assim? _Arqueia a sobrancelha em questionamento. De algum modo ser chamado assim me excita. Santo? Nunca disse que era.
— Se você veio aqui porque seu companheiro é um pé no saco, está no lugar certo... _Olho para o barman atrás do balcão pedindo o de sempre. — Eu vim aqui para transe*r então se você diminuísse os movimentos dos lábios para ter total atenção ao meu p*u eu agradeço. _Pego meu copo e o bebo num único gole.
— Você é muito escroto. _Balançou a cabeça, talvez um pouco incrédula.
Levo a mão ao peito, fingindo está ofendido.
— Não me diga que achou que esse rostinho aqui iria se juntar a você para orar como se estivéssemos na igreja? _Sinceramente eu não entendo a sua relutância. — Facilita pra nós. _Fecho os olhos, chegando sorrateiramente os dedos em suas costas fazendo um pequeno carinho. — Primeiro eu rezo depois tu ajoelhada reza.
Ela me encara.
— Simples assim? _Sorrio, assentindo porque é mesmo. — Quero mais um homem. _Pisco com o pedido. — Olha a cor do meu vestido é amarelo. _Aponta para a alça, olho ainda sem entender, retirando a mão das suas costas. — Quero você e mais um homem. _Emenda decidida.
No mesmo instante lembro da conversa com os meus primos quando resolvi ser sócio desse lugar e do lance das regras.
— Eu dou conta sozinho. _Garanto, enquanto viajo o olhar por seu traseiro avantajado.
Uma coisa que aprendi com a vida era seguir sempre pelo caminho mais longo, mesmo ele dando mais trabalho, pois o mais curto sempre haveria pedras no decorrer do caminho oque o tornaria bem maior que o longo. Por isso, eu iria usar as minhas melhores armas para eu sozinho ter ela.
Ela volta a beber sua bebida.
— Você playboy, tem cara de que quer o meu corpo para o seu prazer, ou seja não irá se importar se eu tiver um orgasmo caso você já tenha gozado... _Ao ouvi-la arregalo os olhos, magoou. — Eu vim aqui justamente para isso, as minhas vontades e desejos em primeiro lugar. _Cutuca meu peito acima do terno, pegando no nó da minha gravata o apertando em meu pescoço.
— Certo, você me estimula, e eu te estimulo... _Seguro seus pulsos a impedindo que me sufoque.
— Está sugerindo um meia nove?
— Não haveria controvérsias da minha parte. _Confidencio.
— Faz anal em mim? _Ela pergunta.
— Não deveria ser eu a perguntar isso? _Sorrio torto, arrumando seus cabelos.
— Qual a diferença? Sou eu quem irá sentir tudo.
Caramba, escuta-la me deixou duro como pedra.
— Quando eu estiver dentro... _Olho para os lados e avisto o meu primo ainda em pé me olhando seriamente ao negar com a cabeça. Sorrio para ele e encosto os meus lábios no ouvido da moça que eu mau sabia seu nome, terminando a frase que comecei. — Não peça para que eu pare. _Sussurro, vendo os pelos enrijecer em seu pescoço.
— Então, vamos subir? _Ela me olha com expectativa.
— Claro, vá à frente. _Gesticulo para a escada.
Ela aproxima-se da minha bochecha, me beijando e sem hesitar sai praticamente correndo para a escada, erguendo as mãos para o zíper do vestido.
Facinha...
— Não tem vergonha?
Reviro os olhos.
— Heitor. _Sorrio, contragosto. — O que meu estimável primo quer? _O olho.
— Quando irá procurar um emprego? Já pensou em sei lá assumir a empresa da família?
Bufo.
— Por que eu assumiria empresa se esse lugar me dar dinheiro e de quebra ainda tenho a mulher que eu quiser?
— Nunca pensou em se ocupar com nada? Além de sexo crú. _Rosna.
— Mais sermão meu caro? Meu, não enche. _Dou de ombros, eu precisava saciar os meus desejos. — Depois que acabar com a beldade lá em cima sairei de viajem, então, meu primo eu tenho sim muitas coisas a me preocupar. _Saio andando.
— Irá para onde ? Não me diga que aceitou a proposta? _Seu tom parecia entusiasmado demais o que me fez olhar para trás indignado.
Esse entusiasmo seria porque eu iria embora, ou porque eu iria finalmente se "Ocupar" com algo?
— Licença. _Resmunguei, subindo as escadas desacreditado.