Tahoe Valley, South Lake Tahoe, CA
— Hm, um rosto que não vejo há um tempo. — Lauren sorriu quando me aproximei da recepção. — Boa noite, oficial Rodrigues! Com o que posso ajudar hoje?
— Vim vê-la — sorri. — Calculando um pouco, presumi que estaria perto de deixar o expediente...
— A matemática está afiada! — riu.
Era uma noite calma no hospital — como devia ser habitual. Só tinha um homem cochilando num dos bancos da recepção e ela parecia entediada.
— Saio em meia hora.
— Então, acertei... Consigo te levar para aquele vinho? — Fitei seus olhos e ela assentiu, sorrindo largo.
— Confesso que não acreditei que aceitaria... — Apenas lhe sorri e ela seguiu: — Pode aguardar aqui dentro. Não é um problema. Aceita café?
— Uma dose seria bom — assenti.
Segui a um dos bancos para me sentar. Ela se apressou para deixar a recepção e voltou com uma xícara servida com um café bem cheiroso.
Lauren estava com o cabelo preso num coque, ficava bem nela. Eu me permiti observá-la voltar a recepção, fugindo da culpa de fazê-lo.
O café me acompanhou pelo tempo restante, não tive pressa para beber enquanto trocamos olhares.
Quando sua rendição chegou, ela comemorou e ainda bateu papo, rindo e olhando em minha direção.
Ela deixou o balcão e se aproximou para pegar a xícara. Foi bem formal enquanto saíamos do hospital.
— Como foi o trabalho? —perguntei.
— Exaustivo e bom também — riu. — E o seu?
— Folguei. Tentei descansar e me cuidar...
— Isso é ótimo, eu acho! — falou animada.
— Carro? — Eu a perguntei.
— Geralmente peço um carro para vir.
— Então, dou carona. Não esperava achar um lugar para beber vinho, mas comprei e trouxe as taças.
— É impressão minha ou está mais galanteador hoje, oficial Rodrigues? — Seu tom soou acanhado.
— Não é o objetivo — ri, acabei me acanhando também. — Só estou tentando... ser menos soldado.
— Hm, é interessante ver a tentativa — elogiou.
Rimos enquanto a guiei ao carro, ela beijou o canto da minha boca antes de entrar e sorriu largo.
— Para onde vamos?
— Minha casa? — Ela me olhou de soslaio.
— Só me ajudar a chegar — respondi, mantendo os olhos na estrada para não parecer nervoso.
Eu estava nervoso, por um instante me arrependi de estar ali, mas não podia simplesmente voltar atrás.
Algo como um vento frio correu o corpo quando ela pousou a mão em minha coxa para acariciar.
Arfei — não foi desconfortável, mas também não foi confortável. Era como estar de volta à puberdade.
O coração já começava a errar as batidas quando chegamos. Eu estava muito acanhado com a ereção que ela me causou e quase não tive coragem de olhá-la.
Lauren apenas sorriu e acariciou meu rosto.
Tentei não parecer um estranho, mas estou certo que fracassei. Deixei o carro e abri a porta para ela.
— Vou me banhar e me trocar. Pode ficar à vontade! — falou enquanto abria a casa. — Come algo?
— Infelizmente, esqueci de trazer algo.
— Não se incomoda — riu.
— Posso ajudar a servir, se me apontar onde está o quê — ofereci e ela pareceu gostar da ideia.
Fomos à cozinha e ela me apontou tudo, a pedida foi: queijo. Já estava cortado em pequenos cubos, só precisava servir e eu o fiz junto ao vinho e taças.
Aí chegou a agitação. Ela nem se demorou, voltou vestindo shorts e regata. Foi impossível não olhar ao desenho dos seiös, sem sutiã, abaixo do fino tecido.
— Ela foi sua única mulher? — Foi a primeira pergunta que ela me fez enquanto eu servia as taças.
— N-não...
— Parece inexperiente — riu. — Isso é fofo!
— Experiente realmente não me define.
— Só precisa ficar relaxado. — Ela sorriu e tomou a taça. — Brindamos à sua inesperada visita...
Brindei com ela e demos o primeiro gole. Escolhi um bom vinho e eu sabia disso — estava na lista de vinhos que o pai tinha escondido na dispensa.
Até conseguimos trocar alguma ideia, mas ela foi afoita ao buscar um novo beijo, mais intenso que o sutil beijo de canto de boca. Ela me deixou com calor.
Não neguei e ela veio ao meu colo.
— Podemos? — Ela sibilou, fitando meus olhos.
Pousei as mãos em sua cintura e voltei a beijá-la.
Subi a carícia para erguer sua blusa.
Ela pareceu tímida, talvez a comum insegurança com o próprio corpo, mas, a meu ver, era muito linda.
Não tinha seiös tão fartos, mas beijei por entre eles e segui os beijos até encontrar as auréolas. Ela gemeu baixo e arrepiou — uma obra de arte.
— Tem camisinha? — Ela me perguntou por entre os gemidos. — Por favor, diz que sim! — riu.
— Na carteira.
Felizmente, meu irmão me lembrou de levar — se eu estivesse sozinho em casa, provavelmente não teria dado o maldito péssimo hábito que criei.
Ela correu à minha carteira para pegar e voltou sorrindo. Ao parar na minha frente, se aproximou para abrir minha camisa e mordiscou o lábio.
Não queria preliminar ou coisa do tipo, desceu a mão até minha calça e eu facilitei para abrir. Seu toque me fez recostar e revirar os olhos.
Tomei a camisinha para vestir enquanto ela se insinuou, tirando os shorts. Veio ao meu colo e eu a tomei na cintura para ajudá-la a não se machucar.
Ela segurou forte em meu pescoço enquanto relaxou o corpo. Contraiu muito e quase me removeu o ar. Estremeceu e arrepiou, me olhando com tesäo.
Deixei que ela controlasse e me recostei, fitando seus olhos, observando o movimento de seu corpo, que nem tardou para começar a suar.
Ela foi enérgica, apesar de cautelosa.
Bastou um instante de olhos fechados e a ruiva preencheu meus pensamentos. Até tive a sensação de sentir seu perfume e esse foi meu ponto orgástico.