Capítulo 45. Em Família

1020 Words
Bijou, South Lake Tahoe, CA — Tenso! — Matheus paginava as mensagens de Lindsay em meu telefone. — Isso ainda é crime, cara... Sabe que pode representar contra ela, não? — Na real, eu não sei o que quero... — Fui bem honesto. — Minha cabeça não está boa, eu admito... E-ela ainda... Está tudo uma merda! Resumidamente. Ele deixou o telefone sobre a mesa. — Relaxa, irmão. — Soou preocupado. — Já pensou em terapia? — Levantou uma sobrancelha. — Pode parecer papo de maluco, mas pode ajudar, mano... — Essa recomendação vem se repetindo — arfei. — É complicado. Tem o sigilo do trabalho... Eu nem sei bem como lidar com isso — ri. — Não sei o quanto essa porrä está mexendo contigo. Só toma cuidado, okay? — Ele suspirou. A mãe preparou massa para que Matheus levasse. Após comermos, só nos jogamos na sala com uma cerveja qualquer para assistir futebol. Não interessados pelo futebol, acabamos só jogando conversa fora a maior parte do tempo enquanto o telefone ainda tocava igual um louco. Silenciei os toques e o deixei virado com a tela para baixo em cima da mesa. Matheus acabou rindo. — Se não quer denunciar, porque não começa a desfilar por aí com outras? — Ele me sugeriu. — É algo que poderia ajudar... sei lá. Ela desencanaria. — Ou tentaria matar a moça... A única que não estaria em perigo seria Natasha porque ela é o perigo! — Natasha? — Ele me olhou de soslaio. — Longa história... — Eu só respirei fundo. — Era disso que o pai estava falando? — riu. — Provável — assenti, me acanhando. Ele só riu ainda mais e nada comentou. Ficou nítido que a ideia que se passava em sua mente era “sortudo!”. Para não ficar ainda mais acanhado, obviamente eu não comentei nada. Falar de Natasha enterrou qualquer outro assunto que poderíamos ter. Só o silêncio e risadas voltaram a acontecer até a madrugada. Eram por volta das duas da manhã quando bateram à porta. Nós nos entreolhamos e Matheus foi até as pistolas, pegou uma e me entregou outra. — Eu vou — falei baixo para ir à porta. Ele se posicionou atrás da porta e eu só abri um pedaço para omitir a arma. Falando dela, a ruiva decidiu aparecer na minha porta àquela hora. — Neurótico, loiro? — Ela riu. — Precavido. — Se quisesse te matar, bang! — Ela fingiu atirar na minha cabeça, emulando uma arma com a mão. Apenas ri enquanto abrindo a porta. — É a Natasha, mano! — falei para Matheus, que só respirou fundo e deixou a posição para devolver a pistola ao lugar. — Pega a minha também. — Meninos! — Natasha riu, entrando. — É guerra? — E aí, tia! — Matheus sorriu para ela. — Nossa! — Eu o olhei. — Tia é fodä! — Culpa? — Natasha riu alto, debochada. — Deve ser, tia! — Matheus assentiu. — Ethan. — Foi o que Natasha falou, indo ao sofá e pegando uma das cervejas. — As coisas com Bea foram bem. Vou transär com ele e tudo ficará melhor. — Eita! — Matheus nos olhou. — Cuidado, ruiva! — Voltei a me sentar, olhando-a com preocupação. — Como foi? Como chegou a isso? — Tive contato com ele. Fiz um trato com a moça que envolve a fidelidade dele, num resumo — deu de ombros. — Ele é realmente infiel... Já caiu... — Claro! — assenti com a cabeça. — Terei com ela logo. Vou pegar as sujeiras dele e ainda vai ter um pornô para você incluir nos seus registros, se quiser — sorriu de canto de boca. — Bom, vou comprar cerveja! — Matheus sorriu e se levantou, se armou e nem me deu tempo de falar nada, apenas pegou minha chave e saiu. — Esperto, ele sempre foi! — Natasha riu. — O que houve? — Ela olhou na direção da porta. — Sei lá. — Meneei a cabeça. — Talvez ache que eu... sei lá... na verdade, eu não faço a menor ideia. — Está ficando acanhado? — riu. — Realmente devia parar de ser tão provocativa, ruiva! — Eu respirei fundo, meneando a cabeça. — Por quê? — Seu sorriso ficou mais safado. Ainda mais provocativa, ela se aproximou para fitar meus olhos. Sempre hipnotizante e predatória. Eu já estava louco de tesäo há algum tempo, não consegui me impedir de buscar um beijo enquanto seguindo com ela até o sofá. Mesmo que o ar nos faltasse, eu não parei. O sorriso em seu rosto só alargou e ela abriu as pernas enquanto o verde olhar apenas me convidava. Não neguei o convite e senti todo o corpo arrepiar ao penetrar. Enterrei a cabeça em seu pescoço após envolver sua cintura. Nem toda a cerveja que bebi teria me deixado tão embriagado quanto o perfume e o extremo tesäo que eu senti cada vez que me senti deslizar ao seu íntimo. Senti suas unhas em minhas costas enquanto seu gemido soou bem baixo. Era doce e parecia tocar meus nervos — ela me deixou maluco! — Loiro! — Ela chamou, me fazendo agarrar ainda mais forte em sua cintura. — Loiro... O olhar chegou a revirar e não houve um grande intervalo entre a chegada da forte sensação de calor e o gozo... as sensações simplesmente se atropelaram. Inevitavelmente, eu penetrei ainda mais ao me sentir gozar. Os ombros finalmente relaxaram e o corpo me implorou para eu não parar. Para não deixar meu peso recair sobre seu corpo, ainda consegui sair de cima e sentar sobre os joelhos. Mantive uma carícia em suas coxas enquanto tentando recuperar o fôlego — e fugia da vontade, dos muitos pensamentos que incitavam demais. — Imprudente, loiro! — Ela tinha um sorriso no rosto. — Não é porque sou uma quase cinquentona que sou infértil... — Meneou a cabeça. — Ouvir você chamar só me deu mais tesäo... — Que isso! — Ela mordiscou o lábio inferior, rindo. — Você é um tarado, loiro — gargalhou.
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