Capítulo 16. Anjos...

1044 Words
Summerlin, Las Vegas, Nevada Realmente me esforcei para ter com Levi tentando esquecer de todas as vezes que me relacionei com Lucas na minha vida, mas foi impossível. Eram pessoas bem diferentes aparentemente e isso eu não podia negar, mas era um toque que pareceu familiar e isso não foi a única semelhança. Fazia muito tempo que eu não tinha com alguém com corpo sensível ou entregue o suficiente para ficar arrepiado por toda uma relação. A intensidade mudou no decorrer do sexo, mas não existia sensação melhor do que me entender tão desejada ao ponto de causar aquela reação do corpo. Mesmo com a óbvia inexperiência, Levi era muito intenso e saber que ele sentia tanto tesäo foi o que me levou aos espasmos enquanto sobre ele. Era muita sacanagëm que eu comparasse ambos e eu tinha total certeza disso, mas optei por apenas deitar em seu braço e sentir culpa em silêncio. Como já era esperado, eu acordei mais cedo. Após uma noite tão gostosa, obviamente eu acordei tarada — os hormônios sentiam muita falta da agitação —, mas preferi deixá-lo descansar. Tirei o vestido para ir ao meu banho. Foi um ótimo momento de relaxamento. O cabelo e a pele precisariam de um cuidado, dado o quanto suei. “Faço isso em casa!”, dei de ombros. Eu me enrolei no roupão para voltar ao quarto e Levi ainda dormia. Calorento, já estava suando com a coberta enrolada apenas na cintura. Acabei rindo e fui ao telefone para pedir o nosso café da manhã. Eram cerca de seis horas ainda. Quando o serviço de quarto chegou, eu recebi na porta para não expor o loiro. O som do carrinho com a comida foi o que o despertou e ele abriu um dos olhos. — Bom dia, loiro! — sorri-lhe. — Dia! — Ele respirou bem fundo. — Pedi o café porque estou esfomeada... se não acordar, eu vou comer sozinha. — Não consegui conter a risada. — Infelizmente, a educação ficou lá fora. Levi acabou rindo e se sentou para se esticar. Acabei nem fumando meu cigarro pós-sexo, mas cuidei de pegar meu maço antes de ir à cama. Deixei sobre a cabeceira para ficar ao lado dele. — Descansou bem? — indaguei, sem nem olhá-lo. — Acho que dormiria mais... Mas, sim. Descansei bem. — Ele bocejou, ajudando a ajeitar a comida sobre o carrinho. — E você, dormiu bem? — Muito bem! — sorri largo. — Sente alguma dor ou algo parecido? Franzi o cenho e o olhei com estranheza. — Não, loiro — ri. — Por que eu sentiria? — Sei lá. — Ele meneou a cabeça, fugindo o olhar. Não sabia se era superproteção realmente. Fiquei preocupada, mas optei por não insistir, apenas me juntei para ajudar a arrumar tudo. — Quais são os planos para hoje? — perguntei. — Voltando para casa, tenho que comprar alguns móveis. Já lidarei com o carro. É interessante que eu tenha ambos, então tenho que ver a situação no prédio. — Planejando voltar ao apê? — Fiquei curiosa e até feliz com a ideia. — Se sim, estou orgulhosa — ri. — Estou me esforçando. É muito bom estar com os meus pais, mas eu tenho vinte e um, não posso ficar sobrecarregando-os com a minha presença. — Sabe que esse é um pensamento americano, ‘né?! — ri. — Sul-americanos são muito mais tolerantes nesse sentido e Sofia é superprotetora... — Sei que eles nem devem se incomodar — deu de ombros —, mas eu tenho um trabalho perigoso. Se vou me meter contra gente que- — Engoliu seco. — A segurança da sua irmã é muito boa! — falei, já entendendo o motivo da preocupação. — Entendo a cautela e gosto, mas não precisa se preocupar. — Quando a mãe deu a notícia que eu teria uma irmã, eu fiquei muito feliz. Lembro de nem dormir direito quando Chloe chorava depois que chegou. — Ah, Lucas falava muito! — ri nostálgica. — Não consigo imaginar que um erro meu pode causar qualquer nível de perigo, sabe!? Tenho que focar e não posso deixar espaço para nada disso! Realmente parecia obstinado. O azul olhar chegou a lacrimejar enquanto falava da menina — o que eu sempre achei muito fofo naquela relação fraternal. Eram não só muito grudados, como muito parecidos. Se Levi desse a mão à menina para andar na rua, desavisados julgariam serem pai e filha. Baixinha com longos cabelos loiros, Chloe também herdou os olhos azuis do pai, apesar de ter o olhar amendoado muito mais acentuado, como Sofia. A menina parecia um anjo. Eles pareciam anjos — e nem é um trocadilho para referir ao fato de ser papa-anjo naquele momento. — Se precisar de algo, é só ligar — falei. — Devo ficar em casa pelo dia, talvez veja a treta da loira... — Tsc... nem me fala disso! — Ele fechou os olhos, meneando a cabeça. — Com sorte, depois de terminar, eu devo voltar na casa do pai. Esteja avisada! — Obrigada. Não devo inventar nada para hoje, mas... vamos ver, ‘né!? — sorri de canto de boca. — As coisas no submundo ocorrem bem mais rápido. — Posso imaginar. — Blanche. É o que precisa buscar para achar a branca na internet. — Eu lhe sorri. — Tudo se explicará. — C-claro. — Talvez seja a maior traficante de mercadoria viva que eu já vi caminhando em território americano. — Russa mesmo!? — Ele franziu o cenho. — Sim, nem esconde — ri. — Não tem sotaque, mas força. É um nojo de mulher e um nojo de pessoa. — Vou ver o que tem por aí sobre todos os rostos que vi. Talvez visite a delegacia, se me sobrar tempo — deu de ombros. — E, se eu tiver paciência... — Já está de saco vazio, deve ajudar — brinquei. Ele acabou se acanhando, mas não respondeu. Depois de nossa refeição, nos arrumamos e fomos à moto. Levi assumiu a direção — afinal, eu não tinha tanta força no braço para fazê-lo. Deixei-lhe em seu apê para partir. Não esperava um dia cheio. Contudo, assim que Lucas descobrisse da acusação contra Levi, o negócio ficaria feio rápido!
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