Capítulo 14. Serviço Glamouroso

984 Words
Summerlin, Las Vegas, Nevada O que Lucas tinha de tarado, Levi tinha de raivoso e isso ficou claro quando ele conteve uma ereção bem rápido apenas pensando num desafeto recente. Nem comentei para colaborar. Chegada a hora de partirmos, descemos e nosso carro já aguardava. O mesmo amigo do encontro com o policial era o nosso motorista da vez. — Esse é Williams. Williams, Rodrigues, meu parceiro da noite. — Natasha apresentou ao entrarmos. — E aí! — Ele deixou seu ar sóbrio para ser bem casual com Levi. — Deve ser uma merda grande para você usar um parceiro. — Ele riu, torcendo o rosto. — Para você ver! — dei de ombros. O assunto se encerrou para trajarmos nossos personagens da noite. Pousei a mão na coxa de Levi e ele apenas suspirou, pondo a mão sobre a minha. Acabei sorrindo, satisfeita com o resultado. Não é como se Summerlin fosse assim, tão pobre realmente, mas o casino ainda se destacava muito do lugar — acabava parecendo ser um outro mundo. Na rua, podia-se ver poucos carros e nenhum pedestre. A porta do casino tinha apenas dois seguranças, enormes e bem m*l-encarados. Levi deixou o carro primeiro para abrir a porta para mim. Estendeu o braço e eu apenas cumprimentei os seguranças com um sorriso, já eram conhecidos. Tecidos formavam o corredor que omitia a maior parte do ambiente e nos levou até o extenso salão. Obviamente, ali o perfil da coisa mudou. Muita mulher bonita se exibindo seminua em poles que provavelmente foram improvisados. Muita bebida sendo servida e uma extensa mesa de canapés. Tocava um jazz qualquer num tom bem baixo e as moças ainda acompanhavam a música, cada qual com a própria coreografia — o que foi belo de ver. Não demorou para uma moça, vestindo um belo terno, se aproximar e gesticular para acompanharmos. Era realmente uma festinha apenas. Claro que alguns se reuniriam para fazer seus negócios, mas, no geral, muitos iriam apenas para conhecer gente nova e pensar em negócios após curtir. Fomos levados a um cômodo privado no segundo andar onde todo o corredor era espelhado e os tecidos era, novamente, usados para dividir os cômodos. Se terminasse em suruba, provavelmente todos se ouviriam e isso era parte do charme. A mocinha nos sorriu ao sair, sem falar nenhuma palavra. Levi seguiu em direção à parede de vidro para olhar para baixo. Apesar de tudo, sabia manter uma postura de durão rico — talvez aprendida com o pai. Segui às suas costas para pousar a mão em seu ombro e descê-la por seu peito para indagá-lo, cuidando de manter a boca coberta por suas costas: — O que achou do lugar? — Luxuoso e luxurioso. — Ele me olhou. — Imaginei. Não será possível sempre estarmos sós, mas a maior parte do tempo, será bem tranquilo desse jeito. É impossível ouvir o garçom chegar, já aviso. Ele assentiu com a cabeça. — É uma visão privilegiada. — Observou, analisando o lugar. — Ótimo lugar para um tiro — riu. — Tenho certeza! — ri. O cômodo tinha um estofado com espaço para oito pessoas sentarem, seis lado a lado e duas pessoas em assentos que destacavam da peça maior. A mesa de centro tinha um balde com gelo, taças e uma espumante. Alguns canapés estavam servidos e tinha um tablet com o cardápio do lugar. — Quer ver algo? — sugeri à Levi. Ele virou para mim com curiosidade. Tomei-lhe pela mão para levá-lo ao sofá. Acabei sorrindo de canto de boca ao sentá-lo e sentei em seu colo. Deu para ouvi-lo arfar e o volume voltou rápido. Peguei o tablet para paginar o cardápio vivo. Haviam mulheres e homens. Diversas nacionalidades e idades, a partir dos dezesseis — supostamente. — A dificuldade em tentar salvá-los é que existem profissionais de verdade no catálogo — falei, olhando-o. — É impossível saber quem está nessa porque quer. — Todos devem dizer querer. — Um truque velho é viciar as vítimas. Ajuda para que o vínculo de dependência seja quase inquebrável. É lastimável, mas muito astuto — dei de ombros. — Não costumo entrar em lugares assim... — Parece que isso está para mudar — ri. — Enfim, por volta da uma da manhã é quando algumas figuras chegarão e você gostará de conhecer os rostos. — C-claro. — Volumão, hein! — provoquei. Levi apenas abaixou a cabeça e nada falou. Alternamos entre ver as categorias do cardápio ou observar a festa ocorrendo no primeiro andar com o povo mais animado e as meninas lindas. No cardápio, tinha comida, bebida, droga. Muitas opções diversificadas para atender a todos os gostos. Na festa, pudemos ver alguns dos rostos que estavam na mira de Levi. Bastava estarem ali para entender que não era realmente gente boa. Claro, podia ser um caso semelhante a Levi, de um homem bom investigando homens maus, mas o mais sábio era crer que eram todos corruptos. Em caso de surpresa, não seria tão mortal... — Tem memória boa? — ri, o indagando. — Felizmente, sim. — Ótimo! — Eu me aproximei à sua frente para envolver seu pescoço. — Algumas das janelas também tem gente. Eu vou te beijar e falar onde. Levi assentiu com a cabeça e eu o beijei. Tentei suavizar nosso contato, mas ele não pôde impedir a própria intensidade — o que já era uma possibilidade. Apertou minha cintura e me deixou com calor. — Direita... três horas — falei ofegante. Ele pegou no meu pescoço para voltar a me beijar, me colocou contra a parede de vidro, chegando a tirar um gemido de mim — que não foi fingido. — Já vi. — Fitou meus olhos. — Menino! — Acabei rindo. — Próximo? Ele acariciou meu rosto, assentindo. Não sabia dizer o que havia com aquele olhar, se era um desejo fingido ou não, mas repetimos aquilo outras vezes.
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